domingo, 1 de setembro de 2013

Me diga o que foi que eu fiz Pra merecer tudo isso:

Me diga o que foi que eu fiz
Pra merecer tudo isso:
Você vem de vez em quando
Sem querer ter compromisso
E eu caio feito um patinho
Nas lábias do teu feitiço.

Pela soma dos seus erros
Dava pra ter aprendido
Para não somar mais um
Por cima do cometido:
De fingir-se em outro peito
E trazê-lo arrependido.

Ciúme não me aborrece
Havendo sinceridade
Que as paixões são como pássaros
Felizes com liberdade
Mas, se compartilham ninhos
Já beira a imoralidade.

Depois que você partiu
Meus olhos vivem tristonhos
Por noites intermináveis
De pesadelos medonhos
Meu peito se transformou
Num cemitério de sonhos.

Depois que você voltou
Meus olhos vivem risonhos
Sem nem notícia daqueles
Dias compridos medonhos
Meu peito se transformou
Num infinito de sonhos.

Nem sempre o medo convence
Nem toda lembrança é boa
Nem toda semente presta
Inda mais se não 'agoa'
Nem toda saudade aperta
Tem laço que só magoa.

A verdade é que a saudade
Quando noto os seus impulsos
Tranco a porta do meu quarto
E evito deitar de bruços
Procurando a melhor forma
Para abafar meus soluços.

Depois de relutar muito
Contra toda a indiferença
Aprendi com os meus erros:
Nem sempre esperar compensa
Que às vezes o que se espera
Não é como você pensa.

Não quero rediscutir
Assuntos já encerrados
Nem revirar as gavetas
De casos mais complicados
Pra não somar no presente
Os erros de dois passados.

Pedro Torres
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