terça-feira, 10 de setembro de 2013

O Espinho da Rosa

Jurou-me a rosa, criminosamente
Amar-me sempre, pela eternidade
Depois, feriu-me impiedosamente
Com seus espinhos, na fatalidade.

Se a rosa é bela, e vive em liberdade
Me regozija amá-la livremente
Flor tem espinho, pura e simplesmente,
E amor não vinga sem sinceridade.

Vem da lembrança do cheiro da rosa
Essa vontade linda e dolorosa
Todas as vezes quando ela se solta

E o seu perfume me deixou tão cego
Que essa saudade toda que eu carrego
Me serve apenas pra cantar revolta.

Pedro Torres
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