quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Não há brecha na lei pra libertar Nenhum preso da cela da saudade

Sem direito à fiança eu fui julgado
Condenado nas causas da paixão
Recorri, mas, não teve solução
E fiquei numa cela do passado
Na lembrança não tinha advogado
Que defende o direito à verdade
Pra me por novamente em liberdade
Eu tentei pra mim mesmo advogar
Não há brecha na lei pra libertar
Nenhum preso na cela da saudade

Procurei assim mesmo uma saída
Fui à corte maior do coração
E levei pro juiz a petição
Recusando a sentença ser cumprida
Ao pedido o doutor negou guarida
Me julgando faltar-me 'qualidade'
Apesar de eu ser vítima da maldade
Minha causa ninguém  mais quis pegar
Não há brecha na lei pra libertar
Nenhum preso na cela da saudade

Por final, ingressei com um recurso
Um mandado final de segurança
Apelei à justiça da esperança
E o processo tomou um outro curso
Apesar dos embargos no transcurso
De problemas com a incapacidade
Finalmente eu saí da fria grade
Pois, chegou-me o amor pra me soltar
Não há brecha na lei pra libertar
Nenhum preso na cela da saudade

Pedro Torres, mote e glosa.

Não tem fórmula, nem regras nesse jogo.
Não existe remédio em hospital
Ninguém sabe se é bom, ou se é mal.
Se existe palestra, ou demagogo.
Se a paixão é ardente feito fogo
Se o corpo suporta essa vontade
Se existe juiz, sentença e grade.
Pra quem é condenado por amar
Não há brecha na lei pra libertar
Nenhum preso da cela da saudade

Esta é a prisão mais dolorosa
Que um ser pode ter como castigo
Não tem prazo do término, nem amigo.
Pra levar uma frase calorosa
Cada história contada é dolorosa
Muitas vezes acaba na metade
Não tem raça, fronteira, nem idade.
Nem remédio de amor para passar
Não há brecha na lei pra libertar
Nenhum preso da cela da saudade

Mote do poeta Pedro Torres Filho
Versos: Rubens do Valle.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Se voltares, é porque te conquistei Do contrário, tu nunca foste minha!

Da frase de Bob Marley,

"Amo a liberdade, por isso, todas as coisas que amo deixo-as livres. Se voltarem é porque as conquistei. Se não voltarem é porque nunca as possuí."

Eu fiz:

Penso eu, foste embora, sem razão,
Pois, que eu nada fiz que merecesse
Que das juras de amor tu te esquecesse.
Nada importa, porém, se só razão
Tu deixaste, pra mim, meu coração.
Meu olhar, que tristeza hoje caminha
Ao lembrar-me de ti, minha rainha
Não dão conta de tudo o que sonhei
Se voltares, é que te conquistei
Do contrário, tu nunca foste minha!

Te amei livremente, como quem
Ama alguém que se ama em liberdade
Só deixaste pra mim essa saudade
E nem queres saber se estou bem.
E a saudade não diz quando ela vem
Chega aqui sem tocar a campainha
E os meus olhos que os prantos eu detinha
São a prova do tanto que eu te amei
Se voltares, é que te conquistei
Do contrário, tu nunca foste minha!

Pedro Tores

Não ter saudade de nada É não ter nada na vida

No mote do poeta Zé Filó, eu disse:

Há na saudade uma espécie
De veneno endiabrado.
Que nos mata lentamente
Deixando-nos atordoado.
Causa tonturas na mente
Como a pinga envilecida
Mas, às vezes é homicida
Que desistiu da facada
"Não ter saudade de nada
É não ter nada na vida"

Viver sem ter compromisso
Sem ter amor de certeza
Pois, imagine a tristeza
De quem não tem nada disso..
Sem conhecer o feitiço
Da primavera florida
Ou de "filar" a dormida
Na casa da namorada
"Não ter saudade de nada
É não ter nada na vida"

Um cafuné, um afago
Um carinho que adormece
Um abraço caloroso
No frio, que nos aquece
Um beijo estalado e lindo
Na tarde de um dia findo
Na véspera da despedida
De uma noite encantada
"Não ter saudade de nada
É não ter nada na vida."

O frio que nos aquece
Na distância que domina
Uma manhã cristalina
No sertão quando amanhece...
O surgimento da prece
Quando a dor é desmedida
O abraço de despedida
Logo depois da chegada
"Não ter saudade de nada
É não ter nada na vida."

Antes de haver labuta
Tudo era brincadeira
Pelada, barra-bandeira
E para criança astuta
Tuti-fruti era a fruta
Por todos mais preferida
Com 'pera-uva-maçã' pedida
Quando era a 'namorada'
"Não ter saudade de nada
É não ter nada na vida"

Pedro Torres
Mote: Zé Filó

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

É a saudade que bate machucando Bem aqui no fundo do meu peito

Inspirado na frase publicada pela amiga Letícia Vieira, um mote quase pronto eu fiz:

De repente a tristeza nos abraça
Uma angústia do peito toma conta
Que o relógio parece faz afronta
No ponteiro da dor e da desgraça.
Passa as horas do dia, só não passa
Essa dor machucando nosso peito
Desconfio que esse troço deu defeito
Para as horas tão lentas ir passando
É a saudade que bate machucando
Bem aqui no fundo do meu peito 

Pedro Torres

Às vezes a nossa alma Sofre o fardo da distância

Às vezes a nossa alma
Sofre o fardo da distância
A tristeza nos abate
Reprimindo toda ânsia
É um recado que o tempo
Nos dá com toda elegância.

Pedro Torres

A estrada

Seu moço, eu sou a estrada
Que você vive a pisar
Sem a curiosidade
De nem uma vez pensar
Que eu sou a passagem das coisas
Nas devidas direções
Que seguem suas funções
Cada uma em seu lugar.

É por mim que se vai tudo
Mensagem do mal e do bem
Os outros resolvem as coisas
Você resolve também
Eu, lentamente aceitando
Pelo direito e a razão

No corpo imenso da terra
Eu sou um traço no chão
E no livro aberto da vida
Sou ponto de exclamação.

Se às vezes ganho uma roupa
Que tem o nome de asfalto
É pra o longe vir pra perto
Ficando a distância um salto

Dão a mim, brilha nos outros
E não me serve a lordeza
Eu sou o centro econômico
Que leva e traz a  riqueza

Veja bem como trabalho
Pra você sem ganhar nada
E disposta a receber
Do mais fraco ao mais possante
Você é o viajante
Seu moço, eu sou a estrada

Zé Marcolino

O Silêncio tomou-me por completo, É melhor me calar pra errar menos.

No mote do Poeta Vinícius Véras eu fiz:

Já errei tantas vezes meu discurso
E entreguei muito 'ouro pro bandido'
Atitude tão errada que eu duvido
Que o destino seguisse no seu curso
Mas, mudei os meus modos no percurso
Consegui abrigar-me dos serenos
Os meus erros de agora são pequenos
Vou tocando meu pinho bem discreto
O Silêncio tomou-me por completo,
É melhor me calar pra errar menos.

Permaneço calado porque eu sei
Que quem fala demais é tagarela
E pra não dar motivos para ela
Fazer graça daquilo que eu falei
Se foi certo o que fiz, ou se errei
Se são erros bem grandes ou pequenos
O futuro é incerto, e nós sabemos
Qual dos dois tá errado ou correto
O Silêncio tomou-me por completo,
É melhor me calar para errar menos.

Pedro Torres

Sei que muito falei e muito errei,
Mesmo assim aprendi por ter errado,
Tenho tido comigo mais cuidado,
Pois depois de sofrer eu me aquietei,
Ainda lembro do tanto que chorei,
Quando vi os teus dispersos acenos,
Mas meu erro tornou-se bem pequeno,
Se comparo com meu tão doce afeto,
O Silêncio Tomou-me por completo,
É melhor me calar para errar menos.

Vinícius Véras

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

CENSURADO

Em um misto de medo e de vontade
Numa chama fugaz de um desejo
Eu ainda recordo aquele beijo
Talvez fruto da nossa ansiedade
No inédito filme da saudade
O primeiro capítulo é gravado
Mas o Set agora interditado
Não permite nenhuma gravação
Censurou nosso trailer de Emoção
Nosso arquivo de amor foi sepultado.

Não passou de começo prematuro;
Nosso filme não foi nem exibido
O desejo em ti comprometido
Desfigura quimeras de um futuro
Nosso amor foi jogado no monturo
Num colosso de sonhos desiguais
O meu corpo sedento dessa paz
Nunca vai pelo teu ser saciado
Pois procuro um corpo libertado
Livre e leve e solto, e nada mais.

Vou fazer cemitério da memória
Enterrar os lampejos de vontade
Assistir outra estreia na verdade
De um papel corrompido pela glória
Onde a atriz componente da história
Nunca foi coadjuvante nem um dia
Ocupando o papel de maestria
É a única herdeira do teu peito
Viro a página, sem nada a ser feito
Transformando esse filme em poesia.

Adriana Sousa

Desde o dia em que nós nos conhecemos Uma coisa qualquer em nós mudou

Na roda virtual de glosas com a Poetisa Adriana Sousa nós fizemos:

P. Foi um sonho bonito que pintamos
A. Que Picasso nenhum conseguiria
P. Nem a réplica perfeita imitaria
A. A pureza da alma que alcançamos
P. Nenhum plano de amar-se elaboramos
A. A poesia foi quem nos convidou
P. E o peito, de nós, quem aceitou
A. E agora a vocês nós contaremos
Desde o dia em que nós nos conhecemos
Uma coisa qualquer em nós mudou

P. No primeiro momento que nos vimos
A. Duas almas na terra se beijaram
P. Nossos corpos depois se entrelaçaram
A. Sob a égide do amor nos possuímos
P. O céu cinza de amor nós colorimos
A. Que o suor colorido transbordou
P. Nosso quadro de sonhos se pintou
A. E depois desse quadro nós sabemos
Desde o dia em que nós nos conhecemos
Uma coisa qualquer em nós mudou

A. No museu do amor está guardado
P. Apetrechos, pincéis, e cavaletes
A. E o cheiro ainda morno dos banquetes
P. Na essência sagrada do pecado
A. O desejo encontra-se enjaulado
P. Pelas grades que a vida ensinou
A. Mas resquícios de amor o libertou
P. São indícios do que já percebemos
Desde o dia em que nós nos conhecemos
Uma coisa qualquer em nós mudou

Adriana Sousa & Pedro Torres

Como quem foi tocado pela luz
A minha'alma se alegra e se ilumina
Pelo brilho luzente da retina
De seus olhos nos meus, em tons azuis...
Das belezas sublimes que possuis
No infinito que em nós se iluminou
Como quem procurava o que encontrou
Sem sabermos sequer se nos perdemos
"Desde o dia em que nós nos conhecemos
Uma coisa qualquer em mim mudou"

Pedro Torres

As lembranças que eu guardo de nós dois Faz meu peito arder ainda mais

Esse amor que não tem explicação
Sob o céu que ilumina a poesia
Leva as ondas do mar que acaricia
Para a praia bonita da paixão
Quando tudo nos trás recordação
A saudade é a onda mais voraz
Como a bruma suave que nos trás
Bons momentos deixados pra depois
As lembranças que eu guardo de nós dois
Faz meu peito arder ainda mais

Pedro Torres

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Enterrei um passado no meu peito Dos escombros porém ressuscitou

No quintal do meu peito eu atirei
A carcaça de um amor assassinado
E os meus dias ficaram assombrados
Por fantasmas de sonhos que sonhei
Não querer nunca mais (eu lhe jurei)
Mas, parece que o monstro se esquivou
E na bagunça de tudo, revelou
Evidências de um crime imperfeito
Enterrei um passado no meu peito
Dos escombros porém ressuscitou

Pedro Torres

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Que a estrada do amor é perigosa Muito mais se for com ilusão

Desses casos de amor sem ter carinho
Sem afagos, abraços, sem ternura
É melhor esquecer quem fez a jura
E deixou pra você ficar sozinho
Se aparece outras 'curvas no caminho'
É melhor dedicar mais atenção
Pra não ver derrapar na contramão
Ou na curva fechada e sinuosa
Que a estrada do amor é perigosa
Muito mais se for com ilusão

Pedro Torres

A. Quando vi teu sorriso inocente. P. Finalmente o destino me sorriu.

Com a Poetisa Adriana Sousa nós fizemos:

P. Finalmente o destino me sorriu.
A. Quando vi teu sorriso inocente.
P. Vi meu peito bater mais fortemente.
A. No pulsar do abraço que se abriu.
P. Me senti como a fera no covil
A. Atiçada nas brasas da paixão.
P. Com as garras cravei seu coração.
A. Com a boca roubei os beijos seus
P. Seus apelos colhi nos braços meus
A. Fui escrava da lei da atração

Invertido:

A. Fui escrava da lei da atração
P. Seus apelos colhi nos braços meus
A. Com a boca roubei os beijos seus
P. Com as garras cravei seu coração.
A. Atiçada nas brasas da paixão.
P. Me senti como a fera no covil
A. No pulsar do abraço que se abriu.
P. Vi meu peito bater mais fortemente.
A. Quando vi teu sorriso inocente.
P. Finalmente o destino me sorriu.

Pedro Torres & Adriana Sousa

Somos feitos de fases como a lua

Com a Poetisa Adriana Sousa, exercitando uma poesia, a gente fez:

A. Somos feitos de fases como a lua
P. Cada ciclo que passa, pernoitamos
A. Como bruta matéria renovamos
P. Todo brilho que a noite insinua
A. E o passar das etapas continua
P. Cada dia que vinga nos ensina
A. Que o brilhar dessa lua repentina
P. É mistério profundo da natura
A. Nosso peito minguante se tortura.
P. Pra trilharmos, assim, a nossa sina

P. Aprendi nesses dias de tormento
A. Que sofrer como a lua é quase nada
P. Pois, que passa a fria madrugada
A. A sonhar com o sol e seu alento
P. Renovando de mim o sofrimento.
A. Apagou do meu céu antigas juras
P. E as noites ficaram tão escuras
A. Que ceguei com a luz do novo dia
P. E a falta de ti na noite fria
A. É a mais dura e cruel dessas torturas

Adriana Sousa & Pedro Torres

Nos sombras da solidão

Nas sombras da solidão
Onde se escondem os prantos
Soluçares de ilusão
Escorrem por todos cantos
Nos vincos do coração
Na via dos desencantos

Pedro Torres

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Político,

Quem pretende defender
Seu trabalho, suas metas
Basta somente seguir
Suas promessas corretas
Convertendo as falácias
Em atitudes concretas

Pedro Torres

Pra minha amada imortal!

Só se ama uma vez diz o ditado
Mas, não posso saber se já amei
Se medisse por tudo que chorei
Eu seria o maior apaixonado
Se um amor nos feriu, foi terminado
Com certeza não era mesmo o amor
É aquela que dói e não se sente, dor
Que o poeta Camões um dia disse
Essa história, portanto, é tolice
Pois, quem vence ao final é o vencedor

Confundi os sinais de um grande amor
Por medir-lhe o tamanho pelo pranto
Derramado, sozinho no meu canto
Escorrendo na face toda a dor
Vou levando na vida o meu andor
Carregado de tanta ilusão
Procurando alegrar meu coração
Em um cheiro bem forte e verdadeiro
Pra morrer sufocado em um cheiro
Dar um basta pra minha solidão

Na descrença de o amor acontecer
Duas vezes pra um mesmo coração
Eu errei ao mudar de direção
Sem querer novamente me envolver
Perdi tempo tentando me esquecer
De um passado feliz que me marcou
Felizmente o tempo me ensinou
Que o limite de amores não sabemos
Desde o dia em que nós nos conhecemos,
Uma coisa qualquer em mim mudou...

Vou seguindo o meu viver sozinho
Vez em quando a saudade me acompanha
Se um espinho por vezes me arranha
Eu lhe apanho e removo do caminho
Entre tragos e goles de um bom vinho
Eu perfumo meus sonhos de alegria
Faço um verso de amor que acaricia
Como as flores cheirosas de um buquê
Pra se algum dia eu encontrar você
Me casar com o amor da poesia.

Pedro Torres

Mas, também tem vis espinhos Que nos deixam cicatrizes.

O amor é uma planta
De delicadas raízes
As flores ficam por cima
Lembrando dias felizes
Mas, também tem vis espinhos
Que nos deixam cicatrizes.

É preciso ter cuidado
Para não se machucar
As raízes certamente
É necessário regar
Podando o espinho certo
É bem tranquilo se amar

Pedro Torres

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Quando a gente é pequeno quer crescer Quando cresce é pedindo pra voltar.

Tava procurando inspiração pra fazer algo falando sobre a infância e saiu o seguinte.

Fiz estoque dos tempos do passado
Mergulhando bem fundo nesse açude
Onde em sempre vivia com saúde
E meu mundo era doce e encantado.
Eu estava dormindo acordado
Recebendo a visita da lembrança
Onde filme trás cenas de esperança
E o enredo maior é a saudade
Revirei o baú da mocidade
E voltei outra vez a ser criança.

Se eu pudesse dar pausa nesse tempo
E voltar para a faixa anterior
Quando os braços de mãe, o cobertor
Me faziam dormir no contratempo
Eu brincava feliz no passatempo
Mas a hora passou rapidamente
Eu cresci mas num mundo diferente
Nesse mundo não quero mais ficar
Se eu tivesse uma máquina pra voltar
Eu queria ser criança novamente.

Quando somos ainda bem criança
E a vontade em crescer em nós aumenta
E parece que tem uma pimenta
Florescendo por dentro a esperança
Mas os olhos abertos pra mudança
Outro mundo começa ante girar
E você não mais pode iniciar
Mas querendo pequena outra vez ser
Quando a gente é pequeno quer crescer
Quando cresce é pedindo pra voltar.

Dayane Rocha

Um aceno de mão na despedida Foi somente o que à mim foi ofertado.

No mote do Poeta Janio Leite eu fiz:

Desejei o seu beijo mais ardente
Seu abraço apertado, seu calor
Que o meu peito de tanto sentir dor
Não suporta a saudade que ele sente...
O perfume do cheiro inconsequente
Sem sentir na distância desse agrado
Pra quem sabe voltando no passado
Nós dois virmos a fera ser vencida
“E um aceno de mão na despedida
Foi somente o que a mim foi ofertado.”

Pedro Torres

Chega já pra você a intimação Por tu quase matar-me de saudade

Carolina Monteiro disse: "caso chegue uma intimação teu culpando da minha morte,não reclame nem ache ruim,foi  culpa sua" e eu pensei:

O meu peito de tanto baculejo
Da distância rompendo uma barreira
Na saudade inclemente sem fonteira
Tá clamando, com sede do desejo
Quase morto por falta do teu beijo
Numa dor tão silente e sem alarde
Que o meus olhos secaram, chega arde
E eu te digo assim meu coração:
Chega já pra você a intimação
Por tu quase matar-me de saudade

Pedro Torres

Meu coração inflamado Tentando cicatrizar

Culpa de Vera Nunes que vive futucando essa chaga aberta:

No mote dela eu disse:

Porque ninguém não me deixa
Eu esquecer-me da dor
Dos olhos que tem a cor
do furta-cor da ameixa
E se me perco na queixa
É porque fez me lembrar
E agora não quer sarar
Porque vive magoado
Meu coração inflamado
Tentando cicatrizar

Pedro Torres

Porque distantes do canto Que os meus sonhos ficaram

Há um recanto de paz
Aonde que quero ficar
Que seja lá meu lugar
De onde não volte mais
Onde lembranças não trás
De dias que já passaram
Das flores que perfumaram
E hoje não perfumam tanto
Porque distantes do canto
Que os meus sonhos ficaram

Pedro Torres

Meu destino retirante...

Meu destino retirante
Canta, dança, livremente
Voa nas curvas da vida
Se embriaga insistente
Se apaixona pelo vento
Deita o riso num momento
Senta em qualquer batente.

Ágda Moura

A distância não fecha aquele espaço Que você construiu no coração

A distância não fecha aquele espaço
Que você construiu no coração

Eu não quero ser uma cicatriz
Uma marca de dor ou de saudade
Pois se não posso te dar felicidade
Nesse mundo jamais serei feliz
Se a música de todos colibris
Eu pudesse pegar na minha mão
Te daria em forma de canção
Pra ouvires lembrando meu abraço
A distância não fecha aquele espaço
Que você construiu no coração

Alberto Batista

A distância não fecha aquele espaço Que você construiu no coração

A distância não fecha aquele espaço
Que você construiu no coração

Eu não quero ser uma cicatriz
Uma marca de dor ou de saudade
Pois se não posso te dar felicidade
Nesse mundo jamais serei feliz
Se a música de todos colibris
Eu pudesse pegar na minha mão
Te daria em forma de canção
Pra ouvires lembrando meu abraço
A distância não fecha aquele espaço
Que você construiu no coração

Alberto Batista

Os tesouros da vida são a soma Dos momentos de luz do coração

Outra estrofe magnífica enviada Por Vera Nunes para o Decanto de Poetas, simplesmente brilhante:

Os tesouros da vida são a soma
Dos momentos de luz do coração

Não maldigo a doçura que provei
Nos teus lábios do néctar da doçura
O que era pra ser só uma aventura
Me pegou pelo o braço e eu voltei;
Talvez digam até que eu errei
Que pintei sem as tintas da razão
Mas quem bebe do poço da paixão
Delicia-se nas águas que se toma
Os tesouros da vida são a soma
Dos momentos de luz do coração

Alberto Batista

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

É que o preço de um sorriso Só quem chorou sabe o custo

Trago o meu riso estampado
Nas linhas da minha face
Talvez seja só disfarce
Não diga do meu passado
Mas, eu já sofri calado
Fui ferido em um arbusto
Chorei muito achei injusto
E hoje eu prezo mais o riso
Porque o preço de um sorriso
Só quem chorou sabe o custo

Pedro Torres

De onde vem a inspiração

De onde vem a inspiração,
Poeta? Me perguntaram..
Respondi: Vem do perfume
Das flores que aqui brotaram
Nos jardins da existência
Exalaram sua essência
E, também, das que murcharam.

Pedro Torres

Quem quiser ter saudade do meu tanto Sofra e ame do tanto que eu amei

No mote do Poeta Zé Ilton:

Entreguei à mais linda criatura
Todo amor que eu pude, sem ter mágoas
Como um rio caudaloso cujas águas
Se atravessa sem se saber a fundura
Não tem jeito, é sem jeito, não tem cura
Eu sorri, disfarcei, até brinquei
Mas, não sei se algum dia esquecerei
O motivo maior desse meu pranto
Quem quiser ter saudade do meu tanto
Sofra e ame do tanto que eu amei

Pedro Torres

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Pois, também, me chegou uma saudade Pra quebrar as vãs telhas do meu teto

Eu segui as mesmíssimas direções
Do Poeta Ronaldo Cunha Lima
Protegi as paredes lá de cima
Revesti de concreto as emoções
E assentado em pilastras de razões
Soergui um porão mais que secreto
Não deixei ficar nada à descoberto
O serviço, porém, foi só metade
Pois, também, me chegou uma saudade
Pra quebrar as vãs telhas do meu teto

Pedro Torres

Eu não te conheço ainda Mas, já te amo demais

Eu não sei exatamente
O que em você me encanta
Mas, desato da garganta
Um nó, pra nós, diferente...
É desses que ata a gente
Pra não soltar nunca mais
É um desejo de em paz
Viver a história mais linda
Eu não te conheço ainda
Mas, já te amo demais

Pedro Torres

Quando a alma sofre o fardo da distância Coração sente o peso da saudade

No mote do Poeta Daniel Melo eu fiz ainda:

Tantos casos de amor, tanta lonjura
Que um peito se sente ressequido
Cada dia que passa é um gemido
Na essência primaz da criatura
Borra a cor da tinta na pintura
De um quadro de dor e liberdade
A prisão desses dias de ansiedade
É tortura a causar-nos toda a ânsia
Quando a alma sofre o fardo da distância
Coração sente o peso da saudade

Pedro Torres

Ela tem cara de santa E um coração de bandida.

Aquele jeitinho doce
Só mostra o que tem por fora
E o que era nosso,agora,
Em comum já acabou-se,
Só fala como se fosse
Ingênua e Introvertida
Mas não passa de fingida,
É tão falsa que espanta...
Ela tem cara de santa 
E um coração de bandida.

Bandeira Junior.

No mote do Poeta Bandeira Júnior eu fiz:

O seu olhar perigoso
Tem as curvas do pecado
Parece que foi tirado
De um livro de Lombroso
E esse seu jeito manhoso?
De passar pela avenida
Toda altiva, convencida
Disfarçando a sacripanta
Ela tem cara de santa 
E um coração de bandida.

Pedro Torres

Desilusão de saudade...

Desilusão anda junto
À face vil da verdade
Também é uma aliada
Da mais dura realidade
No caminhar de ilusão
É curva na contramão
No estradar da saudade.

Pedro Torres

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Humildade...

Ser humilde é nada mais
Que provar da amargura
E continuar sendo um doce
Até o findar desventura
Ser simples quando é bonança
E também na vida dura

É tratar a todo irmão
Com seu devido respeito
É trazer no coração
A força virgem do peito
Trabalhar pra um cidadão
Ter respeitado o Direito

Pedro Torres

A saudade é o problema Mais difícil de curar.

Não há qualquer medicina
Que cure a dor da saudade
Que quando a danada invade
Mata feito "estrequinina"
Sentir saudade é a sina
De quem se poe a amar
E não tem nenhum rimar
Que metrifique o poema
A saudade é o problema
Mais difícil de curar.

Pedro Torres
Mote: Sara Silva Cristóvão

Eu mandei a tal carta da saudade Ir de volta pro mesmo remetente

Inspirado na frase da amiga Núbia Morais Marcolino eu fiz:

O carteiro do tempo me chegou
Me trazendo notícias do passado
O envelope da carta bem selado
Com a cola do cuspe que a selou
O endereço parece que se errou
Pois, não há mais nada entre a gente
Foi um CEP errado, certamente
Pois, meu peito mudou-se de cidade
Eu mandei a tal carta da saudade
Ir de volta pro mesmo remetente

Pedro Torres

E restou-nos de todo o amor vivido Conjugá-lo em pretérito imperfeito

Foste tu, minha Dama, a que eu amava
No castelo imortal da poesia
Mas, por culpa da tua teimosia
Nosso amor lentamente se acabava
E os carvões da paixão que se abrasava
Pouco a pouco, viu seu calor desfeito
Toda a lenha do amor que há no peito
Virou cinzas de um coração partido
E restou-nos, de todo o amor vivido,
Conjugá-lo em pretérito imperfeito!

Pedro Torres

O que é que as chuvas guardam pros corações dos poetas?

Eu perguntei a Poetisa Adriana Sousa:

- O que é que as chuvas guardam pros corações dos poetas?

Ela pensou uns dois minutos e respondeu com poesia demais dizendo:

- "Enchentes de saudade."

É difícil Sorrir, Quando A Vontade Mesmo é De Chorar

Da frase da amiga Núbia Morais, da Ingazeira, PE. Eu fiz o mote e disse:

Quando a saudade nos vem
Bater de toda maneira
De uma forma bem grosseira
Trás a lembrança de alguém...
Como se trouxesse um trem
Com vagões de soluçar
Você tenta segurar
Quando está descarrilhando
É difícil Sorrir, Quando
A vontade é De Chorar

Parece até brincadeira
Dessas que o destino faz
Estamos na santa paz
Vivendo à melhor maneira
A saudade traiçoeira
Chega para incomodar
Faz o riso se apagar
Pôe a tristeza no comando
É difícil Sorrir, Quando
A Vontade é De Chorar

Pedro Torres

O Poeta malassombrado do Pajeú, Lucas Rafael disse:

A tristeza é a planta morta
Na terra da esperança
Cortada por uma lança
Da desilusão que corta
Ou talvez seja uma porta
Que vive sempre a fechar
Não quer abrir para olhar
Lá fora o tempo brilhando
É difícil Sorrir, Quando
A vontade é De Chorar

Lucas Rafael

Improvisos: Pedro Torres e Cicinho Moura

Enquanto a inspiração não chega a gente vai tentando assim:

P. Esperei por você tempo demais
C. E essa espera tornou-se cansativa
P. Se dos sonhos de amar você me priva
C. Qualquer hora meu sonho se desfaz
P. Pra voltar pode ser que não dê mais
C. Não é sempre que cabe um recomeço
P. De ilusão já cansei e não mereço
C. Essa historia não tem porto seguro
P. E não vou me empenhar pra um futuro
C. Com alguém que por certo eu nem conheço

Pedro Torres e Cicinho Moura

C. Te asseguro, por mim, ta encerrado.
P. Mas, você vez por outra inda aparece
C. E do jeito que vem até parece
P. Que você quer ver tudo revirado
C. E só basta eu estar bem sossegado
P. Pra você me cobrar, mas sem ter crédito
C. E, se um dia tiveste algum mérito
P. Se perderam ao longo do caminho
C. E eu por mim, decidi seguir sozinho
P. Nosso caso só existe no pretérito

Cicinho Moura e Pedro Torres

A resposta é: NUNCA MAIS!

Por sugestão da amiga Vanessa Nunes eu fiz:

Sabes quando eu vou te ver?

Correr atrás de você?
Querer entender porquê?
Sabes quanto eu vou sofrer?
Sabes quando vais me ver?
Sentir saudades, morrer?
Pra roubares minha paz?
Pra depois voltar atrás?
Dizer que se arrependeu?
Que sem mim você sofreu?
A resposta é: NUNCA MAIS!

Pedro Torres

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Em algum lugar no passado Nós ainda estamos juntos

Inspirado na frase de Thays Eduarda Ejc eu fiz:

Eu te perdi em minha paz
E te amei por toda a vida
Hoje, que a sorte é vencida
Nós não somos nada mais...
Entretanto, isso me faz
Lembrar-me de outro assunto
Quando a mim mesmo eu pergunto
Porque foi que deu errado
Que em algum lugar no passado
Nós ainda estamos juntos.

Pedro Torres

Pensando nela e sabendo Que ela não pensa em mim.

No mote do Poeta Gislândio Araújo a gente fez:

Eu nunca esqueci o beijo
Que ela sempre me dava
E na hora que eu chegava
Já aumentava o desejo.
Mas, hoje eu não a vejo
Sumiu e levou um fim
Porém, me deixou assim
Angustiado e querendo
Eu penso nela sabendo
Que ela não pensa em mim.

Gislândio Araújo

Meu pensamento revela
Que estou pensando errado.
Será que estou condenado
A viver pensando nela?
E ela sem me dá trela
Pense numa coisa ruim!
Meu Deus quanto tempo assim,
Vou continuar vivendo?
Pensando nela e sabendo
Que ela não pensa em mim.

Cicinho Moura

Ela tem um jeito lindo
De arrumar seus cabelos
De ficar 'nuinha' em pelos
E de me deixar sorrindo
E a gente se divertindo...
Não sei se é bom ou ruim
Se começa ou teve fim
Só sei que eu estou querendo
Pensando nela e sabendo
Que ela não pensa em mim.

Pedro Torres

minúsculos

é altas horas da noite
o sono não me visita
meu corpo tão quente esfria
minha alma cansada grita
por lembrar-me do amor
todo perfume, sabor
da minha amada bonita.

alguém aí fala a ela
que me viu vendendo risos
alegre, cantando alto
tomando goles precisos
disposto a qualquer parada
com a garganta gelada
distribuído sorrisos

e se corações tantos roubas
olhares efusivos, radiantes
eis que tens dois diamantes
30 em quilates, 5 arrobas
tua alma assim, tão aflita
procurando o que acredita
ser tua metade de paz
enquanto assim te olharem
muito mais há que te amarem
pois, que és linda demais...

a música alegra a tarde
mais triste das que houver
mas, se saudade lhe aprouver
fecha teus olhos e arde...

Pedro Torres

O Poeta Nal Nunes vendo a primeira estrofe disse com grande sensibilidade:

Sua ausência é infinita
Nessa noite pesarosa
Na imensidão da cama
Não sinto o cheiro da rosa
Eu não sei se vai voltar
Quem sabe, desabrochar!
No apelo dessa prosa.

Nal Nunes

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Jesus me abençoa tanto Que nem sei agradecer.

Eu sou um batalhador
Que Já brigou com a morte
Mas, Cristo me deu a sorte
De sair um vencedor.
É ele meu defensor
Que vive a me proteger
Acalmando meu sofrer
Me acolhendo em seu recanto
Jesus me abençoa tanto
Que nem sei agradecer.

Já passado o que eu passei
E sofrido o que eu sofri
Vivido como eu vivi
E chorado como chorei.
Tudo passou e eu sei
Que feliz irei viver
Cristo me fez entender
Que um dia seca o pranto
Jesus me abençoa tanto
Que nem sei agradecer.

Mote e glosas Gislândio Araújo

À minha casinha antiga...

Era uma casinha simples, mas eu a amava
Havia nela como um qualquer coisa de amor
Um encanto de tantas saudades reunidas
Que cada canto era um canto de alegria

Era um sonho dentro de mim que acordou
Uma manhã em que tudo estava perfeito
Havia um cheiro de café quente na cozinha
E desenhei os apetrechos todos de lá...

Ouvia pássaros e o barulho da rua
E tudo era tão harmonioso e mágico
Que fiz uma canção na calçada da casa
Lógico, todos que passavam queriam vê-la

Sentir, comentar, decorar as cores
Sentiam até o perfume das flores, diziam
Das que eu lá havia também pintado...

E os gatos sabidos espreitavam, porque
Lá, alegres, contentes cantavam os pássaros
E onde há pássaros há fartura de música.

Era assim minha casinha simples
Um mundo encantado de doçuras
Mas, era a casinha mais linda da cidade.

Pedro Torres

Vamos logo matar essa saudade Antes que ela nos mate de uma vez

Dei o mote:

Vamos logo matar essa saudade
Antes que ela nos mate de uma vez

E o Poeta Kayson Oliveira Pires fez:

Venha aqui para ver o meu estado
Debruçado, tristonho em minha cama
Pois se o nosso amor viveu da fama
Nosso filme já quer ser reprisado
Quem se apega nas cordas do passado
Sente a falta do laço que se fez
Se dispersa de vez da insensatez
Venha ver que esse amor é de verdade
Vamos logo matar essa saudade
Antes que ela nos mate de uma vez

Kayson Oliveira Pires


E de tanto lembrar do teu sorriso
Eu, por mim já estava nos teus braços
Tô querendo cair nos teus abraços
E além de querer, também preciso.
Se eu fosse contar do prejuízo
Que a saudade de ti tanto me fez
Tu voltavas pra mim, e até talvez,
Me pedias perdão pela maldade
Vamos logo matar essa saudade
Antes que ela nos mate de uma vez.

Cicinho Moura



Terminou-se o namoro e eu fiquei Doze meses pagando as prestações

Numa história narrada por Sarah Menezes eu inventei um mote e convidei o Poeta Kayson Oliveira Pires e Bandeira Junior e a gente fez:

~Discografia de Chico Buarque

Nosso amor era um mundo de alegria
Tantas juras eternas entre a gente
Que comprei até "Chico" de presente
E te dei toda a discografia
Mas, depois por uma ironia
Terminamos as nossas relações
Eu gastei todas minhas emoções
Não valesse o presente que te dei
Terminou-se o namoro e eu fiquei
Doze meses pagando as prestações

Pedro Torres

Por alguém empenhei a confiança
Dedicando o carinho e o apreço
Um amor que ninguém sabia o preço
Pois só tinha o cacife da bonança
O montante na conta da esperança
Superava os limites dos cartões
Mas um ano no luto de ilusões
Foi o saldo assim que te deixei
Terminou-se o namoro e eu fiquei
Doze meses pagando as prestações

Kayson Oliveira Pires

Como ela, mulher interesseira,
Nesse mundo garanto que não vi,
Meu limite de créditos explodi,
Devo ao LIS e o carnê da financeira,
Eu não tenho um centavo na carteira
Deixei ela em ótimas condições,
Era o centro de todas atenções,
Do perfume ao sapato, eu quem banquei...
Terminou-se o namoro e eu fiquei
Doze meses pagando as prestações.

Bandeira Júnior

"Apesar de você", "O que será",
"O malandro", "Sou eu", "Chega de mágoa",
"Sem você", "Foi assim", "A gota d´água",
"Tanto amor", "Vai passar", "Olê olá"...
"Já passou", "Hoje", "Cálice", "Sabiá",
Às "Mulheres de Atenas", "Mil perdões",
"Amanhã", "Ninguém sabe","Os meus refrões",
Um "Alô, liberdade", "Até pensei"...
Terminou-se o namoro e eu fiquei
Doze meses pagando as prestações.

Orlando Queiroz

Investi em você como se investe
Numa conta bancaria na poupança
Dei anéis de brilhante e aliança
E essas roupas de marca que hoje veste.
Foi em Londres, Paris e Budapeste
Que vivemos tão belas emoções
Hotéis caros, passagens de aviões
O que foi de melhor eu lhe ofertei
Terminou-se o namoro e eu fiquei
Doze meses pagando as prestações.

Carlos Aires

Escafandrista

No vazio do meu peito
Havia um oceano de dor
Tomei ar no beijo teu
De escafandro sabor
Nas profundas abissais
Desses teus beijos mortais
Quase me afogo de amor...

Pedro Torres

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Dez minutos de amor sendo com ela Vale o resto da vida sem amar

Ela tem um sorriso que arrepia
O seu pé do pescoço é um manjar
A doçura que tem seu paladar
É a mesma que o beija flor queria
O seu cheiro invadiu a ventania
Fez um pé de roseira safrejar
Não há força que possa segurar
Seu olhar pendurado na janela
Dez minutos de amor sendo com ela 
Vale o resto da vida sem amar

Luís Homero

Pelo brilho do olhar, por toda a luz
Do seu riso bonito e radiante
Pela dose do beijo inebriante
Das belezas sublimes que possuis...
Toda cor da manhã em tons azuis
Por seu jeito sincero de abraçar
E o perfume que vai me acompanhar
Toda vez que eu voltar da casa dela
Dez minutos de amor sendo com ela 
Vale o resto da vida sem amar

Pedro Torres

Devoção

Sou devoto da Saudade ‘matadeira’
Do contrário, eu andaria muito triste
Porque sei que a Saudade só existe
Se a razão de existir for verdadeira

Não fugirás de mim, Saudade, desiste!
Eu seguirei teus vãos passos na poeira
Não te apresses à sair toda carreira
Fica comigo, sê forte, resiste...

Não me deixes aqui, alheio às madrugadas
Com as paredes do meu quarto geladas
Escutando-me aos gritos eu chegar ao fim...

Sei, o silêncio que fazes é estridente
Mas, se algum dia houver de novo 'a gente'
Saudade, Deus te proteja de mim!

Pedro Torres

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Saudade é todo sabor No tempero da poesia

Saudade é todo sabor
No tempero da poesia
Se você quiser salgar
Compense com alegria
Que se errar na pitada
Cai 'tanta' lágrima salgada
Que salga o resto do dia

Pedro Torres

Desde o dia em que nós nos conhecemos, Uma coisa qualquer em mim mudou

Na descrença de o amor acontecer
Duas vezes pra um mesmo coração
Eu errei ao mudar de direção
Sem querer de novo me envolver
Perdi tempo tentando me esquecer
De um passado feliz que me marcou
Mas, o tempo pra mim já ensinou
Que o limite de amores não sabemos
Desde o dia em que nós nos conhecemos, 
Uma coisa qualquer em mim mudou

Pedro Torres, mote e glosa.

Ao chegar não dormi, perdi o sono
Não sabia o que era com certeza
Pois pensava em você como princesa
Ou rainha eterna do meu trono
A tristeza deixou-me em abandono
Uma luz no meu mundo clareou
A saudade partiu e não voltou
Hoje eu sei, muito muito nos queremos
Desde o dia em que nos conhecemos
Uma coisa qualquer em mim mudou.

Glosa: Kayson Oliveria Pires

Eu prefiro inventar o meu sorriso Do que ter que explicar a minha dor.

No mote meu e do Poeta Cicinho Moura, inspirado numa frase da conterrânea Josseane Soares, eu disse:

Eu disfarço o meu peito entristecido
Enxugando as lágrimas quando eu saio
Mas, às vezes a Saudade como um raio
Vem queimando meu peito ressentido
As lembranças me fazem umedecidos
Os meus olhos, de Poeta sonhador
Cristalinos focados nesse amor
Não percebem a face do meu siso
Eu prefiro inventar o meu sorriso
Do que ter que explicar a minha dor...

Quando tudo parece não ter jeito
Que essa vida se faz mais complicada
E a esperança se faz mais afastada
Sinto a angústia doer dentro do peito...
Minha fé cambaleia com defeito
Todos sonhos de cores perdem cor
Vem a mágoa que habita o meu interior
Nestas horas em que me dói no siso
Eu prefiro inventar o meu sorriso
Do que ter que explicar a minha dor.

Toda força que tem na baraúna
Se parece demais com o meu canto
Pois, tracejo no verso do meu pranto
Na leveza suave de uma pluma
Que o machado ferindo se perfuma
Na beleza sublime de uma flor
Que o perdão é raiz pra todo amor
Sem ser vista, porque não é preciso
Eu prefiro inventar o meu sorriso
Do que ter que explicar a minha dor

Pedro Torres

Mote: Pedro Torres & Cicinho Moura

Pedro Torres
Mote: Pedro Torres & Cicinho Moura

Não consigo mostrar minha tristeza
Não que seja coberto de decoro
Mas, se a mágoa chegar, engulo o choro
Busco a fuga fingindo com certeza
Uso sempre o desvio da franqueza
Ao dizer "só a Deus tenho temor"
E por ser só um simples pecador
Mostro faces da cor do paraíso
Eu prefiro inventar o meu sorriso
Do que ter que explicar a minha dor

Glosa: Kayson Oliveira Pires

Quando eu estou sozinho na tristeza
Fico pensando o que fazer da vida
De repente me ergo da recaída
Nos braços plenos da mãe natureza
Alguém diz: como estais? Digo beleza
Mantendo-se sempre com bom humor
Só sabe eu o que já sofri por amor
Sorri, mas, não vivo no paraíso.
Eu prefiro inventar o meu sorriso
Do que ter que explicar a minha dor

Damião de Andrade

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Que a distância é igual alto falante Pra gritar pelo nome da saudade.

No silêncio que impera entre a gente
Minha fala se sente enrouquecida
Calo o grito pra dor não ser ouvida
Mas, sentida, no íntimo somente
O seu nome me vem constantemente
Mas, parece que é só para a maldade
De gritar bem alto uma vontade
Numa caixa do peito ressonante
Que a distância é igual alto falante
Pra gritar pelo nome da saudade.

Pedro Torres

Minha voz de gritar já tá bem rouca
Os meus becos sem ti são sem saída
Sem caminho sem rumo é minha vida
Eu já fui bem normal, hoje sou louca
Esperança que resta tá bem pouca
Onda anda essa minha alacridade
Qual estado ou então em que cidade
Tá morgado o que chamam de semblante
A distância é igual alto falante
Pra gritar pelo nome da saudade.

Dayane Rocha

No lugar que fez calor.

O meu peito foi marcado
No ferro quente do amor
Ardeu-me feito uma brasa
Provocando intensa dor
Mas, depois gravou saudade
No lugar que fez calor.

Pedro Torres

Tem certos pedidos tolos Que a gente faz sem pensar

Tem certos pedidos tolos
Que a gente faz sem pensar
Num calor de argumentos
Pedindo pra se afastar
Um alguém que você ama
Que a saudade depois chama
E não dá pra segurar...

Pedro Torres

Na caminhada terrena

Na caminhada terrena
Se alguém lhe machucar
Ofereça o seu perdão
E deixe a mágoa passar
Porque quem ama perdoa
E não tem coisa mais boa
Do que saber perdoar

Pedro Torres

SEM MÁSCARAS

É quarta-feira de cinzas,
Dia de graça e desgraça...
Foge o perfume da lança,
Passa a ressaca da taça,
Mas a saudade que fica
É tão cruel que não passa...

Morre a batida do surdo
Que deu compasso à folia,
Finda o filme colorido
Intitulado “Alegria”.
Mas fica um gênio escondido
Cochichando em cada ouvido:
“Acabou-se a fantasia...”

Passa a chuva de confetes,
O bloco da liberdade,
O baile dos devaneios,
E o som da ‘felicidade’...
Mas, num contraste medonho,
Fica um pierrô tristonho,
Trocando a máscara do sonho
Pela da realidade...

Dedé Monteiro

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Por acaso...

Por acaso, nós dois nos encontramos
Mas, não foi por acaso que partimos.
Por acaso, depois nós dois sorrimos
Mas, não foi por acaso que choramos.

É bem certo, também, que nos amamos
Desde a tarde primeira que nos vimos
No calor da paixão que nós sentimos
Da fogueira do amor que incendiamos

Fomos cúmplices em sonhos e flores
E duas vítimas das mágoas e dores
Dessa história de amor que destruímos

Pelos erros que nunca perdoamos
Por acaso, nós dois nos encontramos
Mas, não foi por acaso que partimos.

Pedro Torres

Tudo é só felicidade

Tudo é só felicidade
Tal como disse o caboje
Pois, ontem, que tem saudade
É mesmo que fosse um hoje

Pedro Torres

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Sábado de Carnaval

Na época do carnaval
Quer você queira ou não queira
Se te bater a saudade
Bem antes da quarta-feira
Tu chora a Quarta das Cinzas
No Sábado de Zé Pereira.

Pedro Torres

"Na parede da Memória e da Lembrança Tua foto é o quadro que dói mais."

Na distância que nós nos encontramos
Eu congelo olhando o teu retrato
Como um filme fiel em abstrato
Dos abraços e beijos que beijamos
Do perfume das ruas que andamos
Do sorriso que é toda a minha paz
Essas cenas parecem tão reais
Que renovam em mim a confiança
Na parede da Memória e da Lembrança
Tua foto é o quadro que dói mais.*

Pedro Torres

*Como nossos pais, Belchior.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Matemática injusta...

Pra fazer do amor o meu protesto
E obter no final o valor bruto
Resolvi os fatores do produto
Acrescendo a ‘um juro’ desonesto
Resultou-me pra mim somente o resto
Sem faltar meu amor pra essa soma
Matemático do amor sem ter diploma
Fiz de beijos o amor multiplicado
Entretanto colhi por resultado
Só saudade que o meu peito doma.

Pedro Torres

Um espírito de luz chamado amor Me tirou do umbral da solidão.

Eu vivia cercado de problemas
Esperanças não tinha mais nenhuma
Uma mão me tocou como uma pluma
E um olhar me prendeu sem ter algemas
Eu não tinha pra quem compor poemas
De repente encontrei motivação
Desde quando a fogueira da paixão
Me cobriu com seu fogo abrasador
Um espírito de luz chamado amor 
Me tirou do umbral da solidão.

De repente surgiu à construtora
Do meu sonho sem laje, ferro e viga
Pra ouvir o que falo é a amiga
Pra curar o que eu sinto é a doutora
O seu corpo de santa pecadora
Me tentou a cair em tentação
E falta apenas a canonização
Pra trocar seu altar por um andor
Um espírito de luz chamado amor 
Me tirou do umbral da solidão. 

Com diálogo aberto a gente escreve
Nossa história e o nosso objetivo
Quando há discussão sem ter motivo
Um ao outro desculpa a gente deve
Eu que era gelado como neve
No seu colo aqueci como um vulcão
Sem fermento seu beijo é como pão
Que tem felicidade no sabor
Um espírito de luz chamado amor 
Me tirou do umbral da solidão.

Envolvidos num manto de carinho
Que este amor é perfeito eu me convenço
Seu desejo é a cópia do que eu penso
Minha estrela é a luz do seu caminho
Meu colchão no passado teve espinho
No presente tem flor no meu colchão
E deus me livre de ter a intenção
De trocar o espinho pela flor
Um espírito de luz chamado amor 
Me tirou do umbral da solidão.

Cruzei mares inúmeros cruzei ruas
Pra lhe ver sem nenhuma maquiagem
Deus pôs tanta beleza em sua imagem
Que se eu for dividir vão nascer duas
Os seus olhos parecem duas luas
Me livrando de abismo e colisão
E só quem sente o que eu sinto tem noção
Do que eu to planejando lhe propor
Um espírito de luz chamado amor 
Me tirou do umbral da solidão.

Raimundo Nonato.

Quem pagou essa conta da saudade Foi quem mais colocou amor na mesa

Meu banquete de amor tinha fartura
Tinha afagos carinho e atenção
Uns pedaços quentinhos de paixão
Numa mesa bem posta de ternura
Creditei a você a falsa jura
Não cheguei a provar da sobremesa
Assumi por você toda a despesa
Que você não bancou nem a metade
Quem pagou essa conta da saudade
Foi quem mais colocou amor na mesa

Dediquei pra você meu coração
Versos ditos, na chama do improviso
Do fogão dos pecados ao paraíso
Nossa ceia de amor tinha emoção
Apagadas as chamas da ilusão
Vi você me tratar nessa frieza
Pra valer-se de alguma esperteza
Não chegou para a hora da verdade
Quem pagou essa conta da saudade
Foi quem mais colocou amor na mesa

Pedro Torres

O poeta Cicinho Moura pegou o meu mote e fez essa belezura de estrofe:

Se não há igualdade no amor
Quem der mais vai sair no prejuízo
Pra que tudo dê certo é preciso
Que não haja o tal ''saldo devedor''
Pois se houver sentimento enganador
Vai pesar no extrato da tristeza
E que fez sua parte,com certeza
Não recebe o que deu pela metade
Quem assume essa conta de saudade
É quem mais colocar amor na mesa.

Cicinho Moura

Revolta

Num país onde gasta-se bilhões
Pra prover futebol e carnavais
E se esquecem dos que carecem mais
Que só vivem sofrendo privações.
Onde existem corruptos e ladrões
Transitando na câmara e no senado.
Quem foi antes julgado e condenado
Volta agora pra o centro do poder
E o que rouba um pão para comer
Vê-lo preso, me deixa revoltado.

E aquele que outrora foi cassado
Por ser chefe ou mentor do “Mensalão”
Envolvido com a tal corrupção
Passa agora a ser “Nobre” deputado
No meu ver, isso aí tá tudo errado.
Ou quem sabe, é a lei que não se ajusta.
O descaso é tão grande e nos assusta
Pelas brechas que existem na justiça
Que nos leva a pensar que seja omissa
Ou por outra, esteja sendo injusta!

Carlos Aires

Que não tem uma alma levantada Se ela não possuir um coração.

Dona mídia a senhora tá me vendo?
Não percebe como eu estou agora
Os minutos passados viram hora
O que resta de mim, estar morrendo.
Eu não sei o que está acontecendo
Mas não sinto uma chuva no meu chão
E pra isso não tem divulgação
Essa terra ficará toda enlutada
Que não tem uma alma levantada
Se ela não possuir um coração

Já fui forte o bastante, mas cansei
O Planalto também me deu um fora
Dona Dilma, pra mim num deu nem "bola"
E você dona mídia eu procurei
Mas a sua atenção eu não ganhei
E cadê essa tal transposição?
Foi dinheiro jogado e tudo em vão
Minha cor tá ficando desbotada
Que não tem uma alma levantada
Se ela não possuir um coração

O 'progresso' que tem num canto escrito
Num pedaço de pano, uma bandeira...
Tão achando que isso é brincadeira
Mas não tenho mais força de dar grito
Compaixão de vocês, ainda insisto
Pois ainda sou vida, sou sertão
Pra vocês eu não passo de um torrão
E essa 'ordem' porque tá tão calada?
Que não tem uma alma levantada
Se ela não possuir um coração.

O meu corpo está em emergência
E os pipas são todos ambulâncias
Carregando consigo as substâncias
Essa cena é forte é sem clemência
E pra quem inda tem a consciência
Isso aqui já não serve de sermão
Mas é só uma forma de lição
De uma terra que é sempre dispersada
Que não tem uma alma levantada
Se ela não possuir um coração.

O meu gado tá magro não tem pasto
O meu verde não sei onde ele entrou
Asa branca também me desprezou
Eu me sinto perdido nesse vasto
Essa copa tem tido tanto gasto
E eu aqui to mais quente que vulcão
Compre ao menos pra mim esse caixão
Que eu vou me tornar terra penada
Que não tem uma alma levantada
Se ela não possuir um coração.

Um Brasil que é tão rico e miserável
Um país que não sabe o que é poder
Vão deixar o seu órgão então morrer
Isso é mesmo uma coisa lastimável
E vocês se fingindo de amigável
Baixa a luz enganando o cidadão
Aumentando esse gás na contra mão
Mas pra isso eu não quero enxergar nada
Que não tem uma alma levantada
Se ela não possuir um coração.

Eu sou grande, porém já estou morto
E só Deus é quem vai ressuscitar
Pro meu corpo poder verde ficar
E eu voltar outra vez a ser um porto
Pra ficar bem retinho  e não mais torto
Pra florar outra vez a região
Pra cantar e falar eu sou sertão
Essa cena vai ser  realizada
Que não tem uma alma levantada
Se ela não possuir um coração.

Poetisa Dayane Rocha

Esqueci de esquecer quem me esqueceu Porque sei que quem ama não esquece.

Muitas vezes a gente se apaixona
Cai na onda dum falso juramento
Se encanta com pouco encantamento
Quando pensa que não, já foi à lona;
A verdade, pois quando vem a tona
Sofre mais, muito mais quem não merece
Eu já fiz a meu Deus tanta da prece
Foi em vão, pois meu rogo não valeu
Esqueci de esquecer quem me esqueceu
Porque sei que quem ama não esquece.

Sou um pobre mortal, que ainda tem
Mil razões e motivos para amar
Já chorei, já menti, já fiz chorar
Pratiquei muitos males, fiz o bem
Abriguei neste peito certo alguém
Que lembrando, o mesmo, adoece;
O suor, pinga frio, e a dor cresce
Avisando, dum caso que morreu
Esqueci de esquecer quem me esqueceu
Porque sei que quem ama não esquece.

Léo Medeiros

Quando a porta do peito se fechou A saudade esqueceu a chave dela.

Fiz tudo pra tirar do pensamento
Certo alguém que outrora me deixou
Chegou de mansinho e se alojou
Nesse peito com falso juramento.
Sem demora saiu o casamento
Nós juramos amor numa capela
O padre nos benzeu, eu beijei ela
Mas a jura com pouco se quebrou
Quando a porta do peito se fechou
A saudade esqueceu a chave dela.

Todas as fotos com ela, eu rasguei
Nossa cama depressa eu dei um fim
Arranquei todas as plantas do jardim
Suas vestes bonitas eu queimei;
Feito um louco no mundo viajei
Procurando em vão essa donzela
O meu peito carrega uma sequela
Tão profunda que o tempo não curou
Quando a porta do peito se fechou
A saudade esqueceu a chave dela.

Léo Medeiros

'Se o teu beijo matasse quem beijasse Eu beijava sabendo que morria'

Teu sorriso bonito encantador
Teus olhinhos bem verdes muito lindo
Meu olhar neste teu se refletindo
Na aquarela de um sonho multicor
E esse teu perfumado sedutor
Que poeta nenhum resistiria..
Se dissesses pra mim: Te beijaria
Mesmo que esse beijo teu matasse
'Se o teu beijo matasse quem beijasse
Eu beijava sabendo que morria'

Pedro Torres

*Mote do Poeta Aldo Neves

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O nordeste precisa urgentemente De trabalho, justiça e educação

Uns versinhos de pai Pedro Tunú.

O nordeste perdeu milhões de filhos
Desabaram sem pátria e sem família
Para o Rio, pra São Paulo, pra Brasília
Como eternos ciganos andarilhos
Muitos deles, tão pobres maltrapilhos
Se voltarem pra cá padecerão
Que o nordeste inda tem fome e verão
Da maneira como tinha antigamente
O nordeste precisa urgentemente
De trabalho, justiça e educação

Quando um dia houver justiça cá
Que seus frutos pra todos derem suco
Nunca mais ninguém deixa Pernambuco
Paraíba, Rio Grande, ou Ceará
Nunca mais nordestino vai pra lá
Pra morar e sofrer em construção
Trabalhar sendo escravo de um patrão
Que não trata operário como gente
O nordeste precisa urgentemente
De trabalho, justiça e educação

Pedro Tunú
Tuparetama, 1993.

Esta seca que agora apavora
O sertão do nordeste brasileiro
É um fato, notório e corriqueiro
Pois, que chega pra nós de hora em hora
Os projetos são feitos, muito embora
Não vejamos reter-se água no chão
Nem resolvem fazer transposição
Para dar de beber a nossa gente
O nordeste precisa urgentemente
De mais água, justiça e educação

Dona Dilma, senhora presidenta,
Traga água pra gente mais sofrida
Não carece trazer outra medida
Pra acudir essa seca violenta
Bote a copa do mundo na 'Ementa'
Se decida fazer transposição
Venha cá, pra bater esse bolão
Faça um gol, muito mais, conveniente
Que o nordeste precisa urgentemente
De mais água, justiça e educação

Pedro Torres
Mote: Pedro Torres Tunú (pai)

Tudo é fruto das escolhas

Para que não sejas mais
Uma bolha entre outras bolhas
Tu não precisas contar
Com trevos de quatro folhas
Pois, na vida nada é sorte
Tudo é fruto das escolhas

Pedro Torres

Do quintal da alma

Com uma pequena alteração no mote alexandrino da Poetisa Gerlane Brito:

Te amar é andar às ruas, sorridente, feliz
É querer que não se quis. É estar contente.
É também cuidar do jardim, uma semente
E cultivar sua bela flor desde a raiz...

É um sorriso frouxo, que não se contradiz
Não contentar-se com o que se diz que sente
Descontentamento com o que não se diz
Mais que eterno, solene é este amor, ardente

Que o espinho é da beleza toda da flor, parte
Que o nosso jardim, assim, de ardores, se farte
E os olores perfumosos nos torne à calma...

Ainda que nos fira o espinho ao florescer
Quando tu quiseres, tu podes vir colher
Sorrisos, direto do quintal da minha alma

Pedro Torres

Lembranças do beijo bom E uma saudade presente

Guardei por muita a tenção
Desse passado recente
Umas frases recolhidas
As fotos lindas da gente
Um papel prata bombom
Lembranças do beijo bom
E uma saudade presente

Pedro Torres

O momento da paz

O momento da paz já é chegado
Não adianta tanta briga, pois,
Assim, não devíamos ter sonhado
Em construir um mundo pra nós dois

Deixemos essas brigas pra depois
Andemos sempre com a paz de lado
Entoando num beijo prolongado
Linda canção que o nosso amor compôs

Acabemos de vez com essas brigas
Hasteemos no campo das intrigas
A bandeira da paz que nos surgiu

Que sejas, minha vida e minha glória
E eu o compositor dessas história
Mais bela de amor que o mundo viu.

Ronaldo Cunha Lima

Fiz da curva do braço o travesseiro Pra você cochilar de madrugada

A saudade faz cócegas na face
No caminho que a lágrima percorre
Toda vez que a lembrança sua ocorre
Recordando daquele nosso enlace...
Não espero que um dia essa dor passe
Por lembrar-me da noite enluarada
Com a cama de amores desforrada
No momento tocante de um cheiro
Fiz da curva do braço o travesseiro
Pra você cochilar de madrugada

'Pra você cochilar de madrugada
Fiz da curva do braço o travesseiro'
No momento tocante de um cheiro
Com a cama de amores desforrada
Por lembrar-me da noite enluarada
Não espero que um dia essa dor passe
Recordando daquele nosso enlace..
Toda vez que a lembrança sua ocorre
No caminho que a lágrima percorre
A saudade faz cócegas na face

Pedro Torres

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Saudade velha espaçosa...

Na morada do infinito
Onde a saudade é presente
O passado recorrente
Arranca do peito um grito...

O coração mais aflito
Batendo mais diferente
Por ser lembrado que a gente
Teve o amor mais bonito

No 'corre-dor' dessa sina
A saudade é inquilina
Na casa da aflição...

Nessa via pedregosa,,
Saudade velha espaçosa,
Vou ali... Volto mais não...

Pedro Torres

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Naquela tarde sábado..

O amor que há muito tempo
Era distância e silêncio
Resolveu marcar encontro
Naquela tarde sábado..

O deserto da paisagem
Mais libertava o amor
Que enchia todo o espaço
Daquela casa vazia
Bem velha que parecia
Ter sido sempre guardada
Para esse encontro de amor

Naquela tarde de sábado
O amor desceu das nuvens
E cara a cara com a vida
Se mostrou de corpo inteiro
Apanhou manhãs antigas
Previu as tardes futuras
Revelou as suas formas
Definiu o seu roteiro

Naquela tarde de sábado
O passado renascia
Como querendo dizer
Que as coisas que aconteceram
Foram por ele marcadas
Para testar algum dia
Até onde poderia
O amor acontecer

Naquela tarde de sábado
A palavra era canção
Adormecendo os sentidos
Sem encobrir a razão
E os suspiros eram palavras
Feitas de sons e de cor
E cada palavra dita
Era uma sentença escrita
Glorificando o amor

Os beijos que foram dados
E o amor multiplicavam
Tinham mais gosto de alma
Tinha um cheiro de infância
Nem pareciam ter carne
As bocas que se encontravam

O amor acalentado
A ternura enaltecida
Alegria de viver...
Porque vivi a paisagem
Aquela tarde de sábado
Dentro da minha lembrança
Nunca vai anoitecer.

Ronaldo Cunha Lima

Tive a última gota de saudade Derramada nos braços do meu bem.

Mote da Poetisa Erivonelde Amaral

Se a Saudade feriu-me brutalmente
E no peito deixou-me uma ferida
Foi você que saiu da minha vida
Mas ficou tatuado em minha mente.
Pedi sorte ao Deus onipotente
Só pra ter novamente esse alguém
Procurei de maneiras mais de cem
Pra de vez eu matar minha vontade
Tive a última gota de saudade
Derramada nos braços do meu bem.

Erivoneide Amaral

Foi-se embora o tempo da alegria
De nós dois declamando em mesmo tom
Do chamego, abraços, e aquilo bom
Na medida perfeita que cabia.
Dos pronomes só nossos da poesia
Que não há neste mundo mais ninguém
Pra dizer-me que a lágrima se retém
Eu buscando 'o que é minha metade'...
Tive a última gota de saudade
Derramada nos braços do meu bem.

Pedro Torres

A saudade passou batendo palma, No casebre da minha solidão

No mote da conterrânea Mariana Teles eu fiz:

Na silente tortura da saudade
Vou 'curando' a dor de uma ausência
Aventura que faz dessa existência
Dias negros, em toda claridade,
Pra calar-me da voz vil da vontade
E esse grito que vem do coração
Pego 'Os Barcos' na voz da Legião
E sacudo no meio da minha alma
E a saudade que passa bate palma
No casebre da minha solidão.

Pedro Torres

Mote: 'A saudade passou batendo palma, No casebre da minha solidão.'

Dizem também que poeta É bem grande se sofrer

Dizem também que poeta
Só é grande se sofrer
Eu seguindo essa dieta
Já to perto de romper
O limite da grandeza
Sem ter mais onde caber

Pedro Torres

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Haverei de te amar a vida inteira

Haverei de te amar a vida inteira.
Mesmo unilateral o bem querer,
é forma diferente de se ter,
sem nada se exigir da companheira.

Haverei de te amar a vida inteira,
(não precisa aceitar, basta saber),
pois amor que faz bem e dá prazer
a gente vive de qualquer maneira.

Eu viverei de sonhos e utopias,
realizando as minhas fantasias,
tornando cada qual mais verdadeira.

Eu te farei presente em meus instantes.
Supondo que seremos sempre amantes,
haverei de te amar a vida inteira.

Ronaldo Cunha Lima

O medo e a falta

Você me faz medo,
mas você me faz falta.

A diferença entre o medo e a falta
é que o medo você sabe quando tem,
e na falta você sente que não tem.

A falta, com o medo, sobressalta.
Entre o medo que você me traz
e a falta que você me faz,

Você é o medo que me falta.

Ronaldo Cunha Lima

Encontrei a paisagem verdejante E o sertão revestido em alegria.

Glosando com Vinicius Gregório, poeta de São José do Egito/PE, autor do livro de poesia “Hereditariedade”. No mote:

ENCONTREI A PAISAGEM VERDEJANTE
E O SERTÃO REVESTIDO EM ALEGRIA.

Cícero Moraes:

Eu deixei o torrão que fui criado
Em um tempo de seca e sofrimento,
Viajei num caminho ao relento
Procurando trabalho em outro estado
Não achei e voltei inconformado,
Ao chegar ao sertão vi que chovia
E meu peito ferveu de alegria
Quando vi a beleza do instante
Encontrei a paisagem verdejante
E o sertão revestido em alegria.

Vinicius Gregório:

Ao voltar do Sertão eu encontrei
Um amigo, que foi me perguntando:
Se eu estive alguns dias viajando.
E eu lhe disse: "ao meu chão eu viajei...”
Ele então perguntou: o que achei
No Sertão, pr'eu voltar nesta euforia...
E eu falei:" o Sertão já bastaria,
Mas achei algo mais exuberante:
Encontrei a paisagem verdejante
E o Sertão revestido em alegria".

Cícero Moraes:

Mudou tudo depois da trovoada
Pois a chuva me trouxe outra visão
Renasceu a paisagem do sertão
Afastando tal seca desalmada
Já deixei minha terra gradeada
Vou plantar a rocinha qu’eu queria
Sei que vai me ajudar minha Maria
A cuidar da lavoura hoje em diante
Encontrei a paisagem verdejante
E o sertão revestido em alegria.

Vinicius Gregório:

Encontrei os açudes transbordando
E um carão, pelos céus, cantarolante;
Encontrei a paisagem verdejante
E um vaqueiro tranqüilo e aboiando;
Pela estrada encontrei preás passando
E uma chuva suave ao meio dia;
Já na mesa encontrei o que eu queria,
Pra matar a fadiga de uma estrada:
Feijão verde, pamonha e carne assada
E o Sertão revestido em alegria.

Cícero Moraes:

Bastam só duas chuvas pra mudar
A paisagem de seca assustadora
Tanajura aparece voadora
E na mata começa a mudar
Nascem folhas e flores a brotar
Se não visse, eu não acreditaria
Antes seca, hoje verde, quem diria
De beleza vital e cintilante
Encontrei a paisagem verdejante
E o sertão revestido em alegria.

Vinicius Gregório:

Quase um ano e fiquei longe de lá...
Mas foi mesmo que uma eternidade.
E escutei os conselhos da saudade
Que dizia em cochichos: “Homi, vá!
Então fui, que o Sertão sempre me dá
Combustível, sossego e energia...
“Inda” mais quando Deus, por cortesia,
Manda chuva bem forte e abundante...
Encontrei a paisagem verdejante
E o Sertão revestido em alegria.

Após a trovoada...

Após a trovoada, raia o sol e desponta o arco-íris. E todos olham, em busca do belo.

A beleza do arco-íris está justamente no fato de que ele apresenta as cores sem precisar sintetizá-las em uma única. Cada uma está lá, com seu brilho, suas nuances, sem querer se sobrepor as demais nem estender seus tons as outras.

Todas têm o seu espaço e convivem lado a lado. E dai deriva a beleza: da magia do coexistir. O amarelo não precisa ser azul. Mas respeita o espaço e o direito do azul se mostrar ao mundo.

Que bom seria que todos pudessem encarar as pessoas como encaramos o arco-íris. Enxergando a beleza em tons e cores diferentes que se postam lado a lado, em perfeita harmonia.

Toda forma de preconceito é nefasta. Seja de cor, raça, credo, opção sexual ou de qualquer outra natureza. E quem silencia perante este preconceito, apenas fortalece as pessoas de onde ele emana.

Um abraço a todos que optaram por viver o arco-íris. Nunca silenciem, nunca refuguem, nunca desistam.

Geovane Morais

Se você desprezou meu sentimento Eu também vou pagar na mesma prata

No mote do gigante Poeta Cicinho Moura:

Que você me esqueça é o que eu espero
Sem pensar em você vou ser feliz
Quando eu fui atrás você não quis
Mas,agora sou eu que não te quero
Sofrimento de graça eu não tolero
Dispensei tudo aquilo que maltrata
E jurei dar-te o troco, marquei data
E pretendo cumprir meu juramento
Se você desprezou meu sentimento
Eu também vou pagar na mesma prata.

Cicinho Moura

O meu tempo pra mim é feito o ouro
Eu não posso gastá-lo com desprezo
E eu senti de você o menosprezo
Na proposta de um caso duradouro
Vou guardar para mim o meu tesouro
Sem perder mais a hora com cascata
Pra promessas fingidas com que bata
Não me importo com arrependimento
Se você desprezou meu sentimento
Eu também vou pagar na mesma prata.

Pedro Torres

Sorte do dia: Depois de você qualquer atraso estará à minha frente!

Sorte do dia: Depois de você qualquer atraso estará à minha frente!

Pedro Torres

Eu fiquei contente quando ela sorriu Depois, fiquei triste bem longe mar

No galope que vai embora...

Estava dormindo acordei sonhando
Sentindo o perfume do cabelo dela
Na luz que passava no vão da janela
Um fio de luz no breu penetrando
As cores luzentes cabelo dourando
Estava apressada pra se arrumar
Vestindo o colete na luz do luar
Depois de um sono que a gente dormiu
Eu fiquei contente quando ela sorriu
Depois, fiquei triste bem longe mar

Pedro Torres

É uma saudade chegando...

Vai caindo a tardinha
O dia vai resfriando
Faz-se um silêncio no mundo
Um silêncio incomodando
Aperta uma dor no peito
Nos olhos dá um 'defeito'
É uma saudade chegando...

Pedro Torres

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Pra vergonha maior dos brasileiros

O congresso é muitíssimo eficiente:
“Ele rouba, depois julga e absolve”!
Do Brasil, só problemas não resolve
E quem paga é seu povo mais decente
Realidade brasileira? Infelizmente...
Só na base de rios de dinheiros
Pro senado eleger Renan Calheiros
Um ladrão, que até o Procurador
Hoje é caça no lugar de caçador
Pra vergonha maior dos brasileiros

Pedro Torres

Nojo!

No castelo infiel da poesia
A rainha da mentira no escurinho
De tocaia nas curvas do caminho
Pra pegar um alguém na fantasia...
Nessa tumba tão gélida e vazia
Recebendo nas doses do despojo
No encaixe mais imundo do seu fojo
Uma cara de santa, mas que nada
Para os lances banais é bem treinada
Do que houve, eu somente sinto NOJO.

Pedro Torres

E a saudade passou jogando flores No velório do amor que assassinamos

Nosso reino de luzes e magia
Transformou-se num bosque de amargura
Conduzimos depois à sepultura
Pra morar de uma vez à tumba fria
Nossa história de amor já falecia
Sob o pó da distância que jogamos
E, dos dias de cores que sonhamos,
Só restaram pra nós algumas dores
E a saudade passou jogando flores
No velório do amor que assassinamos

Pedro Torres
Mote: Maciel Correia

Vendavais

Nas batalhas silentes, gloriosas
Vou buscando vencer os obstáculos
Por caminhos das letras sinuosas
Me deleito bebendo dos vernáculos

Pra mantença d'algum receptáculo
Temos sonhos de arenas luminosas
Mas, fazemos dessa vida um espetáculo
Na vigília dos lutas virtuosas

Tenho sonhos vigentes, quase eternos
E alguns deles riscados de cadernos
Outros tantos, senti só em entressonho

Mas, que nada  daqui se me pertence...
Se quem sonha e luta, e quem luta vence
Eu sonho e luto pra vencer meu sonho.

Pedro Torres

Pra pouco depois desse 'sonho lindo' Deixá-lo sozinho na beira do mar

Andava contente, feliz pela praia
Por lá a saudade, também passeando..
Ergui meu olhar do seu desviando
Senti-me tão forte qual uma atalaia
Que noutra pessoa o seu olhar caia
E com esse alguém vá se abraçar
Trocando juras e segredos de amar
Lhe deixando leve, feliz e sorrindo
Pra pouco depois desse 'sonho lindo'
Deixá-lo sozinho na beira do mar

Pedro Torres

Comi mais deixei o nome Na casca da melancia.

 Às tardes depois do bingo
No sítio do meu vizinho
Para fazer um 'lanchinho'
Eu ia todo santo domingo
E sem nenhum choramingo
Da fruta grande bem fria
Eu comia, comia, comia...
Comia pra matar a fome
Comi mais deixei o nome
Na casca da melancia.

Comi, mas, deixei gravado
O nome dele na casca...
Ô bicho besta, né lasca?!
Já deixar selecionado
O fruto melhor marcado
Até parece ironia
Pois a fruta mais macia
É a 'mesminha' que se some
Comi mais deixei o nome
Na casca da melancia.

Pedro Torres

Até mesmo o sol e a lua, Padecem da tal saudade


sábado, 2 de fevereiro de 2013

Rôgo

Que fosse a sorte do intranquilo, senão, mais um baque....

Ah! Precipícios d'onde despencam sonhos, lança-me em teus infindos profundos.

Repousa-me inerte em teu vazio, na imensidão dos teus segredos.

Dá-me de beber dessa bebida amarga de teu mais imerso.

Acolhe-me imberbe, menino moleque. Dá-me saciar-me as traquinagens todas pagãs, sem pecados.

Senda dos vãos dos tempos, sede finito, porém adula meus quereres nesse enquanto.

E livra-me das carnavalescas saudades, não me tortures mais.

Entretanto, arrelia-me das minhas humanas vaidades, mas, poupa-me das certezas.

Dá-me os perenes sorrisos dos anjos, tristes, se concedes a mim a felicidades de retê-los em meu peito forte.

Senta comigo, indaga ao vento os segundos porquês, mas, sacia-te dos ventos e voarei contigo.

Pedro Torres

Sinopse diferente pro Cinema Paradiso.

Certa vez em Cinema Paradiso
Um belíssimo filme de amor
Numa cena mais 'quente' o censor
Censurou-a, exercendo seu juízo
Fez um corte na fita bem preciso
E a cena mais 'forte' não passou...
Quando o dono, Totó, por lá chegou
Com firmeza ele colou a fita
Exibiu-se a cena mais bonita
Foi assim que o filme terminou

Pedro Torres

Antes, mais cedo, eu havia lido o texto abaixo, junto da imagem publicada pelo Poeta Esdras Galvão de Arcoverde. Trata-se de uma narrativa do filme em comento, Cinema Paradiso.

Eu estava com a ideia final da estrofe o dia inteiro me seguindo, e à noite escrevi falando do cinema, pois estava no mote que já havia criado e lembrei-me do filme. Não lembrava do trecho abaixo transcrito, mas numa grande 'Deusdência' da poesia, saiu narrando a mesma história. Coisas da poesia!

Post no Facebook:

"Quero deixar você contente. Vou te contar uma coisa. Vamos sentar um pouco (…). Um dia um rei deu uma festa. Convidou as princesas mais belas do reino. Um soldado da guarda viu passar a filha da rei. Era a mais bela de todas. Ele se apaixonou, mas o que faria um pobre soldado diante da filha do rei?

Finalmente, um dia ele conseguiu encontrá-la e disse-lhe que não podia mais viver sem ela. Ela ficou tão impressionada com esse forte sentimento que respondeu ao soldado: se souber esperar cem dias e cem noites sob o meu balcão, então eu serei sua. Caramba! O soldado foi lá e esperou: um dia, dois dias, 10 dias, 20 dias. Toda noite ela controlava pela janela. Ele não saía dali. Com chuva, vento ou neve, ele continuava ali. Os passarinhos faziam cocô nele, as abelhas o comiam vivo, mas ele não se mexia. Depois de 90 noites, ele estava todo ressecado e branco. Lágrimas escorriam-lhe dos olhos e ele não podia segurá-las, pois não tinha mais forcas nem para dormir. A princesa continuava a olhar pra ele. Quando chegou a 99ª noite, o soldado se levantou, pegou a cadeira e foi embora.

Totó: Como assim? No final?

Alfredo: Sim. Bem no finalzinho, totó. E não me pergunte o significado. Eu não sei! Se entendeu, explique-me você."

Esdras Galvão

Vou viver meu amor por toda vida Se não der, paciência, já valeu!

Eu só tenho motivos para crer
Que o amor mais bonito e mais perfeito
Fez morada na casa do meu peito
Pois, bem sei que jamais vou esquecer
Decidi-me, assim, por meu querer
Respeitar o que a vida ofereceu
Dedicar-me nesse tempinho meu
À esperar o que o tempo se decida
Vou viver meu amor por toda vida
Se não der, paciência, já valeu!

Pedro Torres

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Hoje, eu te agradeço pelo treino Mas, não quero ficar só no ensejo...

Que teu gosto de amor de mim não sai
Tu estás já cansada de saber
E foi bom, foi gostoso pode crer
Feito nuvem que chega, mas não cai
Vê a terra sequinha e se esvai
Me deixasse mortinho de desejo...
Eu provei do sabor desse teu beijo
E já foste a rainha do meu reino
Hoje, eu te agradeço pelo treino
Mas, não quero ficar só no ensejo...

Pedro Torres

E o problema do encaixe exclusivo É que a forma é comum a todos dois

Nos atamos no laço mais bonito
No encaixe exclusivo do meu peito
Tu fizeste morada no meu leito
Acalmando o meu coração aflito
Mas, que tudo na vida é finito
E tivemos o fim que o tempo opôs
Nós sofremos a sorte do depois
Um depois que se deu sem ter motivo
E o problema do encaixe exclusivo
É que a forma é comum a todos dois

Pedro Torres

Isabelly Moreira

Um presente divino estes versinhos da conterrânea de São José do Egito, Poetisa Isabelly Moreira, são sublimes, lindos!

Um dia as minhas paixões
Certamente estarão mortas
Porém o meu coração
Sempre vai abrir as portas
E quem sabe ser amado
Creio até recompensado
Pois esse mundo dá voltas.

Quem sabe se algum dia
Viverei a eloquência
De sentir um novo amor
Que não me dê penitência
Aí lembrarás de mim
Que gosto vigora assim
Quando se há concorrência

Saudade é como visita
Que chega sem avisar
Diz que vai passar dois dias
Mas acaba por ficar
E quando a gente percebe
Termina vindo é morar

Isabelly Moreira

Meu Carnaval

As marchinhas e cantos estridentes,
Os embalos dos frevos compassados,
As batidas dos bombos ritmados
Estimulam os passos dos presentes

Personagens diversos, sorridentes
Acompanham os blocos animados
Pelas ruas, abraços apertados
Se misturam em cores reluzentes

Castanhola é o marco principal
Pra encontros do nosso carnaval
Entre dias e noites sem fronteira

O cansaço não vence, a fé não passa
E é tanta alegria que ultrapassa
O final da ingrata quarta -feira.

Isabelly Moreira