domingo, 10 de novembro de 2013

Eu não tenho ciúmes de você

Eu não tenho ciúmes de você
E não sei se isso é bom, ou é ruim
Pois, você, que já faz parte de mim,
Não diz se sim, se não, e nem porquê.
"como as flores bonitas de um buquê
Que se oferta escondendo a raiz morta"
Uma jura insincera desconforta
E pra dor nós não vamos dar motivos?
Mas, existe, e eu assumo, sonhos vivos
Sepultados por trás da mesma porta.

Nosso amor inda hoje nos dá frutos
Na lembrança que o tempo nunca apaga
Que a distância ferindo, feito adaga,
Corta o brilho do olhar de dois matutos.
Sem deixar nossos olhos ser enxutos
Cada chance perdida os faz tristonhos
Que a saudade não morre, e os nossos sonhos
Nos olhares perdidos, vagam esmos...
Mesmo assim, suportando estes espinhos
Dividimos, os dois, nossos caminhos
Procurando no mundo por nós mesmos!

Pedro Torres
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