terça-feira, 11 de junho de 2013

Mas, ninguém se apodera do improviso

Há quem queira até mesmo apoderar-se
Das palavras escritas nos meus versos
Como fossem os centros de universos
Por espaços sem ter como alargar-se
Se um alguém se puser a adorar-se
Num complexo moderno de Narciso
Saco a rima concreta do juízo
Pego a arma potente do repente
Dou rajadas com o que vier mente
Mas, ninguém se apodera do improviso

Pedro Torres
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