domingo, 26 de agosto de 2012

Marina

Naveguei por águas tão revoltas
Mas, cheguei ao rio da divisa.
Fui à proa para sentir a brisa
Acendi do farol a lamparina
Aprumei as velas do meu barco

Hoje que meu coração é parco
Vejo estrelas nos olhos da menina
Navegando por águas cristalinas
Na fúria das águas da ribeira
Uma dor de partir me rasga o peito.

Saudade faz abrigo em meu leito
Já no fim da jornada derradeira
Vejo a fé descendo a corredeira
Se voltasses: – Eu pediria a Deus...
Mas de lá eu sei que já não voltas.

Pedro Torres
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