terça-feira, 17 de setembro de 2013

Cavalgando nas asas do destino Sem as rédeas da minha liberdade.

Se algum dia a ciência nos dons seus
Descobrisse o mistério das manhãs
E o segredo no gosto das romãs
D'uma cópia fiel dos beijos teus...
Se pudessem sentir a dor do adeus
E a saudade não mais causasse dor
Se tirassem do sol todo calor
Pra clonar nosso abraço 'bem de perto'
A ciência teria descoberto
Como é que se faz um grande amor.

Não reclame, você já foi sabendo
Que a ladeira na volta era subida
Porque a estrada que desce na partida
É a mesma pra quem parte correndo...
Não que eu queira dizer que estou sofrendo
Que tem coisas no amor que não se esquecem
Mas as lágrimas, que por acaso descem
Também correm na curva do desgosto...
"Que o estranho é querer beijar no rosto
Quando a boca dos dois já se conhecem"

Vou tentando encontrar minha paragem
Onde eu possa sentir mais segurança
De plantar e colher com esperança
Outros dias melhores na viagem...
Tenho n'alma uma antiga tatuagem
Colorida com a tinta da saudade
E o calor da melhor veracidade
Num sorriso, sincero e cristalino
"Cavalgando nas asas do destino
Sem as rédeas da minha liberdade."

Pedro Torres
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