quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A mistura de cores no poente Deixa o céu mais bonito, ao fim do dia.

Quando o globo completa a transição
Deus faz festa de cores lá no céu
Com mil anjos pintando, sem pincel
O mais lindo retrato do sertão.
É o momento fecundo em que a emoção
Faz poeta sentir-se em harmonia
Com su'alma escutando a cantoria
Da falange do reino onipresente
"A mistura de cores no poente
Deixa o céu mais bonito, ao fim do dia."

Noutro dia o sol nasce aquebrantado
Pela brisa gelosa da matina
E pouco a pouco o infinito abre a cortina
Da janela do mundo iluminado.
Vai-se a noite e o céu todo estrelado
Chega a luz da manhã, e a fantasia
De esperar ver de novo a poesia
Quando tudo se pinta, de repente
"E a mistura de cores no poente
Deixa o céu mais bonito, ao fim do dia."

No silêncio do mundo Deus escuta
O astro rei apagando o candeeiro
E o aboio sentido do carreiro
Faz o sol ir dormir, atrás da gruta.
No intervalo dos dias segue a luta
Novamente, o universo silencia
Dá-se início a pintura que extasia
E faz verso no coração da gente
"A mistura de cores no poente
Deixa o céu mais bonito, ao fim do dia."

Pedro Torres
Mote de Felisardo Moura
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