quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Só não nego, que morro de saudade.

Inda sinto teu cheiro em meu perfume
E o calor de um abraço que me aquece
Mas, tem coisas que a gente não merece
E uma delas, talvez seja o ciúme.
Eu não falo somente por costume
E nem cobro também, fidelidade
Você sabe quem tem meu coração
E se sinto, não falo sem razão
Só não nego, que morro de saudade.

Nosso amor tem um quê de santidade
E não importa o quanto que a gente erre
Nem o tanto de orgulho que se enterre
Sempre vence ao final nossa saudade...
No desejo que queima a castidade
Esse fogo no olhar fica estampado
E se o abraço da gente é demorado
Não tem esse "iceberg" pro calor
E amor santo demais é sem sabor
O gostoso é com gosto de pecado.

Eu não sei até quando esse meu peito
Inda aguenta a tortura da distância
Que em meus olhos não falta a substância
Mas, eu tento chorar, sem achar jeito...
Nem meu vinho faz mais o mesmo efeito
E é inútil tentar com algo mais quente
Quando a dor da saudade está presente
Não tem cura pra falta, e na verdade
"Quer saber quanto custa uma saudade
Tenha amor, queira bem e viva ausente!"

Dos problemas que afetam os casais
A distância, é de longe a maior delas
Que saudade demais causa sequelas
Não precisa, pra isso, ler jornais?..
Ciuminhos, coisinhas, e outras mais
São de menos pra dois enamorados
Quando um cheiro se amarra em dois passados
Não desata o presente em dois futuros
"A distância coloca vários muros
Entre dois corações apaixonados."

Pedro Torres
Mote de Mariana Véras


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