sábado, 31 de agosto de 2013

Coração é um músculo involuntário Ninguém muda o compasso da batida.

Entendi no pulsar descompassado
Corações, simplesmente, não são sábios
E ao provar da cachaça dos teus lábios
Fiquei tonto, de amor, embriagado.
Pelo açúcar do teu beijo molhado
Vale o amargo sabor da despedida
O difícil é acertar bem na medida
Sem jamais ir além do necessário
Coração é um músculo involuntário
Ninguém muda o compasso da batida.

Dá pra ver claramente nos semblantes
Quando um riso no rosto é só disfarce
Pois, nem sempre é tão fácil de alegar-se
Quando a dor sufocada é a dos amantes...
Se os carinhos não são mais como antes
E as distâncias ganharam pra saudade
É possível fingir felicidade
Mas, não dura na face os fingimentos
Que o difícil é negar os sentimentos
Quando o peito já sabe da verdade.

Demoli as pilastras da arrogância
Do castelo das minhas ilusões
Reforcei as paredes das razões
E ergui alto alguns muros de distância....
Mas, com "sim" e com "não" em alternância
Dei pra cor da esperança nova cor
Decorei meu cenário com primor
E pintei meu casebre de saudade
“Derrubei os portais da eternidade
Arriscando morrer sem ter amor”

Pedro Torres
Mote de Mariana Véras
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