domingo, 29 de dezembro de 2013

Andarilho

Pelo mundo a vagar, sem rumo certo
Utilizo as estrelas como guias,
Que me servem também de companhias
Quando às vezes do céu... Estou bem perto.

Vez por outra me encontro num deserto
De areias repletas de agonias
E então busco um lugar de calmarias,
Onde eu possa viver de peito aberto.

Ando fora de hora sem cessar
Sem saber um lugar onde chegar,
Nem sequer tenho ponto de partida;

Vivo a esmo... Seguindo cada trilho,
Sem notar me tornei um andarilho
Nos caminhos incertos dessa vida.

Lucélia Santos
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