quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O sal que salga a saudade É o mesmo que adoça o mar.

Meu coração passarinho
Caiu na tua arapuca
Nas grades do teu sorriso
Preso na paixão maluca
E agora chora o coitado
Quando a saudade cutuca

Como essa chuva caindo
No sertão seco e sofrido
Meu peito triste e ferido
Chora a dor de um amor findo.
Quando um sentimento lindo
Insiste em nos rodear
Deixa a tristeza sem par
Com ímpar disparidade
"O sal que salga a saudade
É o mesmo que adoça o mar."

Há três janeiros atrás
Nosso balaio nascia
E agora em três de janeiro
Quando ele aniversaria
Nós vamos juntar três anos
Num dia de poesia.

Da saudade que chega "de mansinho"
Felizmente, eu conheço os seus sintomas
Vez por outra magoa os hematomas
E me faz implorar por seu carinho.
Mas, um riso forçado é tão mesquinho
Pra lembrança que toca no juízo
Que até tento fingir que não preciso
Simulando um sorriso enquanto ardo
"Não deixei de sofrer, apenas guardo
A tristeza por trás do meu sorriso."

Mesmo me causando dor
Eu devo lhe agradecer
Por esta oportunidade
Que tive, pra não mais crer,
Em coração que não sabe
Mais nada além de bater!

Pedro Torres

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