sexta-feira, 9 de agosto de 2013

E fantasmas de sonhos viram vultos Nas cavernas do nosso pensamento...

Agi contra os meus próprios vãos conceitos
E ingeri muito orgulho com saudade
Tinha um gosto terrível, na verdade,
Dividimos, também, esses efeitos...
Nossos laços ficaram mais estreitos
Na medida contrária ao fingimento
Que é difícil matar um sentimento
Que alimenta-se com doses de insultos
E fantasmas de sonhos viram vultos
Nas cavernas do nosso pensamento...

E, apesar de haver desentendimentos,
Por questões inerentes à distância,
Nosso amor tem na base a substância
Só presente nos grandes sentimentos...
Como as folhas tangidas pelos ventos
Que no outono se abalam nas permutas,
Também nós, nos perdemos nas condutas
Que o destino negou pra nós escolhas
E, perdemos também as nossas folhas
Pra voltarmos mais fortes dessas lutas.

Quando a gente confunde os nossos laços
Pelo muito que nós já caminhamos
É difícil negar a quem amamos
Que a saudade nos chama pelos braços
No calor mais sincero dos abraços
Toda falta que aquece uma vontade
E um retrato revela outra metade
Dessa história pesada na balança
Se a lembrança lembrasse da lembrança
Não deixava lembrança por Saudade

Pedro Torres
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Direito à Réplica Poética...