terça-feira, 18 de junho de 2013

A Tempestade

No vão do oceano no largo do peito
Passava uma brisa suave de amor
Deixando o perfume sutil d'uma flor
E folhas caídas por cima do leito....

No vento, varridos do ninho desfeito
Gravetos de angústia, de mágoa e de dor
Sussurros de sonhos, de luz e de cor
Ficavam suspensos num ar rarefeito...

Naqueles sinais de haver tempestade
Com vento aumentando de velocidade
No mar de lamentos o amor se afogou

Ficamos vagando no mar das lonjuras
Depois, calmaria de noites escuras
E a luz das estrelas a nós iluminou

Pedro Torres
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