segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Se eu quisesse arriscar meu coração Outro alguém eu jamais escolheria

Se eu quisesse arriscar meu coração
Outro alguém eu jamais escolheria
Pois, já és toda a minha poesia
Porque eu temeria ouvir um não?
Se esse mundo não passa de ilusão
Eu exponho a ferida a mais um corte
Ou me perco na vida sem ter norte
Sem a estrela no céu ser refletida
Lentamente levando a minha vida
Pela estrada veloz que dá na morte.

No vazio silêncio desse 'espaço'
Só queria estar com meu segredo
Removendo d peito qualquer medo
Num suspiro, aliviado do cansaço...
Aquecidos, os dois, em um abraço
E sorrindo de até felicidade
Se uma lágrima fugisse de saudade
Beberíamos no gosto de um beijo
E na cortina da noite, pelo ensejo
Curaríamos, talvez, uma vontade.

Pedro Torres
Recife, 07/07/13

Como um anjo falando ao meu ouvido
Ouço a voz da saudade em poesia
E calar-se em seguida, que ironia
Que o silêncio não faz nenhum sentido.
Nosso amor, foi ferido e, adormecido,
Inda sonha acordado em nosso leito
Que os caminhos futuros deem um jeito
De emendar nossa história dividida
"Eu vivi um amor pra toda vida
Num pedaço de tempo insatisfeito."

A noitinha vai caindo
E uma lembrança surgindo
De um breve momento lindo
Que me traz felicidade...
Quando vem a lua nova
A esperança se renova
Porque a lua está de prova
Que o nosso amor deu saudade.

Meu peito fica sorrindo
Meus olhos ficam minando
Minha vontade crescendo
Com a distância, aumentando
Minh'alma fazendo festa
E o meu coração sangrando.

Pedro Torres
Recife, 06/06/2013

Descobri nosso cheiro na saudade
Tinha gosto de amor e confiança
E os carinhos trocados na lembrança
Saciavam um pouco da vontade
Esse misto de dor e de bondade
Revelava nos dois um sentimento
Provocava na mente um pensamento
Nos levando pros braços do querer
“Se a saudade aquecesse sem doer
Eu morria de amor neste momento”

Pedro Torres
Recife, 04/07/2013

Despedida do posto que ocupavas
Tu não tens mais nenhuma obrigação
Vê se faz bom proveito da razão
E não mais jura as juras que juravas.
Pois, mentiste ao dizer que me amavas
E o teu nome infiel soprei ao vento
Não existe qualquer um sentimento
Que te impeça de vir a ser feliz
Mas, te peço, que esqueça a tarde gris
E não deixes meu mundo mais cinzento.

Pedro Torres
Recife, dezembro de 2012
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