sexta-feira, 21 de junho de 2013

É assim que acontece quando cai Um espinho ferindo o nosso peito.

Inda trago em meu peito, machucados
De tropeços e quedas nos caminhos
Mil feridas causadas por espinhos
E cristais de amor estilhaçados...
Mas, desgostos de casos já passados
São lembranças que temos que afastar
Como nuvens que querem nos roubar
As estrelas, ocultando a claridade
É melhor dez mil vezes ter saudade
Do que não ter amor pra recordar.

Quando morre a esperança é que a saudade
Faz pirraça do coração da gente
Se aboleta no peito e pela mente
Como um circo de graça na cidade
Que o palhaço gargalha por maldade
D'uma dor que machuca sem direito
E o sorriso parece dar defeito
Trava o músculo da face e não sai
É assim que acontece quando cai
Um espinho ferindo o nosso peito.

Pedro Torres
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