segunda-feira, 26 de agosto de 2013

E eu não vou descontar n'outra pessoa As maldades de que não sabe amar

Na gaiola de um caso complicado
Fiquei preso nas juras de ilusão
Feito pássaro preso na prisão
Sem respostas de um peito alienado...
Mas, futuro só faz novo passado
Então dou todo amor que puder dar
Pois, quem vive no amor pode voar
E no momento somente, o tempo voa
"E eu não vou descontar n'outra pessoa
As maldades de que não sabe amar."

Pedro Torres
Mote de Vinícius Gregório

Nos fracassos do amor tenho notado
Não é sempre na força que se vence
E se quer desistir, pois, você pense
Ninguém perde sem nunca ter lutado...
E dos dois quem saiu por derrotado,
Que te importa? Que diferença faz?
Eu não fiz as lonjuras, e ademais
Não me culpe, também, de sentir medo
Sei que hoje pra nós é muito cedo
E amanhã pode ser tarde demais.

Eu não disse a você que estava certo
Nem que exista barreira intransponível
Mas, não vou me baixar ao mesmo nível
De quem troca algo certo pelo incerto...
Se quem ama procura ficar perto
Não entendo o porquê de se afastar
Se esse verbo do amor não conjugar
"É da vez que eu rasgava uma gramática"
E, admita, não fuja, seja prática:
Não tem outro que assuma o meu lugar.

Não entendo o motivo dessa zanga
Talvez seja, ciúmes, "vai saber"...
E não posso também compreender
Quem reclama, sem ter "pano pra manga..."
Confundi muita joia com miçanga
E o contrário, também é verdadeiro
Eu não posso voltar a ser primeiro
Que não mando nas coisas do passado
Mas, não quero morrer apaixonado
Só por causa, do teu maldito cheiro!

Pedro Torres
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