terça-feira, 15 de outubro de 2013

E esquecer de você sei que não posso Mas, amar eu já sei que eu consigo.

É de quem desistiu mais de uma vez
Não ter voz quando fala em desistir
Mas, não vejo uma história prosseguir
Sustentada nos erros de um "talvez".
No intervalo da vida, eu sou seu ex
Que não posso apagar um laço antigo
Por amor, de meu peito eu fiz-te abrigo
Mas, você demoliu o que era nosso
E esquecer de você sei que não posso
Mas, amar eu já sei que eu consigo.

Assumi muitos erros no passado
Na intenção de não ter que perdoar
Ou, talvez, pra você não ver chorar
Quem sorria contente, ao seu lado...
Me perdi no caminho, embriagado,
Pelas doses de angústia que tomei
E na noite dos sonhos, me acordei
Vendo o amor naufragado na lonjura
"Vou deixar de chorar na sepultura
Desse amor que eu mesmo assassinei."

Prometer é muito fácil
Difícil é ser verdade
Porque não basta plantar
Pra colher felicidade
Que o nosso jardim da vida
Também tem pé de saudade.

Outra vez a saudade no espinhaço
Arde igual a uma pisa de urtiga
Quando muito distante nos obriga
A ensopar travesseiro no cansaço.
Nesse "abraço" de noite, sem o abraço
De quem Deus fez pra nós "cara-metade"
É difícil sentir felicidade
Sem sentir o calor dos braços seus
Mas, ninguém se reclama porque Deus
Fez o amor e também fez a Saudade.

Pedro Torres


Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Direito à Réplica Poética...