domingo, 28 de julho de 2013

Moinho

Como as águas passadas do moinho
Que não voltam de novo para a mata
Passará toda mágoa que maltrata
Sem tocar novamente no meu pinho.

Se no acaso a Saudade que nos ata
Te fizer regressar ao nosso ninho
Tu verás uma fonte de carinho
No sublime momento da cascata.

Ou não vês, no futuro do presente
Da represa dos olhos numa enchente
Desabarem as lágrimas cristais?

Sem saber, nesse curso, na verdade
Qual dos dois inda morre de saudade
Dos momentos que já não voltam mais.

Pedro Torres
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