sexta-feira, 7 de junho de 2013

Primavera

Na eletricidade de um outro ambiente
Revejo esses vultos de dores passadas
Lembrar de ferir-me, porém, madrugadas
Vês?! Se intercalam no peito da gente!

Sentindo o florir sem morrer da semente
Por terras inférteis que foram lançadas
Na mágoa constante, sem ser irrigadas
Morreram de sede de amor, simplesmente.

Deserto de amores em campos floridos
De todos perfumes por lá esquecidos
Teu cheiro resiste por tempos medonhos

E após tanta espera por tempos estios
Quem sabe se um dia depois corram rios
De mil primaveras em campos de sonhos...

Pedro Torres
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