segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

E saudade é um maquinista Doido, cego e embriagado.

Eu agradeço sorrindo
A deus por eu ser feliz
Porque pedi, e ele quis
Me dar viver o amor lindo.
Meu coração está sentindo
A inspiração mais bela
Que o vento pela janela
Bate em meu peito e resfria
De um jeito que acaricia
E lembra o carinho dela.

Quando a gente se apaixona
Os dias mudam de cor
Porque se pinta de amor
O coração que tem dona.
Mas, depois que se abandona
As luzes do bem querer
Vê-se a vida escurecer
Na pintura que ela faz
"A dor de esquecer dói mais
Que a dor de lembrar sem ver."

Quando um amor se esfarela,
Quem sente, sofre um bocado.
Que o caso embora encerrado
Saudade deixa sequela.
Essa vida é muito bela
Pra quem aprende a viver
E consegue se esquecer
Sem jamais olhar pra trás
"a dor de esquecer dói mais
Que a dor de lembrar sem ver."

Quem sente saudade tem
Motivo pra ser feliz
Porque saudade é raiz
Da flor do querer-se bem.
Mas, acontece também
Da gente ter que esquecer
Sem poder, no amor, viver
Tudo que nos dava a paz
"a dor de esquecer dói mais
Que a dor de lembrar sem ver."

Pode chover canivete
Faltar caminho no mundo
Primeiro virar segundo
Se desligar a internet.
Nâo relançar o "chevet"
Só pra eu não ir neste dia
No reino da cantoria
Pro trono que abdiquei
"E eu vou pra festa de rei
Me coroar de poesia."

Pedro Torres
Mote de Antônio Marinho.

À lá Zé Limeira.

Passa a brisa soprando na janela
Passa o dia, as horas, mês e ano
Passa a mágoa que trouxe o desengano
Mas, não passa essa falta doida dela.
Passa a noite estrelada, fria e bela
Na lembrança o calor se desaquece
E a saudade gelada nunca aquece
Mas, não deixa um amor virar fumaça
"passa tudo na vida, tudo passa
Mas, nem tudo que passa a gente esquece."

Pedro Torres

Crime de Amor

Isso sim, é música sertaneja caipira. O resto é "Luan Santana", insisto!

Desde os lindos tempos que eram estudantes.
Osvaldo e Clarisse se amavam demais.
Igual duas aves que não conheciam.
Da vida enganosa seus golpes fatais.

Um dia Osvaldo formou-se pra médico.
E ela formou-se um ano depois.
Casaram-se e foram em longa viagem.
De lua-de-mel bem felizes os dois.

Clarisse na viagem ao marido pediu.
Se um dia uma dor a fizesse sofrer.
Melhor que a matasse pois desejaria.
Mil vezes a morte do que padecer.

Passaram-se os anos e um dia Clarisse.
Doença incurável pegou pra morrer.
O doutor lembrou do pedido da esposa.
Que nunca no mundo a deixasse sofrer.

E uma injeção de terrível veneno.
No braço da esposa aplicou a chorar.
Enquanto injetava o veneno dizia.
Agora meu bem você vai descansar.

E olhando no rosto da esposa foi vendo.
Seus olhos parando a cobrir-se de um véu.
Qual duas estrelas perdendo seu brilho.
Cobrindo-se aos poucos com as nuvens do céu.

Ele enlouqueceu vendo o corpo gelando.
Daquela que amava com tanto fervor.
Matou pra atender o pedido da esposa.
Roubando-lhe a vida pra livrar da dor.

E assim encontraram Clarisse sem vida.
E Osvaldo beijando seus lábios sem cor.
Sorrindo e chorando, gritando que viessem.
Ver quanto foi lindo seu crime de amor.

Zé Fortuna & Pitangueira
http://www.youtube.com/watch?v=OUVf7XUlf84

domingo, 29 de dezembro de 2013

É bem menor a saudade

Dizem que um grande amor
É também uma amizade
Grande que se incendeia
Sem nenhuma vaidade
Eu não sei se isto está certo
Mas, sei que ficando perto
É bem menor a saudade

Pode ser felicidade
O que me seria estranho
Mas, quando o coração bate
Infelizmente, eu apanho
E o jardim tem muitas flores
Pra apenas lamentar dores
De um grande amor, sem tamanho

Como um quebra-cabeças de saudade
Cada peça do jogo quando encaixa
Sempre deixa com a autoestima baixa
Mas, não dura por toda a eternidade...
Eu não posso forçar "maturidade"
Pra ficar sem ter céu e sem ter chão
E não quero esperar por ilusão
Que tem vezes que a gente se demora
Mas, se for pra partir que parta agora
E devolva ao sair, meu coração!

Foi-se um pedaço de mim
Com esse amor que partiu
Meu coração que sorriu
Pra depois chorar, no fim.
Já tentei com outro "sim"
Curar a dor que ficou
Dessa ave que voou
Sem dar adeus, foi-se embora
"E o meu peito ainda chora
Com a saudade que restou."

Desejo que pro sertão
Venha a chuva benfazeja
Irrigar a plantação
Dos sonhos de quem deseja
Que o inverno traga bonança
Forte ou fraco, mas que seja.

Por volta da meia noite
Se calam os telefones
O vento assobia a dúvida
Em agourentos ciclones
E a rasga mortalha voa
Impondo medo aos insones

Pedro.Torres

Andarilho

Pelo mundo a vagar, sem rumo certo
Utilizo as estrelas como guias,
Que me servem também de companhias
Quando às vezes do céu... Estou bem perto.

Vez por outra me encontro num deserto
De areias repletas de agonias
E então busco um lugar de calmarias,
Onde eu possa viver de peito aberto.

Ando fora de hora sem cessar
Sem saber um lugar onde chegar,
Nem sequer tenho ponto de partida;

Vivo a esmo... Seguindo cada trilho,
Sem notar me tornei um andarilho
Nos caminhos incertos dessa vida.

Lucélia Santos

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

o inimigo nunca trai

Com amigo que lhe indaga
Por você, se está em casa
Só para arrastar a asa
Pras bandas da sua plaga.
Ou lhe ferir com a adaga
Da mentira quando sai
Até o dia em que cai
A máscara da falsidade
Eu prefiro a inimizade
"Que o inimigo nunca trai!"

2013 está indo
Pro ano que vem surgindo
Ser maravilhoso e lindo
E valer nosso suor
Mas, para não ser só mera
Ilusão de primavera
2014 espera
Que a gente seja melhor!

Eu tive pressa pra chegar depois
Depois chegou e eu perdi a pressa
Que a gente termina e tudo começa
A fazer de tudo pra juntar nós dois.

Pedro.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Chorar e sorrir

Sem ver motivos pra infelicidade
Eu, mesmo triste, sempre hei de sorrir
Se foi sorrindo que encontrei Saudade
Não é chorando que a verei partir

Quem teme a vida perde a liberdade
E o tempo passa sem você sentir
Se nada dura toda a eternidade
O riso e o pranto hão de se extinguir

Eu choro e rio quando me convém
E prezo muito por alguém que tem
A habilidade de viver sorrindo...

E na mistura de alegria e pranto
Seus olhos secos se umedecem tanto
Que molha a face de um sorriso lindo.

Pedro Torres

domingo, 22 de dezembro de 2013

Tempo de frio

É quando começa a chover no sertão
Que a força do inverno transforma o momento
Deixando mais fértil todo o sentimento
Chovendo esperança no meu coração.

Nas notas solenes da antiga canção
Irriga-se as flores do meu pensamento
Resfria-me o corpo na força do vento
Esquentando as vias da minha ilusão.

Até mais parece que o tempo de frio
Faz dois corações entrarem no cio
No acasalamento que toca no peito

E a saudade morre de tanto cansaço
Que a gente se aquece no calor do abraço
Sem deixar espaço, no encaixe perfeito

Pedro Torres

sábado, 21 de dezembro de 2013

Que eu não posso querer dar meu amor Se nem mesmo o perdão você me deu.

Sinto falta de tudo de você
De dizer que gostei do seu cabelo
Que esse corte combina com teu jeito
De fazer-te em segredo o meu apelo
De ganhar pelo menos o olhar antigo
E sonhar teu abraço, em novamente tê-lo.

Você faltou lá na festa
Mas, não na minha ilusão
Que as vezes quem se acostuma
Na vida, a ouvir "não"
Nem sempre dá muito ouvidos
Pra voz que vem da razão.

Cometi muitos erros, e admito
Que não sou dos que fogem da verdade
Não ficou muita coisa, só saudade
De um amor tão sincero, e tão bonito.
Cada verso por mim foi manuscrito
Pela tinta do amor, que não venceu
Você foi o maior dos sonhos que eu
Já vivi, mas, também a maior dor
Que eu não posso querer dar meu amor
Se nem mesmo o perdão você me deu.

Pedro Torres

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Segue em paz, o rei Reginaldo Rossi.

O nordeste, o brasil, senão o mundo
Perdeu hoje um gigante 'astro rei'
Como fã eu jamais esquecerei
Do poeta do brega mais profundo.
Coração de poeta é vagabundo
Quando dele um amor vem tomar posse
Se você conheceu talvez endosse
Porque amor tem do quente, frio e morno
Que partiu dessa vida mais um corno
Segue em paz, o rei Reginaldo Rossi.

Pedro Torres

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Catorze

Por mais de três anos e muitos penares
No solo rachado da seca inclemente
Vem vindo um inverno molhar novamente
O chão do sertão, caindo dos ares

Já tendo passado por tantos lugares
Vê-se o sertanejo quebrar a patente
Plantando a esperança da antiga semente
Pra colher bonança no quintal dos lares

Dois mil e catorze promete fartura
Que há cada 10 anos a chuva que cura
Retorna ao sertão pro fim da estiagem

Depois desse inverno, vem seca de novo
Torrar quase tudo, mas nunca esse povo
Guerreiro, valente, de muita coragem!

Pedro Torres

O sal que salga a saudade É o mesmo que adoça o mar.

Meu coração passarinho
Caiu na tua arapuca
Nas grades do teu sorriso
Preso na paixão maluca
E agora chora o coitado
Quando a saudade cutuca

Como essa chuva caindo
No sertão seco e sofrido
Meu peito triste e ferido
Chora a dor de um amor findo.
Quando um sentimento lindo
Insiste em nos rodear
Deixa a tristeza sem par
Com ímpar disparidade
"O sal que salga a saudade
É o mesmo que adoça o mar."

Há três janeiros atrás
Nosso balaio nascia
E agora em três de janeiro
Quando ele aniversaria
Nós vamos juntar três anos
Num dia de poesia.

Da saudade que chega "de mansinho"
Felizmente, eu conheço os seus sintomas
Vez por outra magoa os hematomas
E me faz implorar por seu carinho.
Mas, um riso forçado é tão mesquinho
Pra lembrança que toca no juízo
Que até tento fingir que não preciso
Simulando um sorriso enquanto ardo
"Não deixei de sofrer, apenas guardo
A tristeza por trás do meu sorriso."

Mesmo me causando dor
Eu devo lhe agradecer
Por esta oportunidade
Que tive, pra não mais crer,
Em coração que não sabe
Mais nada além de bater!

Pedro Torres

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Idas e Vindas (Paráfrase)

Dei-te, amor, os teus sonhos mais bonitos
Sob um leito de plumas e carinhos
Nos amamos quer ver dois passarinhos
Numa nuvem vestida de infinitos.

Hoje, dois corações vivendo aflitos
Vão tentando encontrar-se em outros ninhos
Se perdendo nas curvas dos caminhos
Abafando em silêncios, nossos gritos.

Dos enredos que findam sem motivos
Em plurais de pronomes possessivos
Nossos ímpares formam ...como pares.

De saudades minh'alma agora chora
Porque sabe que a dor só vai embora
Se algum dia, vencida, ...tu voltares!

Pedro Torres

domingo, 8 de dezembro de 2013

Todo não vira um sim No coração de quem ama.

Saudade é uma coisa à toa
Quando a gente ama a pessoa
Parece que o tempo voa
Nas asas de quem reclama
Geralmente, não tem fim
É muito melhor que ruim
E todo não vira um sim
No coração de quem ama.

O silêncio vira incômodo
Nas vezes que alguém se exalta
E a dor calada na boca
Na saudade tem voz alta
Que orgulho não vale nada
Quando a gente sente falta.

É difícil Lenelson errar no tom
Pra falar a verdade, eu nunca vi
Improvisa veloz qual colibri
Bate as asas no vento e solta o som.
Seu versejo preciso, tem o dom
Sai ao doce perfume de jasmim
E um poeta perfeito e bom assim
Tá no top dos tops sendo um pró
"Quando o vate é Lenelson Piancó
Não tem verso no mundo pra ser ruim."

Mote de Lucas Rafael referindo-se ao poeta Lenelson Piancó

O amor nasceu prematuro,
Parido pela ilusão,
De um romance casual,
Fecundo no coração,
“E a saudade foi gerada,
No ventre da solidão.”

Pedro Torres


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Se...

Se esse pranto meu secasse
Se meu peito te esquecesse
Se esse dia escuresesse
E a saudade não voltasse...

Se a distância não ficasse
Entre dois e me aquecesse
Se essa ausência não doesse
E eu nunca mais chorasse...

Se minh'alma não partisse
Cada vez que ela te visse
Sem sequer poder tocar-te

Se essa dor chegasse ao fim
Eu seria mais de mim
Se eu tivesse a outra parte.

Pedro Torres

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

"Todo sopro que apaga uma chama, Reacende o que for para ficar."

Pode a mão do destino escrever torto
Que se for pra ser seu tudo dá certo
Que até mesmo a distância fica perto
Quando o amor segue rumo a um mesmo porto...
Onde o fogo do amor, se faz de morto,
Basta a brisa da falta lhe soprar
Pro calor da saudade se abrasar
Na faísca do olhar de quem se ama
"Todo sopro que apaga uma chama,
Reacende o que for para ficar."

Pedro Torres
Mote: O Teatro Mágico

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Terceiro soneto

Nosso amor inda hoje nos dá frutos
Na lembrança que o tempo nunca apaga
Que a distância ferindo, feito adaga,
Corta o brilho do olhar de dois matutos.

Sem deixar nossos olhos ser enxutos
Outros erros, por cima dessa chaga,
Faz o orgulho covarde encontrar vaga
Pra furtar de nós dois alguns minutos

E os minutos perdidos são tristonhos
Que a saudade não morre ...e os nossos sonhos
Nos olhares perdidos, vagam esmos.

Mesmo assim, suportando estes espinhos
Dividimos, os dois, nossos caminhos
Procurando no mundo por nós mesmos!

Pedro Torres


domingo, 1 de dezembro de 2013

Tem coisas que dou valor Mas, outras não valem nada

Gislândio, um Poeta amigo meu de Brejinho tá interessado numa dona comprometida e não diz quem é. E pra defender o "meu lado" eu fiz.

Tem coisas que dou valor
Mas, outras não valem nada
E hoje estou sem namorada
Mas, já "tive" um grande amor.
Se o meu reino hoje é de dor
Eu perdi minha rainha
E se ela estiver sozinha
Dependendo de quem seja
Eu lhe entrego de bandeja
Embora não seja minha.

Pedro Torres

sábado, 30 de novembro de 2013

Ausência

Posso bem nunca mais lhe procurar
E viver sem você ...perfeitamente!
Na saudade, ficar indiferente,
Esquecer de esquecer, ou de lembrar...

Tanto faz, se eu tiver que me afastar
Não viver nosso amor, completamente,
Mas, negar tudo que meu peito sente
Pra mim mesmo, é difícil de negar.

Pode ser que distante dos teus braços
Eu me esqueça de vez dos teus abraços
No apagar-se da luz dos meus sentidos

Posso até repetir o mesmo "NÃO"
Mas, não posso calar meu coração
Que as paredes da alma têm ouvidos!

Pedro Torres

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Porque a mente somente faz barulho Quando a boca se cala com saudade.

"Então vamos falar das tais razões
Que você tanto alega possuí-las?"
Tenho a minha consciência entre as tranquilas
Mas, não fujo de boas discussões...
De alguns erros tirei muitas lições
E sou fã de quem tem sinceridade
Se você não quer ver minha verdade
Abra os olhos pra ver seu próprio orgulho
Porque a mente de alguém só faz barulho
Quando a boca se cala com saudade.

Lado a lado é possível descobrir
De nós dois quem ainda tem amor
Que a saudade se faz lápis de cor
Pra no encontro de olhares colorir.
Pois, no brilho que tem no refletir
Da pupila de dois apaixonados
Na aquarela dos olhos traz, pintados,
Mil segredos contidos num soneto
E os mistérios de um caso em branco e preto
Pelas cores nos beijos revelados.

Pedro Torres

Nessa seca de carinho
Negando meu sentimento
Vejo, varridas no vento,
As folhas do meu caminho.
Quem me feriu como espinho
Já foi flor do bem querer
Que eu tentei me esquecer
Sem conseguir, na verdade
"Meu riacho de saudade
Nunca parou de correr..."

Na barragem do meu peito
Não guardo mais ilusões
Que é inútil ter mil razões
Se o que passou, tá sem jeito...
Nessa seca no meu leito
Vejo a lembrança chover
Mas, busco me proteger
Pra não molhar na vontade
"Meu riacho de saudade
Nunca parou de correr..."

Pedro Torres
Mote de Pedro Tunú

sábado, 23 de novembro de 2013

Psiu!

Hoje o mundo lhe cobra explicações
Pelos erros que o tempo não curou
Pelas folhas que o vento não levou
Após muitas mudanças de estações.

Sempre arde em meu peito os arranhões
Que a ferida "inda" não cicatrizou
E esse corte que a vida não fechou
Faz silêncio dos nossos corações...

Na minh'alma cansaço mais não cabe
Mas, meu peito parece até que sabe
Que você do meu mundo está saindo...

Se a lembrança da gente desconforta
Ao sair, por favor, não bata a porta
Porque a minha saudade está dormindo.

Pedro Torres

Seus lábios cor de cereja Seu sorriso de marfim

Seus lábios cor de cereja
Seu sorriso de marfim
Seu perfume inebriante
E sua pele de cetim
É um pouco das muitas coisas
De você que eu quero em mim.

Passarinho aprisionado
Padece uma triste cena:
Por crueldade do dono
Tem asa, mas, não tem pena
Tenta voar, não consegue
E a queda não é pequena.

Pedro Torres

Quem quer muito termina sem ter nada E você não me quis, nem me tem mais.

Pela soma dos erros, duplamente
Eu errei, por querer e ao desistir:
Por chegar e assistir você partir
E partir sem querer seguir em frente.
Hoje vejo esse quadro diferente:
Pouco a pouco eu recobro a minha paz
Caminhando, sem mais olhar pra trás,
Onde a jura de amor ficou plantada
"Quem quer muito termina sem ter nada
E você não me quis, nem me tem mais."

Pedro Torres
Mote de Lucas Rafael

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Cometi tantos erros no passado Que eu nem sei o que eu fiz para perdê-la.

Cem sonetos de amor eu lhe faria
Pra somar aos inúmeros que fiz
Se eu pudesse negar que fui feliz
Um segundo sequer, de "poesia".
Nosso amor ficou na fotografia
Pra tornar mais difícil eu esquecê-la
Como quem sente falta de uma estrela
Numa noite com o céu todo estrelado
"Cometi tantos erros no passado
Que eu nem sei o que eu fiz para perdê-la."

Por enquanto inda dói no coração
Mas, com o tempo isso passa e eu me levanto
E com o lenço que eu enxugar meu pranto
Faço a minha bandeira de ilusão.
Não foi culpa da sua indecisão
Se alguém houve indeciso, isso fui eu
Que insisti em lhe dar o amor meu
E o valor que você não merecia
Sem notar que o teu peito me esquecia
Até o dia em que o meu te esqueceu.

Pedro Torres

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Dos Conselhos

Há quem tente apagar as negruras da própria alma com o borrão das ideias caducas. Antes de julgar o olho do jovem, tira a trave do teu olho obsoleto, pois, quem cega pra realidade bate de cabeça no muro que lhe afasta dos seus sonhos e isto é, apenas, para os que ainda sonham.

Quem não sonha já morreu e não se deu conta da podridão dos desenganos acumulados. Antes, é necessário que se estenda a alma num varal pra deixar o sol quarar os erros e pecados nodoados nela.

Quanto aos conselhos, não os dê. São inutilidades plenas. Os conselhos que você não seguiu e em seguida lhe conduziram ao erro não se tornam corretos por isso. Nem os que você seguiu e deram errado também não se inutilizam. O seu proceder é que determinou os frutos de sua árvore da vida.

Se há frutos podres, enterre-os na raiz e poderão servir de adubo para um pouco mais de tempo tentando cultivar boas coisas e, quem sabe, tentar colher alguma fruta madura. O que deve acontecer conforme a vontade de Deus irá acontecer. Quer você queira ou não queira!

E, ainda quanto aos conselhos, tanto os bons (que funcionaram) como os maus (que fracassaram) são inúteis se não forem aplicados a sua própria história. Cada um tem uma palavra a seguir dentro do coração. Dar conselhos é querer ser essa Palavra no íntimo de outra pessoa, o que é no mínimo uma contradição pra quem não sabe ouvir sequer o silêncio da ensurdecedora resposta do tempo.

Acumular bens materiais, sem o propósito ou o uso que agrada ao espírito é das maiores burrices de todo o universo. Pois, Tudo. Absolutamente tudo, perece. Nada, absolutamente nada, permanece. Independente do que você crê ou não ter ouvido de Deus sobre o estabelecido. Sua vontade será só lembranças e, na porta estreita da última morada só dá pra passar a alma, uma por vez, e nada mais. Todo o resto vira estrume. Insisto: quer você queira ou não queira!

Cada cabeça é um mundo e no meu, mando eu!

Pedro Torres

domingo, 17 de novembro de 2013

Coração sem amor é como um rio Sem ter água no leito pra correr.

Admito não ter mais intenções
De remar ao sabor da correnteza
Sem cair nem um pingo de certeza
No afluente dos nossos corações.
Talvez seja um desejo, onde as razões
Sempre encalham no leito do prazer
Como barcos remando, mas sem ter
Condições de vencer o desafio
"Coração sem amor é como um rio
Sem ter água no leito pra correr."

Pedro Torres
Mote de Mariana Teles

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Meu coração se assemelha A uma peneira furada

Meu coração se assemelha
A uma peneira furada
Tentando transpor saudades
De uma história esfarelada
Depois de mil tentativas
Sem conseguir levar nada.

Meu coração tem motivo
De sentir-se amordaçado
Que ao invés de falar, se cala
Prevendo estar enganado
Porque tem boca que jura
O que não foi perguntado.

Quero a alegria de um sorriso lindo
E a graça inteira de outro dia findo
Junto de ti, na luz do bem querer
Quero esse abraço teu sincero e franco
Curtir preguiças de um domingo branco
Matar saudade e no teu amor: viver!

Pedro Torres

Na cumplicidade dos nossos anseios Desdobra-se o manto da felicidade

Na cumplicidade dos nossos anseios
Desdobra-se o manto da felicidade
E o brilho cadente, da estrela saudade
Colore o infinito do amor sem receios.
No acaso do abraço não penso em por freios
Nem tempo limite depois de abraçar
Que é muito difícil da gente soltar
Do amor que reflete toda a plenitude
No espelho da alma sagrando virtude
Com a força das águas que correm pro mar.

Pedro Torres

terça-feira, 12 de novembro de 2013

E uma lágrima de amor tempera o beijo De quem vive no insosso da saudade

À essa altura do nosso campeonato
Era tarde demais, o que eu suponho
Que o silêncio não fala, e o nosso sonho
Fica mudo na ausência, em cada ato.
"retirei da carteira o seu retrato"
Pra não ter que chorar felicidade
Que a distância não mata uma vontade
Acendida no fogo do desejo
"E uma lágrima de amor tempera o beijo
De quem vive no insosso da saudade."

Pedro Torres

domingo, 10 de novembro de 2013

Eu não tenho ciúmes de você

Eu não tenho ciúmes de você
E não sei se isso é bom, ou é ruim
Pois, você, que já faz parte de mim,
Não diz se sim, se não, e nem porquê.
"como as flores bonitas de um buquê
Que se oferta escondendo a raiz morta"
Uma jura insincera desconforta
E pra dor nós não vamos dar motivos?
Mas, existe, e eu assumo, sonhos vivos
Sepultados por trás da mesma porta.

Nosso amor inda hoje nos dá frutos
Na lembrança que o tempo nunca apaga
Que a distância ferindo, feito adaga,
Corta o brilho do olhar de dois matutos.
Sem deixar nossos olhos ser enxutos
Cada chance perdida os faz tristonhos
Que a saudade não morre, e os nossos sonhos
Nos olhares perdidos, vagam esmos...
Mesmo assim, suportando estes espinhos
Dividimos, os dois, nossos caminhos
Procurando no mundo por nós mesmos!

Pedro Torres

sábado, 9 de novembro de 2013

Quero muito dizer que não te quero Mas, não posso calar meu coração.

Nessa forma de amar-te, exagerada
Que você faz de mim o que bem quer
Com seus truques malvados de mulher.
Fez a flor do querer ser machucada.
Como a rosa que foi despetalada
Pelo vento veloz de um furação
Implorei pro juízo dizer não
Mas, não pude evitar, pra ser sincero,
"Quero muito dizer que não te quero
Mas, não posso calar meu coração."

Pedro Torres
Mote de Dayane Rocha

Feridas

Trago no peito velhas cicatrizes
De amores lindos, de sonhos perdidos
De estradas breves, de dias compridos
E a chaga aberta de dias felizes;

Tenho, entretanto, ainda um coração
Batendo firme, e cada vez mais forte
Que se sutura acaso um novo corte
Venha a feri-lo por ingratidão;

Marcas profundas, rasos juramentos
Que, como as folhas, lançam-se nos ventos
E jamais voltam depois de partidas...

Minhas feridas sempre se renovam
Mas, cicatrizes no meu peito provam
Que ninguém morre por ferir feridas.

Pedro Torres

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Meu silêncio fala mudo Tudo que não sei calar

Meu silêncio fala mudo
Tudo que não sei calar:
As dores que já não conto
Mágoa que não quer passar
Saudade que fere e arde
Peito que não sabe amar.

Pedro Torres

Desviei de você, recentemente Pra não dar mais motivos pra ilusão

Desviei de você, recentemente
Pra não dar mais motivos pra ilusão
E mudei no caminho, a direção
Mas, não pude ficar, indiferente...
Vi você enfeitando, lindamente
Um vestido estampado, tão perfeito
Que na estampa eu nem reparei direito
E o vestido era lindo, mas duvido
Que outro alguém que vestisse esse vestido
Me causasse no peito o mesmo efeito.

Pedro Torres

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Mamãe morou nesta casa Cara, rica, grande e bela

Mamãe morou nesta casa
Cara, rica, grande e bela
Hoje somente a saudade
Enfeita os cômodos dela.

Pedro Torres

Não tive amores, sonhei-os Mas, possuí-los, não pude.

Nossos beijos não sentiram
O calor dos nossos lábios
Acomodando os ressábios
Dos dias que se seguiram.
Vis espinhos me feriram
E esse amor que inda me ilude
Só tive na plenitude
Da solidão dos anseios
"Não tive amores, sonhei-os
Mas, possuí-los, não pude."

Pedro Torres
Mote de Raimundo Asfora


Seu triunfo é passageiro Sua glória, muito breve

Seu triunfo é passageiro
Sua glória, muito breve
Não há razão pra arrogância
Que a vida é um floco de neve
Que o tempo derrete tudo
E a gente paga o que deve!

Quando as viçosas flores
De um querer que não se quis
São regadas com vaidades
E adoecem na raiz
Não tem adubo no mundo
Que faça você feliz!

Pedro Torres

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

"Ave Adorada!"

Ave Adorada faz tempo que choro
Na sombra morta do teu coração
Trinando arpejos da tua canção
Nos sustenidos do meu "Dó" sonoro.

Ave Adorada, 'Lá' do meu sertão,
Faz uma cara que muito te adoro,
Mas, teus gorjeios eu nunca decoro
Preciso ouvi-los sempre à exaustão.

Amor não vinga com querer relapso
E antes que chegue no nosso colapso
Vamos por fogo em novas tentativas...

No bem sincero do querer que invade
Sinto meu peito ardendo de saudade
Na chama acesa das vontades vivas!

Pedro Torres

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Sinto o gosto do beijo prometido Na essência da jura mentirosa.

Tua boca promete, mas, não faz
Como fazem os lábios dos que agem
Talvez falte a você minha coragem
E tua língua não molha a minha mais...
Lá na frente eu não quero olhar pra trás
Sem lembrar da saliva saborosa
Do teu beijo molhado, como a rosa
Dum jardim de ilusão que vi florido
"Sinto o gosto do beijo prometido
Na essência da jura mentirosa."

Pedro Torres
Mote de: Lucas Patriota


Pode ser minha cota de ironia

Pode ser minha cota de ironia
Mas, não vou lhe dizer: "eu lhe avisei!"
Porque justo a mulher que mais amei
Sente agora, na pele, o que eu sentia.
Do meu pranto, na dor, você sorria
Mergulhando mais fundo na ilusão
Sem saber quanto dói ouvir um não
E ir dormir debruçado sobre o orgulho
Se assustando até mesmo com o barulho
Da pancada do próprio coração.

Pedro Torres

Das águas ribeiras que correm pro mar.

Não prende teu riso, na dor da saudade,
Não deixa "esse rio" secar, por favor...
Não deixa essa mágoa, na chaga do amor,
Ferir teu sorriso de felicidade...
Liberta teu canto, com toda vontade,
Que a força do peito puder liberar
Tu jamais precisas teu rosto pintar
Pois, deste hemisfério és toda beleza
E teu riso é lindo, como a correnteza,
Das águas ribeiras que correm pro mar.

Pedro Torres

Saudade é um passarinho Que da gaiola se solta

Saudade é um passarinho
Que da gaiola se solta
Quando abandona seu ninho
Às vezes, causa revolta
Mas, nunca esquece o caminho
Que vai lhe trazer de volta!

Deus forjou nossa aliança
De um jeito muito bem feito.
Nos deu amor na medida
Em um tempo insatisfeito
Pra gente dar mais valor
Àquilo dentro do peito.

Pedro Torres.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Se o seu beijo tem gosto de saudade Imagina o que tem depois do beijo

Se outro encontro ocorrer, inevitável
Você pode escolher ficar bem longe
Que eu talvez não reaja igual a um monge
Perto do seu perfume, incomparável...
E além disso, um olhar indecifrável
Pode ser que eu confunda no que eu vejo
E os teus olhos ardentes de desejo
Sejam só um "tiquinho" de vontade
"Se o seu beijo tem gosto de saudade
Imagina o que tem depois do beijo?!"

Pedro Torres
Mote de Zé Adalberto

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Pois, procura, não acha, e apenas vai Receber, simplesmente, o que queria.

O problema maior do ciumento
É viver procurando o que já tem
Como o cão faz com o rabo, mas, ninguém
Vai negar ter vivido o sentimento.
Que ciúme é igual lente de aumento
Aumentando o que antes já existia
Quem do amor que recebe, desconfia
Sofre a mesma sentença de quem trai
Pois, procura, não acha, e apenas vai
Descobrir, tudo aquilo, o que queria.

Pedro Torres

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Sangrando

Se a vida soubesse o quanto eu carrego
Deslizes de um tempo reduzido a pó
Traria de volta aquilo que eu nego
Pra qu’eu na saudade não me sinta só

Ferido, esse orgulho que habita meu ego,
Me causa mais dores, sem nunca ter dó
Se a corda da vida não desse nó cego
Talvez desatasse em meu peito esse nó.

Em vão a distância me cerca no centro
Talvez fira tanto meu peito por dentro
Que a gente protege sem saber porquê

Sou tua metade que espera com calma
Sentindo esse corte profundo na alma
Sangrando o vazio de não ter você!

Mariana Véras & Pedro Torres

"Roda Gigante"

Na roda viva da vida
Desencontros são normais
São fatores naturais
Da vida que foi vivida.

Guardo forças na descida
Descanso a dor dos meus ais
Sem jamais olhar pra trás
Pra não cansar na subida.

Nas voltas que o mundo dá
Talvez, um dia eu aprenda
A viver sem teu perfume...

Talvez, até me acostume
Ou, talvez, você se renda
Nas voltas que mundo dá...

Pedro Torres

sábado, 26 de outubro de 2013

Cada dia, dos dias que partiste; Tem um pouco do amor que tu deixaste!

Cada verso de amor que tu fizeste;
Cada passo no chão que percorreste;
Cada marca no peito que esqueceste;
Tem um pouco do sonho que me veste.
Cada traço de cheiro que me deste;
Cada frase de dor que retiraste;
Cada abraço sincero que abraçaste;
Cada riso no rosto que sorriste;
Cada dia, dos dias que partiste;
Tem um pouco do amor que tu deixaste!

Pedro Torres

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Talvez o silêncio fale Mais alto que a própria voz

Talvez o silêncio fale
Mais alto que a própria voz
Nas vezes que nos sentimos
Cansados, tristes e sós
Sabendo que o que calamos
É muito maior que nós.

Pedro Torres

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Momento

Recebi a visita da inspiração e o jeito foi escrever no celular mesmo e decidi publicar, mesmo sem revisão.

Momento

Sinto a saudade me comendo vivo
E alguns segredos sendo revelados
Na chama ardente dos apaixonados
Queimando tudo sem deixar motivo

Aprisionando um sonho fugitivo
Pelos pecados sendo libertados
Dois corações, pulsando acelerados,
Batem num ritmo quase explosivo.

Sonhamos muito com este momento
E agora estamos juntos, finalmente,
Vivendo o sonho pela liberdade!

Se nossas bocas calam sentimento
Nosso silêncio vive, eternamente,
Falando tudo que causou Saudade.

Pedro Torres.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Minha poesia sofre Na ausência de inspiração

Minha poesia sofre
Na ausência de inspiração
Mas, esta semana eu torno
A voltar no meu sertão
Pra me abastecer de novo
Das coisas do coração.

Pedro Torres

Seu orgulho tem dado prejuízo Muito mais a você do que a mim

Se amanhã a saudade lhe bater
Lembre as muitas pancadas no meu peito
Que um momento de amor quando é perfeito
Outro igual é difícil de ocorrer...
Pois, nem sempre é tão fácil se esconder
Quando o doce do amor amarga o fim
Mesmo havendo a hipótese de um sim
E ainda ardendo a lembrança no juízo
"Seu orgulho tem dado prejuízo
Muito mais a você do que a mim”

Na barreira do orgulho eu nunca paro
Porque o tempo me deu um ensinamento:
"Não se nega a si mesmo um sentimento
Inda mais quando é puro, belo e raro."
E a ninguém nesta vida eu me comparo
Que não sou mais, nem menos, que ninguém
Não há mal que jamais nos traga um bem
Mas, não vou reclamar só por vaidade
Porque a vida me fez sentir saudade
De quem sente saudade em mim também.

Pedro Torres


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Se o ciúme não for motivação

Se o ciúme não for motivação
E não havendo, além disso, outro motivo,
Não pretendo enterrar um sonho vivo
Nem erguer nenhum "muro de razão."
Já me basta a distância do sertão
Pra esse verbo de amor não conjugar
Se o futuro de amei é vou te amar
E no infinito, não cabe ter dois sóis
De igual forma, debaixo dos lençóis,
Não tem outra que assuma o seu lugar.

Tudo bem! "- Se você não quer falar
Eu seguro a saudade e não reclamo"
Mas, não posso negar que ainda lhe amo
Se meu peito, eu não sei como calar.
Se essa seca de amor tomou lugar
Pra razão nos deixar de alma cega
Acredito que a gente apenas nega
O inegável, "- Que eu sei que você tenta"
E a paixão é essa coisa violenta
Que até mesmo o silêncio nos entrega!

Pedro Torres

Música de Plástico

Peço licença a vocês para expor estes versos sobre um troço que há dias vem incomodando a minha alma. Dizem do meu pensamento a respeito de um tema delicado:

Música de Plástico

Há muito tempo a cultura
Vem sofrendo a ditadura
Da pornografia pura
Se expandindo como elástico...
Enquanto isso as canções
Que tocam nos corações
São trocadas por refrões
De uma música de plástico.

Belas notas musicais
Servindo às letras banais
Destes dejetos fecais
Que não sei como alguém gosta...
Dizem ser por passatempo
Mas, pra mim é contratempo
E não vou gastar meu tempo
Tentando ouvir esta bosta.

"Dança da pirikitinha";
"Abaixa e sobe a bundinha";
"Enfica e fica facinha";
O panorama é complexo...
Iludindo a juventude
Chamam a isso de saúde
Não quero parecer rude
Mas, o nome disso é Sexo!

Todo esse eroticismo
Não faz bem ao organismo
Inda mais quando o cinismo
De uma indústria lhe condena...
Pois, quem escraviza gente
Visando lucro, somente
Quer dominar sua mente
Para a exploração sem pena.

"Vendem" que beber é bom
Que no paredão do som
Só as 'Tops' dão o tom
Pra farra ser "animada..."
E quem quer ser "popular"
Termina sendo vulgar
Que é diferente o falar
De ser muito mal falada.

E há quem julgue estas condutas
Chamando 'as minas' de putas
Mas, sem dar valor as lutas
Da mulher, se contradizem...
Corpinho sarado passa
Rostinho liso se amassa
Mas, na moral e na graça
Mulheres, se valorizem!

"Boyzinho", tenha respeito
Não é só um par de peito
Pois, defenda esse direito
Não passe por vagabundo...
Dê valor ao riso delas
Seja mais gentil com elas
Que são as coisas mais belas
Que Deus botou nesse mundo!

Pedro Torres.

domingo, 20 de outubro de 2013

Se o teu peito sentir saudade minha Não me culpe que eu sei que a culpa é sua.

Não fui  eu que inventou toda a distância
Que separa um casal apaixonado
Mesmo assim, eu assumo o meu pecado
De guardar com vontade a minha ânsia.
Que meu peito tem marcas da inconstância
Desse humor que se altera como a lua
Cada fase de amor, com a alma nua,
Vivi sonhos traçados "na folhinha"
"Se o teu peito sentir saudade minha
Não me culpe que eu sei que a culpa é sua."

Você fez o que quis, com a liberdade
De voltar, se assim fosse seu desejo,
E quase morro na ausência do seu beijo
Com meus lábios já secos, de saudade.
Serviu quente a vingança, é bem verdade,
Mas, quem corre demais, a come crua...
Pois, não posso aceitar quem insinua
Que meu reino ficou sem ter rainha
"Se o teu peito sentir saudade minha
Não me culpe que eu sei que a culpa é sua."

Pedro Torres
Mote de Dayane Rocha

sábado, 19 de outubro de 2013

Balaio Cultural de Tuparetama - Dedé Monteiro

A data já está marcada:
Novembro, dia primeiro
Dia de Todos os Santos
Tem balaio verdadeiro
Onde vês verso 'de graça'
Sentado ao lado, na praça,
Da igreja do meu terreiro.

É o trigésimo primeiro
Balaio, sem ter hiato
Embora aqui e acolá
Um vereador gaiato
Ao invés de ajudar
Faz força pra atrapalhar
Mas, não quebra nosso trato.

Se queres saber, de fato,
Poesia o que é que é
Venha pra Tuparetama
Tangendo uma porca a pé
Pode levar um milênio
Mas, conhecerás um gênio
Cujo apelido é Dedé!

Seu nome mesmo é José
Rufino da Costa Neto
Poeta de alta classe
Humilde, calmo, e discreto
Elegante nas condutas
Vencedor de muitas lutas
Sendo a cultura, o objeto.

Nosso poeta completo
A nossa cena completa
Que sem nada de secreto
Sua inspiração secreta
Mil poesias perfumosas
Colhidas das finas rosas
Do jardim de um ser poeta.

Assim, pra cumprir a meta
De uma forma magistral
Prestamos nossa homenagem
Em vida, ao imortal
Poeta Dedé Monteiro
Poeta do mundo inteiro
No Balaio Cultural

Pedro Torres

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Segundo Eclipse

Como inteiro eu padeço na metade
De uma triste ilusão de despedida
Que minh'alma se sente dividida
Sendo parte, das duas, na saudade.

Peregrinas palavras, nesta vida
Não me causam sorriso, na verdade,
Só a lágrima percorre em liberdade
Pela estrada a caminho da partida.

Chega a noite, e dois "S" numa elipse
Faz do sol sob a lua um lindo eclipse,
No infinito momento que passou...

Nestas linhas trancadas nos papéis,
Reinvento, a mim mesmo, porque és
Uma parte de mim, que nada sou.

Pedro Torres

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Os anos

Passa a vida no tempo, e acumulamos
Um' agregado de sonhos e quimeras
Sem ciência dos erros que somamos
Na contabilidade, ao fim das eras.

Nossa infância, esta flor das primaveras,
Passa rápido e apenas contemplamos
Na adolescência, quando apaixonamos
Na primeira ilusão, das vãs esperas.

Vida adulta, sem divisão de fase,
Cada viga de engano forma a base
De um castelo de dor, e desenganos

Quando a última esperança cai no sono
Já no fim da existência, chega o outono,
Na folhagem da árvore dos anos.

Pedro Torres

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Cada vez que a distância entra na roda Faz um samba do nosso sentimento

Cada vez que a distância entra na roda
Faz um samba do nosso sentimento
E é difícil negar, no fingimento
Que essa ausência irreal, nos incomoda.
Quando o espinho da dúvida, se poda,
E a tesoura do tempo fica cega
No semblante o desejo nunca nega
Que a saudade "valendo" caça jeito
Toma conta dos olhos, e do peito
E a vontade do beijo nos entrega.

Pedro Torres

terça-feira, 15 de outubro de 2013

E esquecer de você sei que não posso Mas, amar eu já sei que eu consigo.

É de quem desistiu mais de uma vez
Não ter voz quando fala em desistir
Mas, não vejo uma história prosseguir
Sustentada nos erros de um "talvez".
No intervalo da vida, eu sou seu ex
Que não posso apagar um laço antigo
Por amor, de meu peito eu fiz-te abrigo
Mas, você demoliu o que era nosso
E esquecer de você sei que não posso
Mas, amar eu já sei que eu consigo.

Assumi muitos erros no passado
Na intenção de não ter que perdoar
Ou, talvez, pra você não ver chorar
Quem sorria contente, ao seu lado...
Me perdi no caminho, embriagado,
Pelas doses de angústia que tomei
E na noite dos sonhos, me acordei
Vendo o amor naufragado na lonjura
"Vou deixar de chorar na sepultura
Desse amor que eu mesmo assassinei."

Prometer é muito fácil
Difícil é ser verdade
Porque não basta plantar
Pra colher felicidade
Que o nosso jardim da vida
Também tem pé de saudade.

Outra vez a saudade no espinhaço
Arde igual a uma pisa de urtiga
Quando muito distante nos obriga
A ensopar travesseiro no cansaço.
Nesse "abraço" de noite, sem o abraço
De quem Deus fez pra nós "cara-metade"
É difícil sentir felicidade
Sem sentir o calor dos braços seus
Mas, ninguém se reclama porque Deus
Fez o amor e também fez a Saudade.

Pedro Torres


domingo, 13 de outubro de 2013

Me pego as vezes pensando Aonde a gente se mete

Me pego as vezes pensando
Aonde a gente se mete
Quando a vida cobra caro
Os erros, de quem comete
De tentar matar saudades
Apenas pela internet.

Pedro Torres

A Inspiração

De hora em hora a saudade é descoberta
Pela ausência calada no meu peito
São feridas que o tempo encontra um jeito
De deixar esta chaga sempre aberta

Quando a dor bate forte e 'ela' aperta
Outro laço desata com defeito
Porque orgulho não faz nenhum efeito
Quando o nó da garganta desaperta.

Se a represa dos olhos faz sangria
Tento um verso de amor na poesia
E confesso um segredo para Deus

Lhe pergunto, na voz do coração:
"Como pode uma só inspiração
Ser a dona total dos versos meus?"

Pedro Torres
Mote de Adriana Sousa

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

No silêncio da saudade Só quem fala é o coração

Ao decidir lhe esquecer
Pra cuidar melhor de mim
Vi o amor chegar ao fim
E calar meu bem querer...
Como o sol ao entardecer
Que nos traz a escuridão
Não existe espera em vão
Pra quem espera a claridade
"No silêncio da saudade
Só quem fala é o coração."

Pedro Torres
Mote de Antônio Pereira

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Dividimos, os dois, nossos caminhos Procurando no mundo por nós mesmos!

Nosso amor inda hoje nos dá frutos
Na lembrança que o tempo nunca apaga
Que a distância ferindo, feito adaga,
Corta o brilho do olhar de dois matutos.
Sem deixar nossos olhos ser enxutos
Cada chance perdida os faz tristonhos
Que a saudade não morre, e os nossos sonhos
Nos olhares perdidos, vagam esmos...
Mesmo assim, suportando estes espinhos
Dividimos, os dois, nossos caminhos
Procurando no mundo por nós mesmos!

Lembro há um ano quando eu lhe conheci
Como quem encontrava o amor primeiro
Tão bonito, tão forte e verdadeiro
Que outro igual, nessa vida, eu não vivi.
Só depois de algum tempo eu discerni
Que esse amor a nós dois reencontrou
De um pedaço de sonho que ficou
De outro tempo pretérito que vivemos
"E desde o dia em que nós nos conhecemos
Uma coisa qualquer em mim mudou."

Pedro Torres

Metade de mim chorava Outra metade sorria

Metade de mim chorava
Outra metade sorria
Metade de mim te olhava
Outra metade, não via
Dormi, sonhei que te amava
Acordei era poesia.

Pedro Torres

terça-feira, 8 de outubro de 2013

"Meu orgulho é ser nascido Nos carrascais do sertão."

Alguns versos que estarão no meu livro e que decidi publicar hoje pela ocasião do dia do Nordestino.

Lhes digo sem nem talvez
Sou do sertão nordestino
Não me orgulha ter 'ensino'
Nem saber falar o inglês.
Me admira é o português
Falado no meu torrão
E sou mais um Gonzagão
Que um estrangeiro metido
"Meu orgulho é ser nascido
Nos carrascais do sertão."

"eu não troco meu oxente
Pelo okay de seu ninguém*"
Respeito ser diferente
Pra ter respeito também.
Carne de sol com xerém?
Melhor não conheço não
Gosto demais do feijão
De corda, e bode cozido
"Meu orgulho é ser nascido
Nos carrascais do sertão."

Das riquezas naturais
Do meu sertão nordestino
Asa branca é o meu hino
Nas estações musicais.
E acho até que lá tem mais
Estrelas na imensidão
Nas noites de escuridão
Que o céu é todo 'inxirido'
"Meu orgulho é ser nascido
Nos carrascais do sertão."

Se dá saudade? "e apois"
Dá saudade e é desmedida
Da minha terra querida
Do som dos carros de bois
Da música que deus compôs
No ouvir cantar o carão
E o som da chuva no chão
Quando o tempo é invernido
"Meu orgulho é ser nascido
Nos carrascais do sertão."

Posso estar sendo exigente
Mas, não tem outro lugar
Pra gente querer morar
E até se sentir mais gente.
Depois da seca inclemente
- que cinza a vegetação -
Bonito é ouvir trovão
Pintar tudo no estampido
"Meu orgulho é ser nascido
Nos carrascais do sertão."

(Continua...)

Pedro Torres
Mote de Pedro Tunú (Pai)
*Frase célere do Pernambucano Ariano Suassuna.

E muitas vezes me sinto prisioneiro Mesmo estando com plena liberdade!

Procurei me afastar, por precaução,
Que em meu peito não cabe mais pancada
Mas, minh'alma parece aprisionada
Nestas grades da minha solidão...
Sem querer mais ferir meu coração
Pela algema invisível da saudade
Procurei me livrar dessa vontade
Que me prende nos braços do teu cheiro
"E muitas vezes me sinto prisioneiro
Mesmo estando com plena liberdade!"

Pedro Torres
Mote de Fifita Luciano

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Sofro calado porque Nosso amor requer cautela

Sofro calado porque
Nosso amor requer cautela
Mas, não podes me culpar
Se o meu pranto te revela
Ou será que a minha lágrima
Tem teu nome escrito nela?

Pedro Torres

E nem sempre no amor teremos sorte Mas, podemos ganhar experiência.

Você pode escolher suas razões
Que não guardo rancor e nem me vingo
Mas, meu peito não joga nesse bingo
Com cartela batida de ilusões.
Arranhamos os nossos corações
E culpamos o tempo e a inocência
Sem contar com a navalha dessa ausência
Outro ponto se abriu no mesmo corte
E nem sempre no amor teremos sorte
Mas, podemos ganhar experiência.

Pedro Torres

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Quando a flecha do amor, o alvo acerta Marca pontos de mais com o coração.

O flecheiro do amor tem pontaria
Mas, às vezes atira sem mirar
Mesmo assim, é difícil d'ele errar
Quando a dor da razão lhe contraria.
Que o veneno do amor nos contagia
E não deixa um espaço pra razão
Que até mesmo querendo dizer "NÃO"
Sai um "SIM" na saudade, quando aperta
"Quando a flecha do amor, o alvo acerta
Marca pontos de mais com o coração."

Pedro Torres

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A mistura de cores no poente Deixa o céu mais bonito, ao fim do dia.

Quando o globo completa a transição
Deus faz festa de cores lá no céu
Com mil anjos pintando, sem pincel
O mais lindo retrato do sertão.
É o momento fecundo em que a emoção
Faz poeta sentir-se em harmonia
Com su'alma escutando a cantoria
Da falange do reino onipresente
"A mistura de cores no poente
Deixa o céu mais bonito, ao fim do dia."

Noutro dia o sol nasce aquebrantado
Pela brisa gelosa da matina
E pouco a pouco o infinito abre a cortina
Da janela do mundo iluminado.
Vai-se a noite e o céu todo estrelado
Chega a luz da manhã, e a fantasia
De esperar ver de novo a poesia
Quando tudo se pinta, de repente
"E a mistura de cores no poente
Deixa o céu mais bonito, ao fim do dia."

No silêncio do mundo Deus escuta
O astro rei apagando o candeeiro
E o aboio sentido do carreiro
Faz o sol ir dormir, atrás da gruta.
No intervalo dos dias segue a luta
Novamente, o universo silencia
Dá-se início a pintura que extasia
E faz verso no coração da gente
"A mistura de cores no poente
Deixa o céu mais bonito, ao fim do dia."

Pedro Torres
Mote de Felisardo Moura

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Tu me ensina a fazer renda E eu te ensino a namorar

Vamos montar um cursinho
Pra dar aulas de paixão
Te ensino, meu coração
A gostar do meu carinho
E tu, com esse jeitinho
Doce que tu tens no olhar
Me ensina a te acarinhar
Até que um dos dois aprenda
"Tu me ensina a fazer renda
E eu te ensino a namorar."

Pedro Torres

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Nosso amor é um pronome dividido Na pronúncia fiel dos corações

Nosso amor é um pronome dividido
Na pronúncia fiel dos corações
Dividindo no peito os arranhões
Que um se fere se o outro for ferido.
Nosso amor pra nós dois tem garantido
Dias frios em dias de calor
E um sorriso forçado para a dor
De quem sente saudade sem dizer
De tal forma que a gente pode ver
Quanto é grande e bonito o nosso amor

Pedro Torres

domingo, 29 de setembro de 2013

Que uma lágrima caindo Não tem como ser fingida.

No silêncio que antecede
O momento da partida
É fácil ver a saudade
Na face ser refletida
Que uma lágrima caindo
Não tem como ser fingida.

Pedro Torres

Morre uma parte de mim Cada vez que você parte.

Metade de mim se alegra
Quando você se aproxima
Mas, o mar nunca termina
Na onda quando se quebra...
Pois, sempre fica a saudade
Morando em outra metade
E ainda que a gente se farte
De cheiro, amor, tudo enfim,
Morre uma parte de mim
Cada vez que você parte.

Pedro Torres

Amor

Espera vã de ver-te uma alma boa!
Como quem, de esperar milagre ...ímãs
De dor ...restasse n'outras tantas lágrimas
Por alguém, que somente nos magoa.

Como a vespa que com ferrão ferroa
E guarda o ferrão para, novamente,
Causar-nos dor ...de modo tão indiferente
Que o perdão fere e corta a quem perdoa.

Sem pudor ...ou sem nada que lhe valha
Agir simples, de quem da dor gargalha,
Como se inerte em si ...da mesma dor.

Se amor doesse... Quem lhe causaria,
Se, assim, soubesse a dor que sentiria
E se entregaria ainda ao mesmo amor?

Pedro Torres

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Política(gem)

Política é a arte de ser na cidade
Bem mais que um elo de ideias contrárias
E não, tão somente, forças partidárias,
Unidas em busca da "felicidade".

Que cada indivíduo forma as coronárias
Do tecido vivo da diversidade
Unidos na luta, co'a finalidade,
De juntos vencerem "as mãos" arbitrárias.

Dizer-se (sem ser) povo é demagogia
Mas, há quem se valha dessa hipocrisia
De vender o velho como sendo o novo...

E, "politicalhas", nas urnas, eu noto
Vendendo mentira, só pra comprar voto
Quando é pra pagar, quem paga é o povo!

Pedro Torres

E as hienas políticas gargalham Na carcaça funérea da justiça.

Os leões dos pacíficos protestos
Na eleição viram "mulas num curral"
E os chacais do congresso nacional
Formam bandos corru(PT)os, desonestos.
Mensaleiro, em brasília, come restos
Que a justiça apodrece e forma a "liça"
Pros que vivem somente da carniça
Do suor dos honestos que trabalham
"E as hienas políticas gargalham
Na carcaça funérea da justiça."

Pedro Torres
Mote de Fernando Leite

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Talvez

Talvez fosse querer negar o amor
Talvez fosse fugir da situação
Talvez fosse calar-se o coração
Pra talvez, nunca mais sentir-se dor.

Talvez fosse na chaga mais precisa
Outro corte que arranha, e na razão
Se encontrasse a navalha do senão
Na razão do que nunca cicatriza.

Talvez fosse por medo, ou fantasia
Ou talvez jamais queira que queria
Ver meus olhos minando uma outra vez

Talvez fosse uma história muito linda
Talvez fosse um amor que nunca finda
Quando finda-se o amor, mas só talvez.

Pedro Torres

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Não que eu seja um 'sabe tudo' Mas, inda deixo uma canja

Não que eu seja um 'sabe tudo'
Mas, inda deixo uma canja
Pra não passar por ridículo
Agindo feito um laranja
Não queira ser mais que os outros
Naquilo que nada manja.

Pedro Torres

Desiludo-me, vagarosamente,

Desiludo-me, vagarosamente,
Não na rapidez que a ilusão me atinge
Um como intervalo entre realidades
Por onde passa a dor que a mim me cinge
Feito poeta mente a dor que sente
Dor que, deveras, ele sente e finge.

Pedro Torres

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Se por acaso a distância Ameaçar nosso laço

Se por acaso a distância
Ameaçar nosso laço
E uma saudade apertar
De te vencer no cansaço
Desata o nó da garganta
E me amarra no teu abraço.

Pedro Torres

Eu nunca amei desse jeito De perder todo o juízo

Eu nunca amei desse jeito
De perder todo o juízo
Já era pouco, e agora
Fiquei totalmente 'liso'
E nem sei se estou no inferno
Vivendo num paraíso.

Pedro Torres

domingo, 22 de setembro de 2013

Que a caneta da vida fez um traço Riscou junto o teu nome com o meu.

Cada página da história de nós dois
Tem parágrafos repletos de saudade
Que a distância covarde se interpôs
Entre dois, sem deixar felicidade.
Nosso livro de amor está sem título
Mas, na cena, do último capítulo
Meu caminho se encontra com o teu
E qualquer um pode ver em nosso abraço
"Que a caneta da vida fez um traço
Riscou junto o teu nome com o meu."

Pedro Torres
Mote de Dayane Rocha

Fez-se noite na vida de nós dois
E uma estrela a brilhar eu pude vê-la
Mas, não sei se essa minha é a mesma estrela
Que no céu dos teus dias Deus expôs.
Mas, há tempo pra gente saber, pois,
Ela volta bonita todo dia
E já, já! Sentiremos a alegria...
De estar juntos, e o céu todo estrelado
"Nosso amor é um céu iluminado
Pela luz que ilumina a poesia."

Pedro Torres

Da beira do mar...

Sem fechar os olhos pra realidade
Transporto outro sonho pra ser poesia
Sentindo o frescor da brisa mais fria
Trazendo o perfume da flor da saudade.

Seu cheiro me toma, completo me invade
Maltrata meu peito, me causa agonia
Não vejo essa hora passar, nem o dia,
Me perco distante ...da felicidade.

Na fotografia ...relembro uma data
E escrevo essa carta, que quase me mata
Sentindo meus olhos querendo chorar...

...Recolho meu pranto, e canto a cantiga
Que um dia cantei, pra ti, minha amiga
Falando de amores ...da beira do mar.

Pedro Torres

O coração de quem ama Não é culpado de amar.

Dizem do crime imperfeito
Quando, sem querer, a vida
Lhe mata, na despedida,
Um sonho dentro do peito.
Sem razão, sem ter direito
Ninguém pode condenar
Que não dá para apagar
Quando o amor acende a chama
"O coração de quem ama
Não é culpado de amar."

Pedro Torres
Mote de Marcos Rabelo

Que não vou viver a vida Vivendo do não vivido.

Não vou revirar gavetas
De um passado demolido
Lamentando o quão bonito
Nosso amor teria sido
Que não vou viver a vida
Vivendo do não vivido.

Pedro Torres

O destino da vida é sempre em frente Nada volta no tempo, nem pedindo!

Confiança no amor é sobretudo
Por limites na própria liberdade
Sem algemas, prender-se na saudade
Defender-se da dor sem ter escudo.
Seu orgulho, na chance, fala mudo
Mas, não sou de ficar só assistindo
Nosso amor, ademais, é muito lindo
Pra deixar pra depois, e é indiferente
"Que o destino da vida é sempre em frente
Nada volta no tempo, nem pedindo!"

Pedro Torres
Mote de Mariana Véras

sábado, 21 de setembro de 2013

Me desculpa minha amada Não quero causar querela

Me desculpa minha amada
Não quero causar querela
Mas, eu tava ali deitado
Olhando pela janela
E a lua me paquerando
Pra eu namorar com ela.

Pedro Torres

Na distância que a vida nos compôs Somos dois corações que não se calam

Na distância que a vida nos compôs
Somos dois corações que não se calam
Que até mesmo distantes eles falam
Na beleza do amor só de nós dois.
Combinamos igual "feijão com' arroz"
E a saudade reforça o nosso laço
Nos enlaça, e apertando nosso abraço
Nos aquece no peito uma promessa
"Acontece que a história não tem pressa
E o amor se conquista passo a passo."

Pedro Torres
Mote de Alceu Valença

E a falta faz a lembrança Lembrar que nunca se esquece.

A saudade, algumas vezes
Na poesia aparece
Que a distância refrigera
Um coração que se aquece
E a falta faz a lembrança
Lembrar que nunca se esquece.

Pedro Torres

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Mas, se for pra matar, mate a saudade Que eu não quero matar um sonho vivo.

Nunca vou lhe acusar sem ter razão
Que não quero razão só pra estar certo
Mas, não posso querer ficar por perto
De quem não necessita de atenção...
Já feri, noutra feita o coração
E compreendo demais o "seu motivo"
Você sabe que não sou possessivo
Que acredito no amor com liberdade
Mas, se for pra matar, mate a saudade
Que eu não quero matar um sonho vivo.

Pedro Torres

Coca-Cola

Eu não sei porque razão
Tem quem fique estupefato
Por alguém na coca-cola
Descobrir que tem um rato
Se para beber tranquilo
Basta só levar um gato.

Pedro Torres

Que eu não posso arrancar da minha mente Um passado que um dia já foi nosso.

Dividimos, os dois, nossos caminhos
E algum tempo depois nos encontramos
Procurando encontrar, onde deixamos
Preservado os momentos de carinhos.
Nós ficamos igual dois passarinhos
Cujo "ninho desfeito" viu destroço
E tentei ir adiante, mas, não posso
Ver futuro, sem vê-la no presente
"Que eu não posso arrancar da minha mente
Um passado que um dia já foi nosso."

Pedro Torres
Mote de Mariana Véras

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Que a chama do nosso amor Queime muito lentamente

Que a chama do nosso amor
Queime muito lentamente
Seja imenso, intenso, e terno
E aqueça o peito da gente
Que dure enquanto existir
Mas, que viva plenamente.

Talvez seja bem melhor
Nós conversarmos direito
Das coisas que estão passando
"Bulindo" dentro do peito
Pra não deixar pra depois
E depois ficar sem jeito.

Pedro Torres

E s'eu me privo demais é por saber Que o amor entre nós ainda existe.

Tudo quero em você, do sentimento
Ao perfume dum cheiro apaixonado
De um abraço sincero e demorado
A um 'te amo' com zero fingimento.
Que essa 'dor-calorosa', no momento
É saudade, mas não daquela triste
Que um amor em silêncio não resiste
Se não for verdadeiro o bem querer
"E s'eu me privo demais é por saber
Que o amor entre nós ainda existe."

Pedro Torres
Mote de Mariana Véras

Duvidei

Duvidei de nós dois algumas vezes
Por segundos perdidos de loucura
Que ninguém vive, amor, nessa lonjura
Sem ter pranto e saudade por fregueses.

E foi ao longo dos quase doze meses
Que essa pena cruel fez-se mais dura
Pela tinta cinzenta, e mais escura,
De palavras mordazes, descorteses.

Nos borrões do meu quadro de tristeza
Me arrependo somente da certeza
Que sentia em meu peito sem falar

Hoje peço perdão da minha dor
Que antes fosse inventado o nosso amor
Do que ser verdadeiro e eu duvidar.

Pedro Torres

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Meu Desafio...

Eu não sou "João de Barro", mas entendo
Toda dor desse pobre passarinho
Que perdeu seu amor, ficou sozinho
E a saudade em seu peito é sem remendo.

Nosso amor, tão bonito, hoje está sendo
Posto a prova por falta de carinho
Também nós, nos perdemos no caminho
E a distância "parece estar crescendo."

Das palavras de amor que foram ditas
Outras tantas se calam, tão bonitas
Esperando o silêncio adormecer.

Talvez fosse melhor se, como prece,
Minha boca, "calada", te dissesse
"Tudo aquilo, o que eu sinto sem dizer"

Pedro Torres
Mote de Mariana Véras

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Quero muito dizer que não lhe quero Mas, não posso calar meu coração.

Já lhe disse: "a ilusão tem o seu preço"
E paguei muito caro, anteriormente
Eu não posso voltar, e mais pra frente
Talvez seja difícil um recomeço...
Já não sei se perdi seu endereço
Mas, na falta de um CEP na razão
Minha carta enviada com meu "não"
Retornou com um "sim" bem mais sincero
"Quero muito dizer que não lhe quero
Mas, não posso calar meu coração."

Pedro Torres

Todo dia o sol mata a madrugada Toda noite vai preso novamente.

Se revezam no céu, o sol e a lua,
Como dois namorados à distância
E se tocam, contudo, na alternância
Pela luz desse espaço, onde flutua...
Nesse caso de amor, se perpetua
Um processo de modo diferente:
Que a saudade de um, no céu poente
Faz a luz do seu par ser libertada
“Todo dia o sol mata a madrugada
Toda noite vai preso novamente.”

Pedro Torres
Mote de Manoel Filó

As vezes a inspiração Vem de um sonho interrompido

As vezes a inspiração
Vem de um sonho interrompido
Dum inverno que viu flores
E depois foi ressequido
Ou da saudade batendo
Num peito velho ferido.

Meu peito, por essas horas
Já fechava o expediente
Depois de um dia inteirinho
Pegado nesse 'batente'
Mas, eis que chega a saudade
Cliente muito exigente.

Seu coração com o meu
Conversa longe dos medos
Como quem se identifica
Pelas digitais dos dedos
Ou como se as nossas almas
Compartilhassem segredos.

Saudade as vezes machuca
D'outro modo muito duro
Levando a cara da gente
A bater no mesmo muro
De quem quer ter, no presentem
Um passado sem futuro.

Pedro Torres

Cavalgando nas asas do destino Sem as rédeas da minha liberdade.

Se algum dia a ciência nos dons seus
Descobrisse o mistério das manhãs
E o segredo no gosto das romãs
D'uma cópia fiel dos beijos teus...
Se pudessem sentir a dor do adeus
E a saudade não mais causasse dor
Se tirassem do sol todo calor
Pra clonar nosso abraço 'bem de perto'
A ciência teria descoberto
Como é que se faz um grande amor.

Não reclame, você já foi sabendo
Que a ladeira na volta era subida
Porque a estrada que desce na partida
É a mesma pra quem parte correndo...
Não que eu queira dizer que estou sofrendo
Que tem coisas no amor que não se esquecem
Mas as lágrimas, que por acaso descem
Também correm na curva do desgosto...
"Que o estranho é querer beijar no rosto
Quando a boca dos dois já se conhecem"

Vou tentando encontrar minha paragem
Onde eu possa sentir mais segurança
De plantar e colher com esperança
Outros dias melhores na viagem...
Tenho n'alma uma antiga tatuagem
Colorida com a tinta da saudade
E o calor da melhor veracidade
Num sorriso, sincero e cristalino
"Cavalgando nas asas do destino
Sem as rédeas da minha liberdade."

Pedro Torres

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Na unilateralidade Um amor não sobrevive

Na unilateralidade
Um amor não sobrevive
Mas, não vou negar por isso
Que meu peito ainda vive
Sentindo saudade, à toa
D'um amor que nunca tive.

Pedro Torres

Aboio...

Cantava lá no sertão
Sentindo muita emoção
Uma dor no coração
Na tarde de um dia findo...
E aquele verde da mata
Na lembrança me maltrata
Com a lua cor de prata
No horizonte, surgindo.

Pedro Torres

Após ter vencido os traumas Do último caso recente

Após ter vencido os traumas
Do último caso recente
De amor, estarei convicto
Em seguir daqui pra frente
Com a única certeza que
Passado não faz presente.

Pedro Torres

Quando o mundo de amor cai nos meus ombros Você surge pra mim qual fortaleza

Com meu peito amargando os dissabores
De um passado recente, turbulento
Nas histórias de amor e sentimento
Você chega pra mim com lindas flores.
Como um rio que seca, os desamores
Me levaram pro mar na correnteza
E às ruínas de um reino de incerteza
Com meus sonhos debaixo dos escombros
"Quando o mundo de amor cai nos meus ombros
Você surge pra mim qual fortaleza."

Pedro Torres
Mote de Dayane Rocha

Nas minhas noites escuras
Buscava encontrar sentido
Pr'esse meu peito abatido
Curar-se de antigas juras...
E, remendaste as fissuras,
Dos sonhos meus, andaluz
Co'os encantos que possuis
E nos teus olhos, minados
Vi dois brilhantes cravados
Num oceano de luz.

Pedro Torres

Com meu pai aprendi o que é ser gente Mas, tem gente que não respeita o pai.

Nosso pai é a maior sustentação
Dos pilares morais da nossa vida
Uma mão que estará sempre estendida
Quando, às vezes, o mundo nos diz não.
Há quem diga, porém, sem ter razão,
Que não existe um amparo pra quem cai
Mas, na queda aprendi foi com papai
E conheci um guindaste diferente
"Com meu pai aprendi o que é ser gente
Mas, tem gente que não respeita o pai."

Pedro Torres
Mote de Henrique Brandão
Verso publicado no Jornal Desafio, edição 185.

Porque a França não fabrica Cheiro de moça do mato!

Pra gente ser bem felizes
Devemos fazer um trato:
Não compre perfumes caros
Desses que agridem o olfato
Que o seu cheiro não se explica
E nem a França fabrica
Cheiro de moça do mato!

Pedro Torres


domingo, 15 de setembro de 2013

Vi dois brilhantes cravados Num oceano de luz.

Nas minhas noites escuras
Buscava encontrar sentido
Pr'esse meu peito abatido
Curar-se de antigas juras...
E, remendaste as fissuras,
Dos sonhos meus andaluz
Co'os encantos que possuis.
E nos teus olhos, minados
Vi dois brilhantes cravados
Num oceano de luz.

Pedro Torres

O sal que salga a saudade É o mesmo que adoça o mar

Quando uma lágrima cai
Escorrendo em nosso rosto
Por vezes nos deixa o gosto
De um grande amor que se vai...
Que ao mesmo tempo que atrai
Lembranças doces 'do amar'
Uma onda tenta arrastar
Pra longe, a felicidade
"O sal que salga a Saudade
É o mesmo que adoça o mar."

Pedro Torres


Não deixei de sofrer apenas guardo A tristeza por trás do meu sorriso

Quem só vê o sorriso no meu rosto
Não percebe a tristeza no meu peito
E nem sente, nas vezes que me deito
D'uma lágrima que cai, o mesmo gosto.
Mais ninguém, 'sabe a cor' do meu desgosto
Nem se o meu coração vive indeciso
Dividido entre o inferno e o paraíso
Carregando sozinho este meu fardo
"Não deixei de sofrer apenas guardo
A tristeza por trás do meu sorriso."

Da saudade que chega "de mansinho"
Felizmente, eu conheço os seus sintomas
Vez por outra magoa-me os hematomas
E me faz por implorar por seu carinho.
Mas, um riso forçado é tão mesquinho
Na lembrança que toca no juízo
Que até tento fingir que não preciso
Simulando um sorriso enquanto ardo
"Não deixei de sofrer, apenas guardo
A tristeza por trás do meu sorriso."

Pedro Torres
Desconheço o autor do mote.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Nas vezes que estou sofrendo Fico calado, silente

Nas vezes que estou sofrendo
Fico calado, silente
Pra não somar mais a culpa
De dividir com mais gente
Que por mim ficou sentindo
A dor que meu peito sente.

Eu não sei mais até quando
Conseguirei resistir
Que às vezes me dá vontade
Simplesmente, de sumir
Por sentir que morto, vivo
E a vida é mais que existir.

Pedro Torres


A ciência teria descoberto Como é que se faz um grande amor.

Se algum dia a ciência, nos dons seus,
Descobrisse o segredo das manhãs
E o mistério no gosto das romãs
De uma cópia fiel dos beijos teus...
Se sentissem, por nós, a dor do adeus
E a saudade não mais causasse dor
Se pudessem do sol tirar calor
Pra clonar nosso abraço 'bem de perto'
A ciência teria descoberto
Como é que se faz um grande amor.

Nosso encontro marcante estabelece
Pra nós dois ...uma divisão de eras
Das floradas de amor nas primaveras
Ao perfume que a gente nunca esquece...
Qualquer dia a razão 'inda' amanhece
Como um sol de esperança que se pôs
Ressurgindo no inverno, bem depois
Numa chuva de amor e de carinhos
Com mil flores cheirosas, sem espinhos
Perfumando os caminhos de nós dois.

Pedro Torres

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Há quem queira neste ínterim Por orgulho, ou fingimento

Há quem queira neste ínterim
Por orgulho, ou fingimento
Direcionar, sem razão
As velas falsas ao vento
Pra não perder a carona
Nos mares do sentimento.

Pedro Torres

Primaveras

Primaveras nem sempre nos dão flores
Pois, há quatro estações para o jardim
E os floristas não sabem 'tempo ruim'
Porque aprendem zelar por seus amores.

Eu não ligo, também, pros 'torcedores'
De plantão ...aguardando o nosso fim
Porque canto o meu pranto, tudo, enfim
E não devo a ninguém das minhas dores.

Reclamamos, contudo, das ausências
Porque as vezes colhemos das essências
Que a saudade (semente) nos cultiva.

E esperamos, com fé, vir nosso tempo
Que pra Deus não existe contratempo
Que assassine ...uma chama Sua viva!

Pedro Torres

E apagando dois pontos positivos Resta um ponto, dos três das reticências...

Refletindo os meus erros, acredito
Ter um crédito ainda no teu peito
Que saudade valendo 'caça' jeito
E dar a volta por cima é mais bonito.
Nunca quis provocar qualquer conflito
Mas, não quero falar em coincidências
Porque creio bem mais em consequências
Que casais nunca brigam sem motivos
"E apagando dois pontos positivos
Resta um ponto, dos três das reticências..."

Pedro Torres

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Saudade

Meu amor me abandonou
Foi viver uma aventura..
Me jogou num poço raso
De silêncio e de amargura
E esse vírus da Saudade
Que ela deixou, não tem cura.

Pedro Torres

Eu matei a saudade nos teus braços Hoje vivo nos braços da saudade.

Como a luz clareando na campina
Nosso encontro ilumina as amarguras
Dos períodos de ausências e lonjuras
Que no abraço sincero se elimina.
Quando a luz de teus olhos, cristalina
Refletiu meu olhar na claridade
Decretou pra nós dois felicidade
No intervalo de amor entre os abraços
"Eu matei a saudade nos teus braços
Hoje vivo nos braços da saudade."

Pedro Torres
Mote de Erivoneide Amaral

Ouvindo Chiclete com Banana: Valeu Demais!

Na paixão que vivemos, como poucas
Meus desejos secaram teus desejos
E meus beijos molharam os teus beijos
Nesse inverno do amor de nossas bocas...
No momento, as saudades gritam roucas
No meu peito, e também no peito teu
Que é difícil negar que se esqueceu
De lembrar todo amor que foi vivido
Muito embora, melhor teria sido
Se jamais terminasse, mas, "Valeu!”

Pedro Torres

Você pode escolher os seus caminhos Que jamais vou mudar minhas condutas

Você pode seguir os seus caminhos
Que jamais vou mudar minhas condutas
Foi com' o peso das minhas muitas lutas
Que aprendi caminhar pisando espinhos.
Se eu chorar por faltar os seus carinhos
Não me oferte pra mim seu "ombro amigo"
Que eu talvez não resista, e esse perigo
É das coisas que eu não quero correr
Sigo em frente tentando lhe esquecer
Sem saber, no momento, se eu consigo.

Pedro Torres


Vivo eu mendigando entre os teus becos Rastejando o meu corpo nos teus braços.

Num palácio de sonhos me abraçaste
E em teu peito tu me tornaste rei
Junto as marcas do amor que eu te dei
Estão marcas das juras que quebraste.
Junto aos laços de amor que desataste
Inda resta, em meu peito, ainda uns laços
E na avenida de beijos e de abraços
Que a lembrança contorna os lábios secos
"Vivo eu mendigando entre os teus becos
Rastejando o meu corpo nos teus braços."

Pedro Torres
Mote de Dayane Rocha

terça-feira, 10 de setembro de 2013

O Espinho da Rosa

Jurou-me a rosa, criminosamente
Amar-me sempre, pela eternidade
Depois, feriu-me impiedosamente
Com seus espinhos, na fatalidade.

Se a rosa é bela, e vive em liberdade
Me regozija amá-la livremente
Flor tem espinho, pura e simplesmente,
E amor não vinga sem sinceridade.

Vem da lembrança do cheiro da rosa
Essa vontade linda e dolorosa
Todas as vezes quando ela se solta

E o seu perfume me deixou tão cego
Que essa saudade toda que eu carrego
Me serve apenas pra cantar revolta.

Pedro Torres

"O sal que salga a saudade É o mesmo que adoça o mar."

"O sal que salga a saudade
É o mesmo que adoça o mar."

"A dor de esquecer dói mais
Que a dor de lembrar sem ver."

A noitinha vai seguindo
E uma lembrança surgindo
De um breve momento lindo
Que me traz felicidade...
Quando vem a lua nova
A esperança se renova
Porque a lua está de prova
Que o nosso amor deu Saudade.

Pedro Torres

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Quando a gente magoa uma saudade Incomoda demais o coração.

Nosso abraço de amor tem as mãos quentes
Que nos toca no corpo e aquece a alma
Nosso tempo de amar mantém a calma
Nas lembranças sinceras, permanentes.
Se as distâncias nos deixam impacientes
Não existem culpados, sem razão
E você pode até dizer que não
Mas, seu peito já sabe da verdade
"Quando a gente magoa uma saudade
Incomoda demais o coração."

Pedro Torres
Mote de Manoel Filó

Eu não lhe tiro a razão De querer se afastar

Eu não lhe tiro a razão
De querer ir, se afastar
Eu também me afastaria
Se eu não pudesse provar
E ter que arrancar do peito
Pra meu coração mostrar.

Não sei distinguir ao certo
Inspiração de ilusão
Porque meu peito não sabe
Usar direito a razão
E quando bate a saudade
Termina sem opção.

Sigo buscando meu norte
"Nas curvas do meu caminho"
Pra me fazer companhia
Ouço legião, tomo um vinho
Que algumas vezes a gente
Precisa ficar sozinho.

Pedro Torres

você pode plantar o que quiser Mas, só colhe a semente que plantou

Tua fala ridícula não me assusta
Nem um pouco, pra lhe ser bem sincero
E também, não é de hoje que eu lhe espero
Pra saber, ter saudade, o quanto custa.
Mas, comigo, você tem sido injusta
Que não sabe sequer como eu estou
E você deu motivos, mas não vou
Consertar impaciência de mulher?...
"E você pode plantar o que quiser
Mas, só colhe a semente que plantou."

Pedro Torres

Se eu quisesse arriscar meu coração Outro alguém eu jamais escolheria

Se eu quisesse arriscar meu coração
Outro alguém eu jamais escolheria
Pois, já és toda a minha poesia
Porque eu temeria ouvir um não?
Se esse mundo não passa de ilusão
Eu exponho a ferida a mais um corte
Ou me perco na vida sem ter norte
Sem a estrela no céu ser refletida
Lentamente levando a minha vida
Pela estrada veloz que dá na morte.

No vazio silêncio desse 'espaço'
Só queria estar com meu segredo
Removendo d peito qualquer medo
Num suspiro, aliviado do cansaço...
Aquecidos, os dois, em um abraço
E sorrindo de até felicidade
Se uma lágrima fugisse de saudade
Beberíamos no gosto de um beijo
E na cortina da noite, pelo ensejo
Curaríamos, talvez, uma vontade.

Pedro Torres
Recife, 07/07/13

Como um anjo falando ao meu ouvido
Ouço a voz da saudade em poesia
E calar-se em seguida, que ironia
Que o silêncio não faz nenhum sentido.
Nosso amor, foi ferido e, adormecido,
Inda sonha acordado em nosso leito
Que os caminhos futuros deem um jeito
De emendar nossa história dividida
"Eu vivi um amor pra toda vida
Num pedaço de tempo insatisfeito."

A noitinha vai caindo
E uma lembrança surgindo
De um breve momento lindo
Que me traz felicidade...
Quando vem a lua nova
A esperança se renova
Porque a lua está de prova
Que o nosso amor deu saudade.

Meu peito fica sorrindo
Meus olhos ficam minando
Minha vontade crescendo
Com a distância, aumentando
Minh'alma fazendo festa
E o meu coração sangrando.

Pedro Torres
Recife, 06/06/2013

Descobri nosso cheiro na saudade
Tinha gosto de amor e confiança
E os carinhos trocados na lembrança
Saciavam um pouco da vontade
Esse misto de dor e de bondade
Revelava nos dois um sentimento
Provocava na mente um pensamento
Nos levando pros braços do querer
“Se a saudade aquecesse sem doer
Eu morria de amor neste momento”

Pedro Torres
Recife, 04/07/2013

Despedida do posto que ocupavas
Tu não tens mais nenhuma obrigação
Vê se faz bom proveito da razão
E não mais jura as juras que juravas.
Pois, mentiste ao dizer que me amavas
E o teu nome infiel soprei ao vento
Não existe qualquer um sentimento
Que te impeça de vir a ser feliz
Mas, te peço, que esqueça a tarde gris
E não deixes meu mundo mais cinzento.

Pedro Torres
Recife, dezembro de 2012

E os garranchos da tua covardia Arranharam demais meu coração

Te pedi cem mil beijos só vi dez
Quatrocentas saudades na partida
Uma noite de amor na despedida
Doze abraços sinceros, mais fiéis...
Devolveste somente alguns mil réis
Dos milhões que emprestei do coração
E um sorriso pra dar recordação
Dos momentos felizes na poesia...
“Os garranchos da tua covardia
Arranharam demais meu coração”

Pedro Torres
Mote de Val Patriota

Marinheiro que faz muitas viagens Não se perde alegando não ter porto

Nosso amor se perdeu na insegurança
De quem não sabe ter sinceridade
E sem negar existir muita saudade
Decidiu desmanchar nossa aliança.
Guardo vivo, somente, na lembrança
Os momentos já mortos, ancestrais
Pois, parece, eu cheguei tarde demais
Pra fazer da sua estória a minha história
"Na parede pintada da memória
Tua imagem é o quadro que dói mais."

Entre tapas e beijos, raiva e amor
Nosso amor aos pouquinhos vira eterno
Alternando entre céus e algum inferno
Para 'as pazes' ganharem mais sabor...
Entre galhos e espinhos nasce a flor
E o perfume nos ata em cada abraço
Se o ciúme nos causa um embaraço
Basta o olhar mais sincero e logo cessa
"Acontece que a história não tem pressa
E o amor se conquista passo a passo"

Se fiquei todo tempo sem alguém
E a saudade deitava em minha cama
É difícil entender a quem reclama
Sem dizer 'por onde andou' também...
Não que eu sinta ciúmes de ninguém
Se esclareço é somente por saber
Quanto dói ter lhe ter muito bem querer
Pra lhe ver comparada com 'safira'
"É melhor um 'te amo' de mentira
Que amar de verdade e não dizer."

Tão intenso é o amor que se perdoa
Que se quebram silêncios e amargura
E as feridas que o tempo traz a cura
Faz a vida sorrir para a pessoa.
Dá no peito uma sensação tão boa
Que parece ser boa ...até saudade
Mas, se cuida em manter a intensidade
Pra queimar lentamente a sua chama
Que é assim que acontece com quem ama
Plenamente, por toda a eternidade.

Não se ocupe em me impor os seus limites
Que conheço de longe os seus sinais
Prometi pra mim mesmo, e nunca mais
Ouvirei da ilusão os seus palpites...
De saudade, ademais, estamos quites
Que não cobro esperança a um peito morto
E mesmo ainda existindo um desconforto
Cobrirei com o tempo as tatuagens
"Marinheiro que faz muitas viagens
Não se perde alegando não ter porto"

Eu pensei que teu peito conservasse
Os valores que o meu coleciona
Que não faz "fileirinha" ou se apaixona
Por carinho fingido, ou de outra classe!
Mas, por mais que na vida o tempo passe
Ninguém ganha um amor se não merece
E nas voltas que dá, no sobe e desce,
Caçador qualquer dia vira caça
"Passa tudo na vida, tudo passa
Mas, nem tudo que passa a gente esquece."

Pedro Torres
Mote de Raimundo Asfora

Se uma lágrima é de amor O seu calor morno acalma

Se uma lágrima é de amor
O seu calor morno acalma
Não fica um traço de dor
No ponto íntimo da alma.

Pedro Torres

Se quiser beber saudade Beba com moderação

Se quiser beber saudade
Beba com moderação
Não ultrapasse os 'limites'
Cuidado na direção
Se não quiser ser multado
Por excesso de ilusão.

Pedro Torres

Se uma lágrima é de amor O seu calor morno acalma

Se uma lágrima é de amor
O seu calor morno acalma
Não fica um traço de dor
No ponto íntimo da alma.

Pedro.

E é melhor um 'te amo' de mentira Que amar de verdade e não dizer.

Se fiquei todo tempo sem alguém
E a saudade deitava em minha cama
É difícil entender a quem reclama
Sem dizer 'por onde andou' também...
Não que eu sinta ciúmes de ninguém
Se esclareço é somente por saber
Quanto dói ter a alguém um bem querer
E lhe ver comparada com 'safira'
"E é melhor um 'te amo' de mentira
Que amar de verdade e não dizer."

Pedro Torres

domingo, 8 de setembro de 2013

Marinheiro que faz muitas viagens Não se perde alegando não ter porto

Não se ocupe em me impor os seus limites
Que conheço de longe os seus sinais
Prometi pra mim mesmo, e nunca mais
Ouvirei da ilusão os seus palpites...
De saudade, ademais, estamos quites
Que não cobro esperança a um peito morto
E mesmo ainda existindo um desconforto
Cobrirei com o tempo as tatuagens
"Marinheiro que faz muitas viagens
Não se perde alegando não ter porto"

Pedro Torres

Inventei comprar saudade Baratinho, na parcela

Inventei comprar saudade
Baratinho, na parcela
Mas, com juros ilusórios
Pra pagar foi uma novela
Que eu já paguei uns três tantos
E inda tô devendo a "ela".

Se quiser beber saudade
Beba com moderação
Não ultrapasse os 'limites'
Cuidado na direção
Se não quiser ser multado
Por excesso de ilusão.

Pedro Torres

Segurei bem nos fios da lembrança Pra saudade de nós poder ficar.

Nosso amor "pouco a pouco" esfarelava
Pela angústia da falta de um abraço
Que a distância tomava todo o espaço
Que era aberto se a gente se afastava.
E quanto mais a saudade maltratava
Mais difícil pra nós se segurar
Como quem não quer ir, pra não voltar
Agarrado a uns fiapos de esperança
"Segurei bem nos fios da lembrança
Pra saudade de nós poder ficar."

Pedro Torres
Mote de Mariana Véras

A saudade é um trem desgovernado Sem controle, sem freio ou maquinista.

Entre nós, já não cabe fingimentos
Somos dois corações que se conhecem
Que até mesmo nos erros se parecem
E não sabem fingir nos sentimentos.
Se pra tudo na vida há os momentos
Eis que agora chegou a nossa vez
De buscar construir com sensatez
Uma história em que o hoje não reclame
"E é provável que a gente inda se ame
Quem quebrou uma jura quebra três."

Pedro Torres
Mote de Cicinho Moura

Eu não pude odiá-la um só momento
Nessa estrada de amor, sem ter sinais
Porque a vida escreveu em dois finais
Um passado de dor, sem fingimento.
Mas, na curva do arrependimento
Reduzi para não sobrar na pista
Que a lembrança embaçando a minha vista
Quase mata o poeta atropelado
"A saudade é um trem desgovernado
Sem controle, sem freio ou maquinista."

Pedro Torres
Mote meu inspirado em um verso de Cancão.

sábado, 7 de setembro de 2013

Reencontrei minha paz

Reencontrei minha paz
Mesmo havendo a solidão
Já conheço e não preciso
Me alegrar com a ilusão
De ir atrás do que perdi
Dentro do meu coração.

Pedro Torres

Que a ordem se faz não bota em pano

Vejo o verde espalhado na bandeira
Brada aos céus uma faixa: "ordem e progresso"
Mas, a ordem sem ordem e seu regresso
Regressou sobre nós numa rasteira
Abre os olhos país tira a cegueira
Tira a haste da vida, o desengano
Busca um novo horizonte um novo plano
Rasga todas palavras dos papéis
Faz questão de exibir aos menestréis
Que a ordem se faz não bota em pano!!!!!!

Dayane Rocha Lira

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

E por mais que a gente negue Saudade manda na mente.

Na parede da lembrança
Eu pendurei teu retrato
E já tentei, mas, não mato
Saudade quando me alcança.
Perdido e sem esperança?
Não fico, por mais que eu tente
Que de vez em quando a gente
Tenta esquecer não consegue
E por mais que a gente negue
Saudade manda na mente.

Pedro Torres

Nunca vi um país independente Dependendo de tanta coisa assim!

Nesta data de sete de setembro
Portugal nos deixou sem resistência
O brasil comemora a "independência"
Das colônias de lá, não é mais membro.
De "congresso e justiça" eu nem me lembro
Que saúde e transporte está no fim
E as escolas com qualidade ruim
Ninguém vê um serviço eficiente
“Nunca vi um país independente
Dependendo de tanta coisa assim!”

Pedro Torres
Mote de Lenelson Piancó Costa

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Você trouxe pra mim o seu sorriso Mas, levou na partida a minha paz.

O poeta não vive sem saudade
Mesmo sendo um instante acontecido
Que é melhor, muito mais, já ter vivido
Que viver sempre em busca da vontade.
Como um rio onde flui felicidade
Nosso amor já passou, não volta mais
Mas, a chuva caindo sempre trás
A lembrança de volta ao meu juízo
Você trouxe pra mim o seu sorriso
Mas, levou na partida a minha paz.

Pedro Torres

Comecei sentir saudade Da saudade que eu sentia.

“Como um rio que secou”
No silêncio do meu peito
Nunca mais tive o direito
De esquecer quem me deixou.
Tenho ainda o que ficou
Na nossa fotografia
Lembrança de um outro dia
E, hoje, a triste realidade
Comecei sentir saudade
Da saudade que eu sentia.

Pedro Torres

Insone

Encanta-me a palavra
Adornam-me os verbos
Os meus poemas...

Roga-se às letras
O perdão das lavras
Desencobertas.

Completa-me o vazio
Encho-me da ausência
Em meu canto.

Inquieta-me a completude
Fragmentos inteiros
Reatam.

Pende-se ao silêncio
À noite inquieta
E resta acordada.

Pedro Torres

Nada quero saber do seu passado Meu desejo é fazer você feliz!

Não pretendo lhe dar nenhum direito
De dizer que me amou sem ser amada
Que uma jura de amor, eternizada
Se quebrou no vazio do meu peito.
Nosso amor, pode bem não ser perfeito,
Mas, não deixa jamais de ter raiz
Você foi, simplesmente, porque quis
Mas, não posso querer ser desprezado...
"Nada quero saber do seu passado
Meu desejo é fazer você feliz!"

Pedro Torres
Mote de Manoel Filó

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Nosso amor é sem fim, não tem mais jeito

"Nosso amor é sem fim, não tem mais jeito"
Muito tempo eu pensei dessa maneira
E até quis me livrar na bebedeira
Mas, achei na saudade o seu defeito...
Que por mais que se encharque nosso peito
Na memória da gente, não se estraga
Que a lembrança sabida encontra vaga
Pra deixar nossa mente com vontade
Levou tempo, até ver com claridade
Que tem coisas que o tempo nunca apaga.

Pedro Torres

Sou a garantia de teu sentimento Guardado comigo na beira do mar.

Eu sou a palavra depois de lançada
Que igual uma flecha não volta jamais
Sou tua saudade, teu ponto de paz
Metade de alma que aguarda cansada.
Também a lembrança que faz madrugada
Trazer a certeza de um dia se amar
A lágrima quente no brilho no olhar
Sou a ventania na força do vento
Sou a garantia de teu sentimento
Guardado comigo na beira do mar.

Pedro Torres

Hipócritas!

Há quem queira ter mais sorte
Que quaisquer dos semelhantes
Mas, são pífios, arrogantes,
De pernosticismo forte...

Com retórica em suporte
Carcarejam deslumbrantes
Como galos vis, cantantes
Nas madrugadas da morte.

Mas, no tempo, abaixa a crista,
Que humildade se conquista
Não se impõe nas falas rudes

Enquanto o medíocre fala
O mais humilde se cala
Para esbanjar atitudes.

Pedro Torres

A passagem da porta é tão estreita Mesmo aberta só passa uma pessoa

De que adianta ter acumulações
De riquezas e bens desnecessários
Se na agenda de Deus, sem comentários
Ele grifa nas atribulações?...
Nesse mundo de tantas ilusões
É melhor perdoar a quem magoa
Porque Deus abençoa a quem perdoa
E toda ela ao perdão fica sujeita
"A passagem da porta é tão estreita
Mesmo aberta só passa uma pessoa."

Pedro Torres
Mote de Mariana Véras

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Na perpétua prisão de uma saudade.

Num momento de reaproximações
Evitamos falar "de antigamente"
Que o passado, nem sempre, no presente
Recomenda pra nós recordações...
Temos marcas em nossos corações
E uma ânsia maior por liberdade
Procurando manter nossa amizade
Na difícil tarefa de esquecer
Nosso crime de amor e bem querer
Na perpétua prisão de uma saudade.

Pedro Torres

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Há quem queira lançar fel No amor bonito da gente

Há quem queira lançar fel
No amor bonito da gente
Mas o que Deus fez ser mel
Não se azeda facilmente.

Na doçura do seu beijo
Adocei meu coração
Depois provei do salgado
Sabor da desilusão.

Toda vez que ela demora
Meu peito pede socorro
Minh'alma por dentro chora
Por fora quase que eu morro.

Pedro Torres

Conformação

Eu não me canso de lembrar que um dia
Uma surpresa escravizou meu peito
Te quis demais, e quanto mais queria
Mais me dobrava pesaroso ao leito

Meu sol se pondo quando o teu surgia
Sinistro drama de um amor desfeito
meus sonhos negros um por um caía
Nas pedras soltas de um caminho estreito

Prefiro apenas vigiar teu ninho
Andar sem rumo, conversar sozinho
Sentindo o peso da realidade

Rasgar processos de quem não tem crime
Louvar as causas de um viver sublime
Porque foi Deus que inventou Saudade.

Manoel Filó

domingo, 1 de setembro de 2013

Me diga o que foi que eu fiz Pra merecer tudo isso:

Me diga o que foi que eu fiz
Pra merecer tudo isso:
Você vem de vez em quando
Sem querer ter compromisso
E eu caio feito um patinho
Nas lábias do teu feitiço.

Pela soma dos seus erros
Dava pra ter aprendido
Para não somar mais um
Por cima do cometido:
De fingir-se em outro peito
E trazê-lo arrependido.

Ciúme não me aborrece
Havendo sinceridade
Que as paixões são como pássaros
Felizes com liberdade
Mas, se compartilham ninhos
Já beira a imoralidade.

Depois que você partiu
Meus olhos vivem tristonhos
Por noites intermináveis
De pesadelos medonhos
Meu peito se transformou
Num cemitério de sonhos.

Depois que você voltou
Meus olhos vivem risonhos
Sem nem notícia daqueles
Dias compridos medonhos
Meu peito se transformou
Num infinito de sonhos.

Nem sempre o medo convence
Nem toda lembrança é boa
Nem toda semente presta
Inda mais se não 'agoa'
Nem toda saudade aperta
Tem laço que só magoa.

A verdade é que a saudade
Quando noto os seus impulsos
Tranco a porta do meu quarto
E evito deitar de bruços
Procurando a melhor forma
Para abafar meus soluços.

Depois de relutar muito
Contra toda a indiferença
Aprendi com os meus erros:
Nem sempre esperar compensa
Que às vezes o que se espera
Não é como você pensa.

Não quero rediscutir
Assuntos já encerrados
Nem revirar as gavetas
De casos mais complicados
Pra não somar no presente
Os erros de dois passados.

Pedro Torres

Coração se acelera e reanima Faz sentir nosso amor em ambos pulsos.

Nos olhares da gente, disfarçados
Mil segredos que nunca revelamos
Mas, há um brilho no olhar, de quando amamos
Entregando um casal de apaixonados...
Os desejos dos dois são revelados
E alguns versos de amor do peito expulsos
Que a saudade provoca estes impulsos
Quando a gente um do outro se aproxima
E o coração se acelera e reanima
Pra sentir nosso amor em nossos pulsos.

Pedro Torres

Domingo

Na segunda eu começo a ter saudade
Chega a terça e parece que piora
Já na quarta eu percebo uma melhora
Mas, na quinta a tristeza me invade...

Sexta-feira sem ter felicidade
Falta ânimo no peito de quem chora
Vem o sábado e só cresce a demora
E é difícil enxergar-se a claridade...

Outro dia a saudade é mais completa
Faz um rasgo na alma do poeta
E a poesia se faz num choramingo

Ser feliz na semana é coisa rara
Mas, saudade nenhuma se compara
"A da tarde vazia de domingo"

Pedro Torres

sábado, 31 de agosto de 2013

Meu coração compartilha Contigo, a mesma centelha

Meu coração compartilha
Contigo, a mesma centelha
Até nas minhas palavras
Quando sangra, se assemelha
Falando das próprias dores
Gastando a tinta vermelha.

De vez em quando a saudade
Aperta forte de um jeito
Como se afrouxasse os laços
Da cicatriz, com defeito,
E arrebentassem os pontos
Do corte dentro do peito.

Pedro Torres

Coração é um músculo involuntário Ninguém muda o compasso da batida.

Entendi no pulsar descompassado
Corações, simplesmente, não são sábios
E ao provar da cachaça dos teus lábios
Fiquei tonto, de amor, embriagado.
Pelo açúcar do teu beijo molhado
Vale o amargo sabor da despedida
O difícil é acertar bem na medida
Sem jamais ir além do necessário
Coração é um músculo involuntário
Ninguém muda o compasso da batida.

Dá pra ver claramente nos semblantes
Quando um riso no rosto é só disfarce
Pois, nem sempre é tão fácil de alegar-se
Quando a dor sufocada é a dos amantes...
Se os carinhos não são mais como antes
E as distâncias ganharam pra saudade
É possível fingir felicidade
Mas, não dura na face os fingimentos
Que o difícil é negar os sentimentos
Quando o peito já sabe da verdade.

Demoli as pilastras da arrogância
Do castelo das minhas ilusões
Reforcei as paredes das razões
E ergui alto alguns muros de distância....
Mas, com "sim" e com "não" em alternância
Dei pra cor da esperança nova cor
Decorei meu cenário com primor
E pintei meu casebre de saudade
“Derrubei os portais da eternidade
Arriscando morrer sem ter amor”

Pedro Torres
Mote de Mariana Véras

Deixo o vento levar tua lembrança E ele volta trazendo mais saudade

Faço força tentando não lembrar
Do sorriso, motivo desta queixa
Mas, o meu coração nunca me deixa
Nosso amor da memória se apagar...
Nessa luta pra não mais recordar
Do teu cheiro que amarra uma vontade
E do abraço que tem a qualidade
De esquentar no meu peito uma esperança
"Deixo o vento levar tua lembrança
E ele volta trazendo mais saudade."

Pedro Torres
Mote de Dayane Rocha

Lentamente levando a minha vida Pela estrada veloz que dá na morte

Nesse entorno de sonhos e quimeras
Vi a última esperança adormecer
Se o destino da gente é só morrer
Não entendo, o porquê, dessas esperas
Nunca mais vi floridas primaveras
Meu jardim da existência está sem sorte
Como quem vive a vida num resort(e)
Esperando a chegada da partida
Lentamente levando a minha vida
Pela estrada veloz que dá na morte

Pedro Torres