sábado, 9 de novembro de 2013

Feridas

Trago no peito velhas cicatrizes
De amores lindos, de sonhos perdidos
De estradas breves, de dias compridos
E a chaga aberta de dias felizes;

Tenho, entretanto, ainda um coração
Batendo firme, e cada vez mais forte
Que se sutura acaso um novo corte
Venha a feri-lo por ingratidão;

Marcas profundas, rasos juramentos
Que, como as folhas, lançam-se nos ventos
E jamais voltam depois de partidas...

Minhas feridas sempre se renovam
Mas, cicatrizes no meu peito provam
Que ninguém morre por ferir feridas.

Pedro Torres
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Direito à Réplica Poética...