segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Um arco-íris se deita, na paisagem do Sertão.

Às vezes penso em deletar o meu perfil do Facebook por ser uma perda de tempo, mas, vez por outra me deparo com publicações como esta do poeta Wellington Vicente e vou ficando por lá:

"Um arco-íris se deita
Na paisagem do Sertão."

Mote da poetisa Fátima Marcolino.

Uma nuvem no horizonte,
Parecendo uma cortina,
Vai jogando uma neblina
No cocuruto do monte.
No pé da serra defronte
Já se escuta o trovão
E o gado come ração
Numa cocheira bem feita.
Um arco-íris se deita
Na paisagem do Sertão.

O vento frio arrepia
As folhas do umbuzeiro,
Um dedicado vaqueiro
Tange a vaca que deu cria.
Um matutinho assovia
Uns acordes de baião,
A vovó prepara o pão
Sem precisar de receita.
Um arco-íris se deita
Na paisagem do Sertão.

Um violeiro ponteia
Seu estimado instrumento,
Lá no terreiro um jumento
Vem se espojar na areia.
A aranha tece a teia,
O velho faz oração,
O Autor da Criação
Vendo tudo se deleita.
Um arco-íris se deita
Na paisagem do Sertão.

Poeta Wellington Vicente
Porto Velho, 21/07/2008.
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