domingo, 30 de dezembro de 2012

A ausência é o monstro mais feroz Que passeia no bosque da saudade

Na floresta da nossa convivência
A distância tão rota linimenta
Uma foice que poda a vestimenta
E decreta o fim da permanência
Na ilusão de nossa existência
Vem o tempo sem dó nem piedade
Faz o verme da nossa alacridade
Na distância render-se ao seu algoz
A ausência é o monstro mais feroz
Que passeia no bosque da saudade

Pedro Torres

A distância tornou-se minotauro
Onde sempre lhe sirvo de refém
E que é dividido em mais de cem
Se tornando também um dinossauro
Malassombro é esse alossauro
Que é dono da minha crueldade
E de mim nunca teve piedade
Quando passa é sempre bem veloz
A ausência é o monstro mais feroz
Que passeia no bosque da saudade

Dayane Rocha

Como é triste aceitar sua partida
Como posso viver sem teu abraço
Eu não sei nessa vida como faço
Pra de novo encarar nossa dormida
Uma cama tão boa e tão comprida
E eu só ocupando uma metade
Quando chega a tristeza e me invade
É o jeito eu dormir pensando em nós
A ausência é o monstro mais feroz
Que passeia no bosque da saudade.

Cicinho Moura

São detalhes de quando eu fui criança Que a borracha do tempo não apaga

No mote do poeta Carlos Aires, proseando com o poeta Cicinho Moura nós fizemos

O balanço no pé de umbuzeiro
O guidão da primeira bicicleta
Vez primeira que eu ouvi: Poeta!
São lembranças que trago do terreiro
E no caule do pé do juazeiro
Tem a data gravada na adaga
Que a resina do tempo fez a chaga
Testemunha do tempo de bonança
São detalhes de quando eu fui criança
Que a borracha do tempo não apaga

Pedro Torres

Minha infância passou que eu nem vi
Quando menos pensei,já era adulto
Viajou mais veloz do que um vulto
Pois o tempo é ingrato eu percebi.
Sinto falta de coisas que vivi
E lamento que o tempo não me traga
Já tem outro moleque em minha vaga
A brincar perturbando a vizinhança
São detalhes de quando eu fui criança
Que a borracha do tempo não apaga!

Cicinho Moura

Bons momentos vividos na infância
A correr e a brincar junto aos guris
Peripécias dos tempos infantis
Estão quase perdidas na distância
Lembro bem da beleza e da fragrância
De uma flor que no campo se propaga
Quando o sopro da brisa vem, lhe afaga.
Chega o caule tremula e se balança
São detalhes de quando fui criança
Que borracha do tempo não apaga!

Carlos Aires

Um ano ESPETACULAR.

Se sua vida anda RUIM,
Desejo que o ano NOVO
Seja, como diz o POVO,
Cheio de mudança, ENFIM...
Pois ano novo é MUDANÇA,
É uma nova ESPERANÇA
De que tudo vai MUDAR.
Que o réveillon seja MÁGICO,
Transformando um ano TRÁGICO
Num ano ESPETACULAR.

Mas se a vida não tá RUIM,
Desejo que o ano NOVO,
Igual também diz o POVO,
Seja a mesma coisa, ENFIM...
Quem não precisa MUDANÇA,
Se apegue na ESPERANÇA
De que nada vai MUDAR.
Que o réveillon não é MÁGICO.
Pra tá transformando em TRÁGICO
Um ano ESPETACULAR.

Abraços a todos,

Vinícius Gregório

Reservei um espaço do meu dia Pra dizer que tu és minha vontade

Reservei um espaço do meu dia
Pra dizer que tu és minha vontade
O meu grito maior de liberdade
E os versos de amor na poesia
És a luz que me dá mais alegria
Uma fonte perene de esperança
O sorriso sublime da criança
Estampado num riso verdadeiro
Que tu és para mim o melhor cheiro
Que eu tenho guardado na lembrança.

Pedro Torres

Eu não tenho intenção de ser seu dono Porém quero você perto de mim.

No mote do poeta Cicinho Moura nós dissemos:

Eu não quero a você mostrar ciumes
Nem tão pouco amarrar-te aos meus caprichos
Não dou bola a fofocas nem cochichos
Isso aí contraria os meus costumes
Também nunca ouvirás os meus queixumes
Para não conduzir-nos a um fim
Penso eu que talvez fazendo assim
Nunca ei de cair no abandono
Eu não tenho intenção de ser seu dono
Porém quero você perto de mim.

Cicinho Moura

Eu não quero prender-te na prisão
Mas não posso deixar você fugir
Tenho força e não quero desistir
Não aceito de ti tanta ilusão
Não me peça desculpa nem perdão
Se você vai querer botar um fim
Não destrua o perfume de jasmim
Não me deixe acordado sem ter sono
Eu não tenho intenção de ser seu dono
Porém quero você perto de mim.

Dayane Rocha

Eu te quis nas tardes de carinho
Com teu jeito trigueiro, bela fêmea
Eu dizendo que queria a tua gêmea
Pra que eu não ficasse mais sozinho
Na estrada te perdesse no caminho
Perfumando a estrada de alecrim
Eu não sei se a estrada tem um fim
E da terra eu não quero ser colono
Eu não tenho intenção de ser seu dono
Mas, eu quero você perto de mim.

Pedro Torres

Eu vivi um amor pra toda vida Num pedaço de tempo insatisfeito.

Glosando o mote do Poeta Manoel Filó a Poetisa Mariana Véras disse:

Não entendo qual foi a intenção
De viver um amor interrompido
Meu orgulho maior teria sido
Ver de perto a força da paixão
E o destino me pôs na contramão
Aumentando a dor dessa ferida
Foi nas idas e vindas dessa vida
Que eu provei do amor o seu efeito
Meu castelo de sonhos foi desfeito
No momento da sua despedida.

Nossa história de amor dilacerada
Me deixou esse gosto de distância
E meu choro formou a substância
Que percorre comigo na estrada
Quem um dia foi tua namorada
Para sempre será tua guarida
Eu vivi um amor pra toda vida
Num pedaço de tempo insatisfeito 
Meu castelo de sonhos foi desfeito
No momento da sua despedida.

Então, no mote (em itálico) retirado da estrofe da poetisa Mariana Véras nós fizemos :

Tem história de amor que só revela
Que no tempo de tudo se sujeita
Eu já tinha em mim essa suspeita
Mas, a vida no amor é muito bela
Eu não guardo nenhuma mágoa dela
Só a dor que maltrata no meu peito
Meu querer já não é do mesmo jeito
Da história de amor que foi vivida
Eu vivi um amor pra toda vida
Num pedaço de tempo insatisfeito

Pedro Torres

Foi tão pouco esse tempo que vivemos
Nossa história tão logo adormeceu
Entre eu e você, quem mais sofreu?
A resposta pra isso não sabemos
Foi perdido o esforço que fizemos
Muita luta, suor e pouco efeito
Só me resta chorar insatisfeito
Misturando tristeza com bebida
Eu vivi um amor pra toda vida
Num pedaço de tempo insatisfeito.

Cicinho Moura

Nosso caso de amor interrompido
Não deixou nosso cheiro na lembrança
Sem saudade, sem fé, nem confiança
Nosso amor se tornou desconhecido
O pronome tornou-se indefinido
Nosso tempo verbal teve defeito
Nossas frases formadas sem sujeito
Não escrevem mais nossa despedida
Eu vivi um amor pra toda vida
Num pedaço de tempo insatisfeito

Mariana Véras

Eu vivi as maiores das paixões
Minha vida girou no anti-horário
Quis voltar quando tudo era contrário
Pra sentir novamente as emoções
Pra provar o prazer das sensações
Onde aquele momento foi perfeito
Os minutos não foram satisfeito
E abriu no meu peito uma ferida
Eu vivi um amor pra toda vida
Num pedaço de tempo insatisfeito

Dayane Rocha

Conheci a saudade nos seus braços
No calor que se aquece em nossa alma
Quando o mundo parece que se acalma
E renova com a vida os nossos laços
Depois vi nosso amor, em lentos passos,
Se perder de nós dois sem ter direito
De sentir novamente em nosso peito
Uma lágrima de amor, ser aquecida
"Eu vivi um amor pra toda vida
Num pedaço de tempo insatisfeito."

Pedro Torres
Recife, 29.07.2013

Tu trouxeste pra mim o teu sorriso Mas, levaste comigo a minha paz

Noutra roda de glosas virtual nós fizemos no mote da poetisa Dayane Rocha

Devolvesse o que eu tanto procurava
Teu amor, teu carinho e teu abraço
E eu quero prender é no teu laço
A saudade em mim já afetava
Solidão todo dia me abraçava
Mas agora tu és um satanás
Me deixando sozinha e aliás
E te ter ao meu lado inda preciso
Tu trouxeste pra mim o teu sorriso
Mas, levaste comigo a minha paz

Dayane Rocha

Inda lembro do charme, mas não vejo
Com jeitinho arrumares os cabelos
Tu fazias pra mim os teus apelos
Na mordida dos lábios com desejo
Tu bebias a bebida e teu sobejo
Misturava-se ao gosto do lilás
Tu partiste me deixando para trás
Só deixaste a lembrança no juízo
Tu trouxeste pra mim o teu sorriso
Mas, levaste contigo a minha paz

Pedro Torres

No começo era doce e tão penosa
Só depois veio o gosto amargo fel
Feito ataque de cobra cascavel
Me mostrasse as tais presas perigosas
Logo assim que passou o mar de rosas
Conheci que era pouco o teu cartaz
Más sem ti, o meu riso se desfaz
Vou viver do inferno ao paraíso
Tu trouxeste pra mim o teu sorriso
Mas, levaste contigo a minha paz.

Cicinho Moura

Tantas idas e voltas confirmaram Que entre nós não havia mais amor

No mote do poeta Rubens do Valle eu disse:

Só colheste do amor o que plantaste
No jardim de amor não irrigado
Pois, não diga agora que o passado
Te amarga porque tu não me amaste
Se a história de amor foi um desastre
Foste tu a condutora desse andor
Não reclames tampouco faltar cor
Nas ramagens das flores que murcharam
Tantas idas e voltas confirmaram
Que entre nós não havia mais amor

Pedro Torres

É a seca acabando meu sertão E você me matando de saudade.

Numa roda de glosas virtual nós fizemos no mote meu e da poetisa Dayane Rocha.

É a seca de um lado castigando
D'outro lado eu procuro e não te vejo
Como faço na vida sem teu beijo
Que eu só, sei viver, se for te amando
Minha mente vagueia procurando
E eu sonho contigo isso é verdade
Tenha pena de mim,por caridade
Não maltrate demais meu coração
É a seca acabando meu sertão
E você me matando de saudade...

Cicinho Moura

É o povo pedindo por clemência
Eu pedindo você aqui comigo
Isso ta parecendo até castigo
Já não tenho nenhuma paciência
To tentando manter a consciência
O que fazes comigo é crueldade
Deverias de mim ter piedade
E acalmar de uma vez meu coração
É a seca acabando meu sertão
E você me matando de saudade.


É a falta de chuva sobre a terra
E um pão pro menor abandonado
Desde quando nasceu esse coitado
Que não sabe o que faz por isso erra
É os olhos expostos para a guerra
É a carne o desejo e a vontade
E o sonho tornar realidade
De ‘florar ‘ meu nordeste e o meu chão
É a seca acabando meu sertão 
E você me matando de saudade

É a falta de um pingo na goteira
É o poço também já tá secando
É o povo da vida reclamando
Já não tem água boa na torneira
É aquele amor de brincadeira
Onde tudo parece ser verdade
A distância não sabe a crueldade
Que ela tá me causando ao coração
É a seca acabando meu sertão
E você me matando de saudade

Dayane Rocha

Essa seca que assola meu recanto
Fez você pra cidade se mudar
Fui em busca da vida melhorar
E deixou-me aqui sofrendo tanto
Essa cheia na orbe do meu pranto
Só parece com o mar lá da cidade
Venha logo matar minha vontade
Logo assim que tiver mais condição
É a seca acabando meu sertão
E você me matando de saudade.

Pedro Torres

Essa falta de chuva fez o gado
Definhar a procura de alimento
E eu partilho do mesmo sofrimento
Sem a minha princesa do meu lado.
Nada cresce num solo ressecado
A não ser precisão e caridade
Mais meu peito brotou necessidade
De um sereno de amor no coração
É a seca acabando meu sertão
E você me matando de saudade.

Emanoel Marcos Marques.

O destino com suas linhas tortas Fez um dia a gente se esbarrar.

No mote da poetisa Dayane Rocha eu fiz:

Não foi rota traçada pra história
Coração quando quer ninguém domina
Que distância entre nós virou rotina
Mas, não muda a nossa trajetória
Já não vejo nenhuma escapatória
Pro teu beijo eu nunca mais provar
E num abraço apertado afogar
A saudade que abriu suas comportas
O destino com suas linhas tortas
Fez um dia a gente se esbarrar.

Tuas juras de amor de falsidade Simulando amor pra ter carinho

Tuas juras de amor de falsidade
Simulando um amor pra ter carinho
Escondendo da flor o vil espinho
Simplesmente, por uma vaidade
Se havia em teu ser qualquer verdade
Ela estava encoberta pelo lodo
Eu caí nas garras desse engodo
Procurando encontrar uma virtude
Depois quis perdoar-te mas não pude
Pois mentiste pra mim o tempo todo

Pedro Torres

Por faltar-lhe amor na poesia Tu ficaste à beira do caminho

Pra você o meu peito entrou em greve
Foi fechada a fábrica da ilusão
Por faltar a mínima condição
Nossa história de amor terminou breve
Um amor pra ser bom tem que ser leve
Ou padece por falta de carinho
Eu prefiro assim andar sozinho
Que amar por dois é fantasia
Por faltar-lhe amor na poesia
Tu ficaste à beira do caminho

Pedro Torres

Por mais que eu ria e que eu cante Há um quê de tristeza em meu olhar

Por mais que eu ria e que eu cante
Há um quê de tristeza em meu olhar
Que por mais que eu tente me alegrar
Já não dá pra mudar o meu semblante
Lembro muito de você a todo instante
Como fosses o ar que eu respiro
Só queria te olhar e num suspiro
Remover do meu peito toda dor
E sentir novamente o teu calor
Devolvendo a paz que eu preciso

Pedro Torres

Se eu disser que odeio eu to mentindo Quando eu digo que amo é de verdade

No mote da poetisa Dayane Rocha :

Quando eu falo a você de um sentimento
Você pode descrer do que eu lhe digo
Pra falar a verdade eu não consigo
Retirá-la de vez do pensamento
Se eu disser que é você o meu tormento
E o seu nome alimenta uma saudade
É porque já vejo a necessidade
De falar do que eu estou sentindo
Se eu disser que odeio eu to mentido
Quando digo que amo é de verdade.

Cicinho Moura

Eu queria te ter aqui comigo
Pra olhar o luar do meu sertão
Mas agora estas em outro chão
E pra mim isso é mais que um castigo
Eu também queria estar contigo
Tão bonita e tão forte essa amizade
Tu pra mim és bem mais que a beldade
Se quiseres voltar será bem vindo
Se eu disser que odeio eu to mentindo
Quando eu digo que amo é de verdade.

Dayane Rocha

Eu pergunto de tu aos teus amigos
Procurando saber se estás bem
Que a vida no grande vai-e-vem
Faz a gente perder velhos abrigos
Nossos planos de amar já tão antigos
Quase mata a gente de vontade
Se dissesse que não sinto saudade
Mentiria o que eu estou sentindo
Se eu disser que odeio eu to mentindo
Quando eu digo que amo é de verdade

Pedro Torres

Nossos sonhos de fé estando envoltos Realizam nossos melhores anos

Nas certezas da vida não ganhamos
Nada além que mera experiência
Os pilares da nossa existência
São maiores que aquilo que sonhamos
As ideias que nós concretizamos
Valem muito mais que nossos planos
Se a procela da vida em desenganos
Conduzir-nos a mares bem revoltos
Nossos sonhos de fé estando envoltos
Realizam pra nós melhores anos

Pedro Torres

Cavalgando nas asas do destino Eu soltei as rédeas da saudade


Agarravas com força meus cabelos
No galope seguravas pela crina
E o sopro da noite na neblina
Alisava as ondas dos teus pelos
Tu cedias sincera aos meus apelos
Me deixando cheiinho de vontade
Eu ficava sentindo a liberdade
Do teu jeito de amar bem feminino
Cavalgando nas asas do destino
Eu soltei as rédeas da saudade

Pedro Torres

O destino com suas linhas tortas Fez um dia a gente se esbarrar

No mote da poetisa Dayane Rocha eu disse:

Não deu certo o amor entre nós dois
A distância foi o grande empecilho
Que a saudade caminhava sobre o trilho
E deixava nossa história pra depois
Parecíamos até feijão com  arroz
Preto e branco no prato a se abraçar
E do sonho de a gente se amar
Só restou o silêncio em tardes mortas
O destino com suas linhas tortas
Fez um dia a gente se esbarrar

Não pensei que um dia encontraria
Um amor de pessoa como tu
Muito menos que lá no pajeú
Caminhando na rua eu te veria
Que eu fosse conhecer a poesia
Mais bonita que tem teu poemar
Muito menos que um teu abraçar
Me abriria do amor as suas portas
O destino com suas linhas tortas
Fez um dia a gente se encontrar

Pedro Torres

Feliz Natal

Desejo Feliz Natal
Aproveito o ensejo
Estendo o meu desejo
A quem me deseja mal
Porque perdoar, afinal
É dever do cristão
Com Jesus no coração
Paz, amor e harmonia
Fé, saúde, alegria
Eu te desejo, irmão!

Pedro Torres

Pinto pelejando com Lourival..

Pinto disse:

Lourival você é mesmo
Um bamba na cantoria
Pois, tanto tem improviso
Como tem muita teoria
Porém para os companheiros
Lhe falta 'deplomacia'.

Lourival repeliu:

Você tem muita poesia
Como em outro eu nunca vi
Porém o seu português
É fraco pelo que ouvi:
Dizendo o 'deplomacia'
Tire o 'e' e bote 'i'.

Pinto desculpou-se dizendo:

Troquei o 'e' pelo 'i'
Fiz nas letras a mistura
Mas o colega desculpe,
Não é falta de cultura,
Pois tudo isto acontece
A quem não tem dentadura.

Lourival insistente:

Lourival não lhe censura
Por pronunciar assim
Mas se é por falta de dentes
Bote outros de marfim
Pra não errar outra vez
Que vier cantar 'com mim'.

Aí o Cascavel mordeu-se:

Agora eu achei ruim
A frase do meu amigo
Onde foi que você viu
Com mim em vez de comigo?
Eu disse 'deplomacia'
Mas uma dessas não digo.

Grandes poetas!

Jasmim

Adube o seu jardim
Para floridos amores
Pode a rosa das dores
Dê atenção ao jasmim
Regue bem até o fim
Não permita que ciúme
Lhe cause um azedume
Pois essa flor perfumosa
Muito doce, preciosa
Tem delicado perfume.

Pedro Torres

Ninguém dita os meus passos No meu torto caminhar

Ninguém dita os meus passos
No meu torto caminhar
Somente o amor divino
Clareia meu estradar
Vago sozinho à esmo
Carregado por mim mesmo
Buscando me encontrar

Pedro Torres

Se acertei nas decisões O tempo é quem me diz

Nessa escola da vida
Sou um mero aprendiz
Respeitando corações
Eu procuro ser feliz
Se acertei nas decisões
O tempo é quem me diz

Pedro Torres

Papai noel não me deu O presente que eu queria

Eu só queria um abraço
Mas, esse grande velhaco
Não trouxe no seu bisaco
A cura pro meu cansaço
Deixou faltar um pedaço
A banda toda do dia
Meu mundo ficou um breu
Papai noel não me deu
O presente que eu queria

Pedro Torres

Quando mais eu estudo as mulheres Muito mais eu entendo os animais

Meus olhos brilharam junto aos teus
Já não brilham não sei por qual motivo
O meu peito do teu inda é cativo
Eu pergunto porque será meus Deus
Que teus braços não stão mais juntos aos meus
E não queres abraçar-me nunca mais
Se não vais mais dividir teus ais
Antes de estrafegarmos as puderes
Quando mais eu conheço das mulheres
Muito mais eu entendo os animais

Pedro Torres

Porque será que tua presença

Porque será que tua presença
Me assusta e tira a calma
Feito alguém que entra n'alma
Sem precisar pedir licença?

Pedro Torres

Sinto saudade não nego É impossível negar

Sinto saudade não nego
É impossível negar
A lágrima corre na face
Não dá para disfarcar
Que o incêndio dentro do peito
Eu já tentei de todo jeito
Não consegui apagar.

Pedro Torres

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Obrigado meu Deus por ter me feito Nordestino, poeta e cantador!

Já nasci inspirado no ponteio
Nos bordões da viola nordestina
Vendo as serras banhadas de neblina
Com a lua imprensada pelo meio.
Mãe fazendo oração de mão no seio
Numa rede ferindo o armador
Minha boca pagã cheirando a flor
Deslizando no bico do seu peito,
Obrigado meu Deus por ter me feito
Nordestino, poeta e cantador!

Me criei com cuscuz e leite quente,
Jerimum de fazenda e melancia...
Com seis anos de idade eu já sabia
Quantas rimas se usava num repente.
Fui nascido nas mãos da assistente
Na ausência dos olhos do doutor
Mamãe nunca fez sexo sem amor
Papai nunca abriu mão do seu direito
Obrigado meu Deus por ter me feito
Nordestino, poeta e cantador!

Fiz farofa de pão de mucunã,
Me inspirei no velhinho do roçado,
O sertão é o palco esverdeado
Que eu ensaio as canções do amanhã...
Minha artista da seca é acauã,
No inverno, o carão é meu cantor,
Um imbu espremido é meu licor
E um juá eu não dou por um confeito,
Obrigado meu Deus por ter me feito
Nordestino, poeta e cantador!

Minha vida no campo foi liberta
Merendando café com milho assado,
Vendo a lua nas brechas do telhado
E o vento empurrando a porta aberta...
Um jumento me dava a hora certa
Já o galo era o meu despertador,
Meu mingau foi pirão de corredor
E eu cresci gordo e forte desse jeito,
Obrigado meu Deus por ter me feito
Nordestino, poeta e cantador!

João Paraibano

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Os garranchos da tua covardia Arranharam demais meu coração

Tuas juras forjadas já conheço
Não preciso das tuas falsidades
Tu não sabes falar boas verdades
E mentiras eu sei que não mereço
Nem tampouco servirei de adereço
Decorando tua sala de ilusão
Só querias viver uma emoção
No castelo fiel da poesia
Os garranchos da tua covardia
Arranharam demais meu coração

Pedro Torres

Que a fragrância é exclusiva Não dá pra ninguém copiar.

Eu bem sei que os alquimistas
Não conseguem imitar
O cheiro que tem meu corpo
Feito para enfeitiçar
Que a fragrância é exclusiva
Não dá pra ninguém copiar.

Parafrases:

Dirigir um coração
'Ô coisa véa' esquisita
É um cego na direção
Outro bem ruim da vista
E um doido com emoção
Gritando: vai motorista


Pedro Torres

Um crime impossível

Imagine o assassinato
De um amor resistente
Você com pena de pato
Furando o peito da mente
E um juiz estupefato
Te declarando inocente

Um grande amor que invade
Você pensa que assassina
Mas, não cometeria maldade
É o que o direito ensina
Que não há crime na verdade
E nem há lei que o defina

Pedro Torres

Não ter saudade de nada É não ter nada na vida

Antes de haver labuta
Tudo era brincadeira
Pelada, barra-bandeira
E para criança astuta
Tuti-fruti era a fruta
Por todos mais preferida
Com 'pera-uva-maçã' pedida
Quando era a 'namorada'
Não ter saudade de nada
É não ter nada na vida

Pedro Torres

Mote do poeta Zé Filó

O telefone da Tim.

Não quero mais aventuras
Já passei dessa fase
Não interessa mais 'quase'
Ou amores só de juras
Quero afagos, ternuras
Abraço bom de verdade
Que viva sem ter saudade
Por nunca ficar 'distantes'
Quero beijos sufocantes
Não quero amor de metades.

Que seja um complemento
Mas, soma de dois inteiros
Olhares bem verdadeiros
Demonstrando sentimento..
- Mas, espera um momento!
Eu tenho algo assim
Que vive dentro de mim
Espero que ela entenda
Quem sabe, assim, ela atenda
O telefone da Tim.

Pedro Torres

Teu abraço é tão quente e apertado Se eu pudesse nunca mais te soltaria

Aí a poetisa Dayane Rocha deu o mote e eu fiz

Nós passamos um tempo sem se ver
Que a saudade no peito acumulava
E quanto mais tu de mim se afastava
Mais crescia a vontade de te ter
Pros meus braços de novo te envolver
Tanto que, chega a lágrima descia
E quanto mais te apertava tu dizia
Que apertasse com força e demorado
"Teu abraço é tão quente e apertado
Se eu pudesse nunca mais te soltaria"
Teu abraço é tão quente e apertado
Se eu pudesse nunca mais te soltaria

Pedro Torres
Mote: Dayane Rocha

É a Rádio cultura nordestina O pulmão que dá vida a poesia

A Radio Cultura Nordestina Repentista me pediu umas estrofes no mote e fiz:

Repente de viola de montão
Um baião bem tocado pelo ar
É a rádio cultura a divulgar
A riqueza poética do sertão
Os poetas retratam nosso chão
Exaltando beleza todo o dia
E narrando com muita alegria
A Tiquinha na voz bem feminina
É a Rádio cultura nordestina 
O pulmão que dá vida a poesia

Em Belém nasceu Cristo Salvador
E a rádio não esquece de tocar
Conjugando mil formas de amar
Os poetas declamam Seu amor
Vê-se a luz do nosso Senhor
Ser cantada com muita alegria
Difundindo amor na melodia
Que só tem na época natalina
É a Rádio Cultura Nordestina 
O pulmão que dá vida a poesia

Oxigênio da cultura do sertão
Percorrendo nas veias internéticas
Boas doses de sílabas poéticas
Também fazem essa circulação
Se uma dor ferir seu coração
Mais amor a rádio irradia
Se corrente de amor nos contagia
Escutá-lo na rádio é a vacina
Que a Rádio Cultura Nordestina 
É pulmão que dá vida a poesia

Pedro Torres

Galopes

Ali na cabana de alguns pescadores
Olhando a beleza do mato ao redor
Bonitas morenas queimadas de sol
Atentas lhe ouviam cantar seus amores
A brisa soprava com leves rumores
O pinho a gemer e depois a chorar
Aquelas morenas à luz do luar
Me dava a impressão que fossem sereias
Risonhas sentadas nas alvas areias
E ouvindo meus versos na beira do mar

Poeta Dimas Batista, falando da praia de Boa Viagem, em Recife.

A noite caindo, um céu estrelado
Fogueira acesa na beira da praia
Morenas vestindo tomara que caia
No carro tocando o rei Reginaldo
Cantando a vida do Reino Encantado
Onde todos são reis, naquele lugar
E até a lua, vem se encantar
Em dias de sonhos na Ilha querida
Deixando mais leves, os dias da vida
E amor mais doce na beira do mar

Da praia eu falo porque moro nela
Não vim porque quis eu fui obrigado
Deixei meu recanto, um lugar sagrado
Mas um dia eu volto para a cidadela
Que meu coração eu já deixei nela
Só falta o corpo daqui eu levar
Quem sabe alegria um dia encontrar
Que aqui não encontro e não há quem faça
Gostar de zoada e de ar de fumaça
Eu digo cantando da beira do mar

A brisa suave soprando lá fora.
Suave sedenta cheiinha de amores
Não diz do cenário dos breves rumores
Da dor mais doída, do peito que chora
Lágrimas caindo por dentro e por fora
Do fel que azeda o doce de amar
Da triste partida ao se viajar
Formando imagens na minha retina
Eu digo lembrando da minha menina
Cantando galopes na beira do mar

Não posso negar as minhas virtudes
Não guardo rancores, não faço vingança
Não perco a fé eu tenho esperança
Em tempos diversos por vezes tão rudes
Refaço meus versos mudo atitudes
E nos meus sonhos me pego a vagar
Tu bem pertinho pra gente se amar
Com as tuas pernas atadas as minhas
Eu digo fitando as águas marinhas
Sonhando contigo na beira do mar


Eu fui ao japão depois eu voltei
E lá decorei a fala cantada
Daquele povo a língua falada
Escrita rimada tudo eu decorei
Naquele abraço que eu te dei
Eu logo aprendi galope cantar
O que eu queria era só ganhar
Abraço apertado e beijo molhado
E nós rebolando felizes cantando
Fazendo poesias na beira do mar


Pedro Torres

O que seria o amor, Me perguntou um poeta

O que seria o amor,
Me perguntou um poeta
Eu disse: É um querer
Tanto que se completa
A fase negra da vida
Fazendo mais colorida
A primavera secreta.

Pedro Torres

Rasguemos o véu da hipocrisia Declamando de vez nosso tormento.

Um silêncio absurdo se impôs
Onde antes reinava a esperança
Nesse reino sutil uma aliança
Enlaçava o querer de todos dois
Nós deixamos os planos pro depois
O depois nos causou um sofrimento
Mas, não posso deixar tal sentimento
Reservado, ao sabor da poesia
Pois, rasguemos o véu da hipocrisia
Declamando de vez nosso tormento.

Pedro Torres

Eu sigo aprendendo na estrada dos dias

Eu sigo aprendendo na estrada dos dias
Me aquece, apenas, o manto da noite.
Tudo mais é vazio e frio e saudade.

Pedro Torres

Ao poeta João Paraibano para o dia 25.12.2012

Diga lá pro meu poeta
Que eu estarei presente
Que irei muito contente
Participar dessa festa
Pra alegria ser completa
Diga a este soberano
Que antes que finde o ano
Eu quero lhe encontrar
Que é pra eu admirar
Mestre João Paraibano

Quando pega na viola
Fazendo estardalhaço
Com suas cordas de aço
As dores todas consola
Como pássaro na gaiola
Sentindo o penar profundo
No seu versejar fecundo
Encontra na melodia
Um substrato de alegria
Pras dores todas do mundo

Pedro Torres

Tantas pedras jogadas no caminho Mas eu vou precisar na construção

No mote inspirado de fé da poetisa Dayane Rocha eu fiz:

Tantas quedas levei nessa vida
Que eu quase perdi a confiança
Minha alma repleta de esperança
Soluçou de dor por uma ferida
No meu peito feriu sem ter medida
Derrubando paredes da razão
Vez por outra alguém sem coração
No meu peito espetou um espinho
Tantas pedras jogadas no caminho
Mas eu vou precisar na construção

A metade da força vem do alto
Outra vem dos azuis celestiais
Nossos sonhos por vezes tão banais
São tolhidos pela força do incauto
Mas na fé inabalável nunca falto
Nem me sinto jamais estar sozinho
Pois um verso vazio e tão mesquinho
É insosso não salga uma emoção
Mas eu vou precisar na construção
Dessas pedras jogadas no caminho


Pedro Torres

Nós erguemos de vez bandeira branca E juramos amor por toda vida

Nós trocamos segredos no olhar
Numa fala de amor e poesia
Esquecemos do beijo que extasia
Da vontade que existe de se amar
No calor que antecede o abraçar
Nós curamos do peito a ferida
A verdade foi restabelecida
Na conversa sincera e franca
Nós erguemos de vez bandeira branca
E juramos amor por toda vida

Pedro Torres

Nos abraços bem dado por nós dois Cem por cento o meu dia ficaria

Numa conta de amar quase perfeita
Dividimos o tempo na metade
Multiplicamos a nossa vontade
Apuramos do amor toda receita
Mas, a soma ficou quase imperfeita
Na medida exata da poesia
Esquecemos o espaço de um dia
E deixamos o resto pra depois
Nos abraços bem dado por nós dois
Cem por cento o meu dia ficaria

Pedro Torres

Se a saudade aquecesse sem doer Eu morria de amor neste momento

No mote da poetisa Dayane Rocha eu disse:

Descobri nosso cheiro na saudade
Tinha gosto de amor e confiança
Os carinhos trocados na lembrança
Saciavam só um pouco da vontade
Esse misto de dor e de bondade
Revelava nos dois um sentimento
Provocava na mente um pensamento
Nos levando pros braços do querer
Se a saudade aquecesse sem doer
Eu morria de amor neste momento

Pedro Torres

Lida

O que vai sair no verso eu nunca sei
Mas o que poeta sente eu também sinto
Ou talvez isso seja tudo quanto hei
De colher, dos versos que ora consinto
Vou navegando nesse imenso labirinto
Das palavras que em breve escreverei

Pedro Torres

Eu soltei as rédeas da saudade Cavalgando nas asas do destino

A espora o chicote e a perneira
Meu cavalo o chapéu e o gibão
Tudo isso eu carrego com emoção
Quando ao mundo eu vou bater esteira
Dos galopes que eu dou resta poeira
Aboiar onde eu chego é o meu hino
Eu troquei o chocalho pelo sino
É as histórias que conto é de verdade
Eu soltei as rédeas da saudade
Cavalgando nas asas do destino

Poetisa Dayane Rocha

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Espreita.

Assustam-me quem espreita amores
Como se esperasse o fim, na moita.

Sofreres, quereres, dizeres, afazeres
Prazeres, poderes, saberes, doeres...

Aquela tristeza toda se acumulava
Como um refrão de uma música linda

Amores, dores, senhores, doutores
Rancores, sabores, rubores, cinza.

Nada que muito pouco seria
Muito pouco em mim, ainda.

Havia, doía, poesia, rebeldia,
Melodia, vazia, estreita....

Os sopros dos sons sentidos
Dores de dons doíam aos ouvidos.

Orelha, parelha, centelha, vermelha,
Coelha, abelha, na telha, sombria...

E desejos contidos, comigo, ranzinza...
Como se o último fiel restante da seita.

Aproveita, maleita, colheita, espreita
Direita, escorreita, sujeita, fim...

Pedro Torres

Primavera [Flores vermelhas brotaram!]

Chegava enfim o fim doutra primavera
E eu que já cansado da longa espera
Vi surgir uma orquídea dentro de mim

Esperava florido o meu jardim de flores
E, não doída, a ferida das minhas dores
Vi a orquídea brotar de amores

Gastei as rimas pobres para que perecessem
Não queria que singelas as minhas palavras
Parecessem.

Meu peito estava em plena agonia
E eu sentia um peso na consciência
Parecia que a verdade, na inocência,
A vil mentira atroz lhe consumia

Eu te tenho em boa conta
Estás no meu pensamento
E zelo para que não padeça.

Identifica-te tão bem em minhas linhas
Que até parecem, as linhas, um lamento.

Que perfeito que tens tal sentimento
Pois, não sabias que nada sentias
Como se a letras estivessem vazias
De um beijo molhado repleno de poesia.

Eu declaro as tuas curvas
As curvas mais bonitas da natureza
Ah! Orquídea, quanta beleza tem tuas curvas...

Os rios que haviam de águas turvas
Haviam secado, pois não vieram
As chuvas.

Saí, comprei uma cerveja
Mas nem um gosto me satisfaria
Senão teu beijo doce de cereja.

É que eu também via pomares em ti
Via, veria e inda vejo
Tu és meu dia e minha sorte, meu desejo.

Eu te quero, plenamente egoísta,
Um reles humano inveterado, materialista
Desses que a vida lhe dá o que fazer.

O que pensar, o que sentir.. Não!
O que sentir reside no querer,
E senti saudade de ti...

O que explicar do que não se explica?!..
Eu e minha filosofia barata
Queríamos apenas viver..

Eu quero o teu abraço mais doido.
Quero ser tão honesto contigo
Que até minhas mentiras pareceriam verdades
E jamais mentiria pra ti.

Nada aconteceu, e não aconteceria
Pois, nessa primavera ao fim da espera
Uma história de amor, por fim,
Acontecia.

Havia, porém, um senão... (pausa infinda)

Ah se o tempo navegasse como navegam as palavras.
E depois da pausa, teu coração
Pulsasse.

Mais forte e quem sabe ciente,
Desse querer mais lindo da gente
E que ninguém já não percorreria
Que, de amores, a gente morria.

E da carnificina que cometeríamos
Restaram os dias que nos amaríamos
E eu esperando a tua mensagem...

Toda vida, d'ouro!

Pedro Torres


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Orquídea

Essas palavras quase secretas
Que não guardam segredos de nós
Da calma boa, no peito, poeta

Sem degredos que nos alcance
Pois, demasiado perto.
Duma métrica ainda desconhecida
Ou talvez duma rima que somamos.

Das astutas palavras que trocamos
Decorando o enredo de duas vidas
As ditas e as caladas, que amamos.

Do que não carecia ser dito
E silenciamos em nós, mais, bonito.
O pensar-se em vida de amor
Viver o amor, o que dissemos

E tu que te procuravas nestas linhas
E que, talvez, perdesses o sono
E esperavas falar da orquídea, aflita!
Imaginasse a cena...

Da cascata na floresta tropical...
E tu que ouvias o que não estava escrito
No silêncio da noite guardasse teu grito
Da certeza da dúvida que espera
Do ser ou não ser, do conflito.

E tu que querias ouvir da primavera
Preservasse o que há de mais belo
As palavras guardadas, o que não fora dito.

Talvez doesse mais uma medida
Talvez um abraço sanasse as dores
Talvez nós morrêssemos de amores
Certamente, não hesitaríamos...

Um descompasso, uma falta de ritmo
A tristeza que não se achegava
A brisa suave que acalentava

Com pudor quebrou o martelo
Antes que, as pedras, quebrasse.
Antes que a orquídea de amor morresse
Zelou o poeta a flor mais bela.


Pedro Torres

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Todo dia eu recebo uma cobrança Quando vejo o boleto, é da saudade

No mote da poetisa Dayane Rocha eu disse:

Esperando à porta o dia inteiro
Ansioso por ter notícia sua
Vez em quando eu corro até a rua
Por pensar ter chegado o carteiro
De repente, eu percebo o seu cheiro
Num malote vazio até metade
Que outra parte vem cheia de vontade
Carregada da mesma dor-lembrança
Todo dia eu recebo uma cobrança
Quando vejo o boleto, é da saudade

Pedro Torres

Eclipse

Vem o sol depois da lua desfilar
Branca luz de amor, formosa e cheia
Dorme a graça, cai o brilho na teia,
Nasce o dia, a graça vai se deitar

O calor, que o sol no dia incendeia
Se aquieta, esperando ela voltar
Quando amorena-se a luz na candeia
Reflete na luz do brilho lunar

Assim se vão, vivendo a sorte elipse
Revezando-se no nascer do leste
De repente,  ela lhe faz companhia

Ambos passeiam na via celeste
E se encontram, no escuro do dia
Vivendo o amor unidos pelo eclipse.

Pedro Torres

E quando o mundo diz não Deus me carrega nos braços

No mote da poetisa Dayane Rocha eu disse:

Quando a vida esbraveja
Tornando mais dura a lida
Pela estrada comprida
Sigo firme na peleja
A brisa morna bafeja
Com seus mornos mormaços
Não titubeiam meus passos
Nem eu mudo de direção
Pois, quando o mundo diz não
Deus me carrega nos braços

Logo chega aos meus ouvidos
A sua voz macia e lenta
Como se fosse a tormenta
No lago dos meus sentidos
Com mil carinhos tecidos
Reforçando os nossos laços
Corro pros seus abraços
E aqueço o meu coração
E quando o mundo diz não
Deus me carrega nos braços

Assim eu vou caminhando
Com toda fé no caminhar
Sem muita pressa de chegar
Vendo a estrada encurtando
Escuto você chamando
Declamando os nossos traços
Fico mirando os espaços
Pra caber tamanha emoção
Pois, quando o mundo diz não
Deus me carrega nos braços

Pedro Torres

Quero muito dizer que não lhe quero Mas não posso calar meu coração

No mote da poetisa Dayane Rocha nós dissemos:

Essa voz que aqui dentro me devora
Me lembrando pra eu não lhe esquecer
Grita tanto mandando eu ir beber
Uma dose do licor forte de amora
Mas, é fato: se beber 'roendo' chora
E não quero chorar por ilusão
Eu não sei qual dos dois tem a razão
Mas, você me pediu pra ser sincero
Quero muito dizer que não lhe quero
Mas não posso calar meu coração.

Tenho muito amor pra lhe dar (não nego!)
Mas, o meu viver hoje é de dor
Eu bem sei não demora e o amor
Acontece de novo e eu sossego
Sem correr eu não piso nenhum prego
Que só atrasa eu viver essa emoção
Desse jeito eu tento com razão
Esperar o amor que tanto espero
Quero muito dizer que não lhe quero
Mas não posso calar meu coração

Pedro Torres

Arquivei todo amor que recebi
Separei várias pastas de saudade
Cada pasta de amor tinha verdade
Na gaveta do tempo que esqueci
Logo em cima teu nome escrevi
Pra marcar a melhor recordação
Que o passado chegou, pediu perdão
Pra voltar dessa vez sendo sincero
E eu tento dizer que não te quero
Mas não posso calar meu coração.

Poetisa Mariana Véras

Me perguntam eu digo que é mentira
Chego até a ficar com a cara lisa
Imprimi seu retrato na camisa
Dessa roupa o seu rosto ninguém tira
Você quer provocar a minha ira
Ou tentar me acordar dessa ilusão
Perguntando se eu sofro é de paixão
Digo sim, pois mentira eu não tolero
E eu tento dizer que não te quero
Mas não posso calar meu coração.

Poetisa Dayane Rocha

Já não há dia certo e nem há hora
Não me deixa dormir, não há sossego
Todo dia vou e volto é um chamego
É assim desde que tu foste embora
A lembrança aqui dentro bate fora
Bate a porta, toda hora faz alarde
Bate e cobra sem dó e sem piedade
Mas eu nunca pensei fazer mudança
Todo dia eu recebo uma cobrança
Quando vejo o boleto, é da saudade

Poeta Cicinho Moura

Nos perdemos talvez por displicência,
E o que fomos, não somos hoje mais.
Mas o vento que leva também traz
Basta apenas nós termos paciência...
Que eu mesmo na minha consciência
Acredito demais nessa atração,
Que o amor faz pesquisas de intenção
Onde a margem de erro é quase zero
Quero muito dizer que não lhe quero
Mas não posso calar meu coração.

Poeta Dudu Morais

E da boca pra fora eu tudo falo
Que é pra ver se eu vou te esquecendo
Mas enquanto não vai acontecendo
Essa voz não tem grito e eu me calo
A verdade é que sinto muito abalo
Mas eu tento não da muita atenção
E eu vou procurando a direção
Que o caminho me siga e eu venero
E eu tento dizer que não te quero
Mas não posso calar meu coração.

Poeta Hélio Ferreira Lima

O “estupro” maior da poesia

O “estupro” maior da poesia
Acontece freqüente e me afeta,
Quando um débil bancando ser poeta
Não se põe onde ao certo deveria...
Se faltar-me humildade e simpatia
Eu não quero perdão, pode falar...
Merecendo, se alguém me criticar
Que o faça, de forma convincente,
Posso até causar raiva a muita gente
Mas não sou de sentir sem reclamar.

Poeta Lima Júnior

Pegando a deixa de Lima Júnior, filando o verso do poeta eu disse:

- O estupro maior da poesia -
Que se dá, não é no metrificar
Nem tampouco onde rimas colocar
Parecer ser poeta é fantasia
Ser poeta, na alma, é alegria
Se poeta quiser ser aclamado
Eu lhe deixo sutil o meu recado:
Aprender a ter métrica é condição
Para que qualquer um cidadão
Possa ser, um poeta respeitado.

Mas, existe, também outro fator
Importante, que devo lhe falar:
Poesia não é só saber rimar
É sentir na essência de uma flor
O sabor que só sente o beija-flor
E ninguém, além do poeta sente
É poeta, na ânsia, de um repente.
Debicar doce néctar de flores
E diluir nos seus versos  suas dores
De tal forma que dói n'alma da gente

Pedro Torres

Eu gastei toda poesia

Eu gastei toda poesia
Que meu coração guardava
Um amor que dava alegria
Em angústia se transformava
E o tempo longo dos dias
Cada dia lhe espaçava.

Pedro Torres

Pois deus me leva nos braços

Irei seguindo a estrada
Pelas veredas da vida
Aqui e ali sei uma ferida
Irá se abrir na jornada
Sei da longa caminhada
Que existirão percalços
Que com estes pés descalços
Posso pisar em espinho
Mas, não estarei sozinho
Pois deus me leva nos braços

Pedro Torres

Eu fiquei intrigado

Eu fiquei intrigado
Porque eu nada senti
Quando li seu recado
E logo me apercebi
Que não havia lhe amado
Pois eu já lhe esqueci!

Pedro Torres

Caso de amor fingido

Caso de amor fingido
Que não é de verdade
Não faz peito ferido
Nem alimenta saudade

Pedro Torres

PAPAI NOEL E O MENINO DE RUA!!!

A gente passa o ano inteiro de labutas e incertezas. No período que povoam as esperanças natalinas, o coração não resite às concretudes da vida ante o espírito de amor fraterno que nos abraça.

O poeta, ser sensível dos mundos, traduz em poucos segundos, o que às vezes é invisível. A dor de uma criança faminta, os desmantelos do mundo, a graça de uma criança, sorrindo com esperança, um descorado de tinta, que um poeta pinta, na força que lhe conduz.

Assim, o poeta Carlos Aires, nos presenteia com uma reflexão verdadeira e profunda de uma dessas situações de mundo que não cabem em nós todos os dias pretéritos, mas, auxiliam-nos a compreender uma posição e assumir responsabilidades para os dias que seguem adiante.

Pedro Torres

Papai Noel e o Menino do Rua:

Sou um menino de rua
Que vivo pedindo esmola
Um pivete, trombadinha.
Moleque que cheira cola.
Vivo uma vida maldita
Em mim ninguém acredita
Nem sequer me dão ouvidos.
Sou malfadado sem sorte
Vivo entre a vida e a morte
No mundo dos excluídos.

Perambulando nas ruas
Numa loja eu adentrei
Papai Noel ali estava
Eu dele me aproximei
E lhe perguntei assim
Tem um presente pra mim
Que vivo em desesperança?
E antes que ouvisse as respostas
Senti um toque nas costas
Era a mão de um segurança.

Foi logo me perguntando
Estás querendo roubar?
Não vê que aqui não te cabe
Nem é esse o teu lugar
Seu esmolambado e roto.
Vá remexer no esgoto
Ou nas lixeiras da praça.
Vai cuidar da tua vida
Caçar restos de comida
Pra fome que te ameaça.

Eu falei assim: seu guarda!
É tão cruel minha vida
Não tenho lar nem parentes
A minha infância é perdida
Vivo assustado com medo
Nunca possui brinquedo
Nem outro divertimento
Só aflições e torturas
Mágoas, lamentos, agruras.
Vivo um viver violento.

Porém se aqui eu entrei
Não foi pra nada roubar
Foi pra ver se o bom velhinho
Poderia me explicar
Numas frações de segundos.
Porque existem dois mundos
Com tantas diversidades
Num há fartura e riquezas
Noutro miséria e pobrezas
Porque as desigualdades?

E queria convidá-lo
Pra sair nas madrugadas
Pra ver a situação
Dos que vivem nas calçadas
Na miséria e infelizes
Se amparando nas marquises
Em completo desabrigo
Sendo marginalizado.
O que fizeram de errado
Pra sofrer esse castigo?

Já que o senhor bem conhece
O orbe dos abastados
Venha conhecer também
O mundo dos favelados
Aonde a pobreza impera
Porém a fé prolifera
E em Deus se tem confiança
Sofrem-se necessidades
Passam-se dificuldades
Mas, se cultiva a esperança.

Nós, as crianças carentes.
Temos momentos tristonhos
Mas, isso não nos impede
De também ter nossos sonhos.
Ver em breve outros Natais
Com as camadas sociais
Na maior felicidade
Numa ampla e farta mesa
Juntos, pobreza e riqueza
Compartilhando a igualdade.

Pense bem papai Noel
E mude os trajetos seus
Se nenhum bem possuímos
Mas, somos filhos de Deus.
E no Natal de Jesus
Traga um alento, uma luz
P'raquele que nada tem.
Pois nos Natais com refino
Mesmo Jesus pequenino
Não é lembrado também.


Que na noite natalina
Entre nas mansões bonitas
Mas vá também aos barracos
Mocambos e palafitas
Assim nas suas andanças
Vá semeando bonanças
Das maneiras mais sutis
Nas humildes moradias
Vá enchendo de alegrias
Os corações infantis


Poeta Carlos Aires
11/12/2012

domingo, 9 de dezembro de 2012

Amizade às 11

Poeta, não sei de que mal padeces
Pode ser que sofras de fingimento
Mas, a tinta dos anos no tingimento
Pinta de branco os teus alicerces
Do fel que azedava, tu te esqueces
E já não azeda teus dias risonhos
Pesadelos sombrios, dias tristonhos
Tardes de angústia, noites sem graça
O sol que se esconde, o tempo que passa
Já não mais roubam os teus lindos sonhos

Não queiras, portanto, agir dessa forma
Falando de mim, assim, pelas costas
Falarem de ti, eu sei que não gostas
Não fugir da regra, essa é a norma
Senão num pilantra tu se transforma'
Eu sei que não lhe apraz este proceder
Mas se canalha não queres parecer
Faz como eu faço, lhe chamo de amigo
Se aperto a mão do meu jeito antigo
É a bem da verdade, e é pra valer

Assim, nobilíssimo companheiro,
Escrevo falando do meu coração
Abraço fraterno, aperto de mão
Num texto sincero, bem verdadeiro
Não tenho fortuna, não penso em dinheiro
Pois sei amizade é coisa sem preço
Vem ser meu amigo, porque te mereço
Dá cá um abraço, faz fé no abrigo
Atemos o nó, reforcemos laço
Coisas passadas pereçam no abraço
E, de mãos dadas, tu segues comigo.

Pedro Torres

sábado, 8 de dezembro de 2012

Orquídea

Alimentava uma orquídea
Que por desvelo murchou
No quintal da esperança
Onde o poeta plantou
Por faltar cuidado certo
Da raiz fez-se deserto
Morreu de sede e secou

Pedro Torres

Parece Deus fotografar Com a 'Kodak' do céu


Ouvindo o relato da poetisa Rayane Brito de uma chuva benfazeja no solo de Tabira, eu disse:

Às seis horas no sertão
Matuto faz sua prece:
'- Se esse teu filho merece,
Joga uma chuva no chão?!'
Pede ao Deus da criação.
Enquanto veste o chapéu
O trovão descobre o véu
Depois de relampejar
Poê-se Deus fotografar
Com a 'Kodak' do céu

Pedro Torres

Isso é sina de poeta andarilho Que no mundo vagueia sonhador

Vestido azul de botões dourados
Um perfume cheiroso pela praça
Um sorriso opaco e sem graça
E os olhos coloridos, bem rosados
Cabelos, pelo vento, penteados
Compunham o cenário de uma dor
O cabelo pintado doutra cor
E a foto espalhando todo brilho
Isso é sina de poeta andarilho
Que pelo mundo vagueia sonhador

Pedro Torres

Dorme junto aos teus pés o meu ciúme Enjeitado e faminto como um cão

No mote do poeta Cancão eu disse:

Seu andar tão fagueiro e provocante
É o remédio pra todas minhas dores
E seu cheiro imitado pelas flores
Me perfuma num sonho inebriante
Ee sse brilho nos olhos, radiante
Noutros olhos, assim não, acharão
No sorriso infiel da multidão
Quando passa exalando o seu perfume
Dorme junto aos teus pés o meu ciúme
Enjeitado e faminto como um cão

E o gingado no corpo que ela faz,
Quando anda em desfile pela praça?!
Com sorriso no rosto, toda graça
Parecendo que o vento corre atrás
E  tentando roubar a minha paz
Protuberes que saltam ao coração
Como pássaros retidos num alçapão
E a gaiola mostrando esse volume
Dorme junto aos teus pés o meu ciúme
Enjeitado e faminto como um cão

Vou ao banco, amor,  eu logo volto!
Diz-me ela, ao cumprir seus afazeres
Mas, o tempo infeliz dos desprazeres
Faz pirraça e ligeiro eu me revolto
Quando volta, um sorriso eu logo solto
Comemoro a alegria ao coração
Ela ri e eu perco a razão
Pelo brilho do olhar por todo lume
Dorme junto aos teus pés o meu ciúme
Enjeitado e faminto como um cão

Pedro Torres

Se eu pudesse encontrar quem mais amei Livraria da dor meu Coração!

No embalo que o poeta Cicinho Moura pegou no verso do poeta Ozéas Fabrício eu imaginei:

Visitei certo dia a rua antiga
Procurando encontrar a casa dela
Perguntei a quem lá morava nela
Se sabia onde anda minha 'amiga'
No CD que tocava uma cantiga
E a resposta da mulher do casarão
Era cantada ao som da Legião.
'Ela não mora mais aqui', escutei
Se eu pudesse encontrar quem mais amei 
Livraria da dor meu Coração!

Pedro Torres

A parte destacada no verso diz da Letra da Legião Urbana da Música Acrilic on Canvas

Às vezes é difícil esquecer:
"Sinto muito, ela não mora mais aqui"
Mas então, por que eu finjo
Que acredito no que invento?
Nada disso aconteceu assim
Não foi desse jeito
Ninguém sofreu
É só você que me provoca essa saudade vazia
Tentando pintar essas flores com o nome
De "amor-perfeito"
E "não-te-esqueças-de-mim"

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Das saudades

Uma saudade dói mais que duas.

Pedro Torres

Tenho ainda em mim o que ficou

Tenho ainda em mim o que ficou
Tua ausência inundando as retinas
O frescor da brisa das campinas
Aonde em sonhos, às vezes, eu vou
Pra sentir o cheiro que você deixou
Perfumando de amor o ambiente
Eu não sinto mais, infelizmente
Tal um frasco de perfume vazio
Ou cobertor que não aquece o frio
E só maltrata o coração da gente.

Pedro Torres

Se tu quiseres...

Se tu quiseres vir, vem e traz contigo
Todo teu cheiro que perfuma tanto
Traz-me teu riso, traz também  o pranto
E eu te acolho no meu ombro amigo
Traz a tua sede e vem brindar comigo
E bebamos daquela mesma bebida
Ébrios, nós rimos da fera vencida
E trocamos olhares, nos apaixonamos
E em pulsos pares depois nos amamos
E damos um trago bem doce de vida

Pedro Torres

D'outrora

Dá-me uma folha de papel em branco,
Quero escrever-te o soneto!
Não, não é o melhor verso que arranco
Ou escrevo com o tinteiro preto!

Vem! Falar-te-ei algo antigo, quase obsoleto
Da valsa interrompida no solavanco
Da vida desprendida em um barranco
Da nossa dança prometida no coreto...

Que fique bem claro: todo meu encanto!
Todo o descontentamento; o meu pranto
Toda tua ausência, toda a dor.

Todas as juras, nosso sentimento
Remanescidas daquele momento
Rabiscadas em um soneto de amor

Pedro Torres

Metade de verso.

Nada existe de certo entre nós dois
Mas se tudo depende do depois
O depois que de tudo se encarregue
Tentarei suportar que o tempo passe
Na esperança que o próprio tempo trace
Um caminho que a gente inda não segue

Pedro Torres

Coração de poeta

Coração de poeta
É feito fogão a lenha
Se a chama é repleta
E ele a ela se atenha
Abanando a brasa certa
Não há gelo que detenha

Pedro Torres

Acordei amando mais

Acordei amando mais
Que eu pensava possível
Não esperava jamais
Que um sorriso indefinível
Fosse remover meus ais
De um jeito tão incrível

Pedro Torres

Contínuo

Tudo é beleza na alma do poeta
Dor e amor lhe servem à inspiração
Sua essência de pessoa inquieta
Rende a ele esta singela condição

Desde o despudor em ebulição
Até sua desventura mais secreta
Tudo isso em perfeita comunhão
Fundam sua poesia concreta

Mas, há qualquer coisa que lhe cabe
Que em seu íntimo poeta desabe
Algo que faz morada na su'alma

Um riso, um afago que lhe apraz
Dias perfeitos, quando a luz traz
Um tanto de ventura e lhe acalma

Pedro Torres

Da regra

Quando uma mulher, do nada, mudar de humor e conseguir deixar você biruta lembre-se da regra!

Pedro Torres

Dos nós

Se a força é pouca o nó desata, se for muita, a corda arrebenta. Equilíbrio, isso que deves buscar para atar as coisas boas da vida.

Pedro Tores

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O cheiro de chuva trás Esperança ao sertanejo

No mote do poeta Josemar Rabelo eu disse:

Vendo céu todo nublado
Ameaçando chover
Antes do anoitecer
Para deixar chão molhado
Na varanda sentado
Antecipando o desejo
Sonha com o gotejo
Que um pingo torado faz
O cheiro de chuva trás
Esperança ao sertanejo

Logo o mundo silencia
Relâmpago risca o norte
Matuto pensa na sorte
De chegada a invernia
Uma rã faz cantoria
Tocando seu realejo
De repente, num lampejo
Toda mágoa se desfaz
O cheiro de chuva trás
Esperança ao sertanejo

No terreiro, um menino
Brinca fazendo algazarra
'Mangando' duma cigarra
Que já cumpriu seu destino
Quando um cheiro repentino
Incendeia o vilarejo
O céu todo em festejo
Manda um recado de paz
O cheiro de chuva trás
Esperança ao sertanejo

Nuvem cinza carregada
Se arrastando no céu
Romeiro pega o chapéu
Pra depois pegar estrada
Leva também a enxada
Pra abençoar no cortejo
Antes de ouvir o despejo
De uma chuva eficaz
O cheiro de chuva trás
Esperança ao sertanejo

Pedro Torres

Não me venha depois pedir amor Nem me traga um passado arrependido

Eu fiz por nós tudo quanto podia
Te dei abraços, aconchego, aninho
Minha presença, beijos, carinho
Te dei afeto, risos, minha alegria
Até declamei nosso romance em poesia
De amor, baixinho, falei no teu ouvido
Tudo quanto eu fiz, foi tudo perdido
Hoje tenho o meu peito entristecido
Por receber de você somente dor
Não me venha depois pedir amor
Nem me traga um passado arrependido

Pedro Torres

Um coração não vive Dois amores duma vez

Um coração não vive
Dois amores duma vez
Mas, você com um talvez
Pôs nosso amor em declive.
Te perguntei, inclusive
Se durante uma 'ausência'
Tu terias a indecência
De viver outro romance
E você disse: 'tem chance!'
Pondo fim a permanência.

Pedro Torres

O sol e a lua

O que eu posso fazer
Se uma única palavra tua
Muda todo rumo da prosa
Assim, como o sol e a lua
Em sua via dolorosa
No dia a luz mais saudosa.
Que a noite lhe perpetua.

Pedro Torres

Partiu! Partiu, o poeta!

Partiu! Partiu, o poeta!
Partiu para bem distante
Que seu coração errante
Partiu antes nessa meta
Ele, que do verso asceta
Vivendo pro seu fabrico
No versejar mais pudico
Que sua dor só mascara
Longe da turba ignara
Pelo oceano pacífico

Pedro Torres

A dor que mais dói na gente

A dor que mais dói na gente
Depois que um amor se finda
E lembrar que existe ainda
Um malassombro na mente
Esse fantasma displicente
Que insiste em nos rodear
Roubando todo nosso ar
Também roubando o riso
Vou-me embora, pois preciso
Dessa dor me exorcizar

Pedro Torres

Talvez, voltar a ser feliz!

Vou-me embora pr'outro país
Aqui não fico mais um segundo
Nem que vague a esmo no mundo
Bem longe desse lugar infeliz.
É o que meu coração me diz
E, siga sempre seu coração
É o que diz outra oração
Quem sabe em outra cidade
Possa esquecer-me da saudade
E voltar a ser feliz!?

Pedro Torres

Uma dor bem doída

Essa dor, desse jeito
Deixa minh'alma sedenta
Abre comportas no peito
Que quase lhe arrebenta.

Pedro Torres

Você pode pedir pra eu me afastar Só não pode obrigar-me a te esquecer

Nosso sonho de amor não foi só sonho
Foi a mais bonita realidade
Doeu em nós imensamente, na verdade.
Hoje dói muito mais, pois é tristonho.
Ser amigos pra sempre eu te proponho
Porque a vida fez eu te conhecer
E, sei lá, mesmo sem eu te merecer
O que sinto é amor, não vou negar
Você pode pedir pra eu me afastar 
Só não pode obrigar-me a te esquecer

Pedro Torres

Não sei de quem é o mote.

Dores desiguais

Se são dores desiguais
E senti mais que sentiste
Eu bem sei que tu mentiste
Ao dizer-me: 'eu amo mais'...
Tu confundiste os sinais
Pelo calor da emoção
Que queimadura de paixão
Dói mais, mas, logo passa
Pois, fogo que tem fumaça
Tem mais fácil combustão

Pedro Torres

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Sejamos sempre amor.

Quando você sente raiva de alguém, basta se afastar, mas, e quando esse alguém é você mesmo, ou alguém que invade teus pensamentos e sonhos?

Pensa melhor então, pode não ser exatamente raiva o que você está sentindo. Talvez, algo bem maior que raiva, como amor.

Também pode ser apenas saudade, mas, se tá dentro de você a distância não existe, saudade também não é, logo, você tá 'fudido'.

Nada melhor que uma conversa franca, sincera, sem remorso ou mágoa, para tudo se aquietar da melhor forma.

O que é bonito deve ser preservado, sob pena de se transformar numa feiura insuportável, pois, consequência indissociável dos teus atos.

Boas lembranças podem alimentar bons sentimentos, mas, basta desrespeitar toda a entrega verdadeira, para azedar o que está no seu íntimo...

Uma ferida feita dessa forma, após aquele encantamento de antes, também é insuportável, como um rio lodoso alimentado por águas turvas.

Seja, pois, sábio e respeitoso com a sua essência, e converta seu amor em um amor ainda maior. Amores não findam, ajustam-se aos desejos.

A dor será apenas a do desejo contido, mas, o amor que houver irá converter essa dor em paz, calma e sentimentos fraternos...

Sejamos, pois, sempre amor.

Pedro Torres

Lamentos II

Não, não lamentes, pois, nada perdeste!
Nós não perdemos o que nós plantamos
E com amor no coração nós cultivamos
Pois, não reclames da vida o que recebeste

Se o que havia entre nós tu esqueceste
E não zelaste pelo que nós sonhamos
Se em um pesadelo nós dois acordamos
Acordar deste sonho tu o mereceste

Diria-te ainda de mim uma última frase
Perto de tudo, no meio de algo, longe do quase
Não foi bem aquilo que queríamos estar

Restou, antes de tudo, somente vontades
De dividirmos o tempo em duas metades
Pra depois, na soma, as duas metades juntar.

Pedro Torres

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Lamentos I

Não vida, não vou contra teus argumentos!
Se me privas assim de certa felicidade
Deves ter lá os teus motivos, ou lamentos
Para plantar sofrimento com tanta intensidade

Sei que te amei, e foi divino, de verdade
Mas, não pretendo colher desapontamentos
Que venham a ferir-me por toda imensidade
Depois de sufocares os nossos sentimentos

Antecipaste a morte do que mal nascera
Um sonho lindo de amor que acontecera
Enquanto éramos felizes sem nem saber

Corri então pro meu velho esconderijo
Pras letras gélidas das linhas que redijo
Sem esperar, para não te ver adormecer.

...Novamente.

Pedro Torres

Solução de continuidade

O nosso amor sofreu
Solução de continuidade
Muito cedo ele nasceu
Vivendo noutra cidade
Mais cedo ainda morreu
Sufocado na saudade.

Pedro Torres

Nós cegos

O tempo, fiel desatador de nós
Não desatou o nó entre nós dois
Deixamos tudo para tempos depois
Bem antes de depois ficarmos sós
Fizemos as cordas com os lençóis
Que nós sequer chegamos a sujar
Na cama macia de a gente se amar
Guardamos a noite, acordamos o dia
Elamos os nós com tanta poesia
Que nada no mundo o fez desatar

Pedro torres

Soneto da despedida

Imagine narrar uma cena de amor
Sem se falar das cenas que viveu
Se o abraço sentiu, se tudo valeu
E guardar seu nome com todo pudor

Sem descrever tudo o que aconteceu
Da manhã chuvosa, do cheiro da flor
Do caminho da volta, do perfume seu
Das pedras no caminho, de toda a dor

Da lua tingida de azul escarlate
Dos pingos de chuva fazendo sua parte
Do abraço forte, do beijo que arde

Do frescor da brisa soprando suave
Da entrega sutil da tranca à chave
Das cálidas cenas daquela tarde

Pedro Torres

Abra as portas do rio são francisco Mate a sede do povo do sertão

No mote do poeta Valdir Teles eu imaginei:

Perdoem-me senhores, a minha crítica!
Mas, esta seca já passou dos limites!
Enquanto sobra ação para as elites
O nordeste não vê espaço na política.
No mapa da nação geopolítica
Ninguém atura mais promessa de eleição
President(a), deixe dessa enrolação
Que sertão não escapa com chuvisco
Abra as portas do rio são francisco
Mate a sede do povo do sertão

E o bispo que fez greve de fome,
Por onde anda, o que é feito dele?
Que eu queria tanto propor a ele
Pra fazer greve de sede no abdome
Que sem nada pra comer, ninguém come
Mas, se falta água p’rum cidadão
O juízo seu lhe faz tanta pressão
Que fica manso o sujeito mais arisco
Abra as portas do Rio São Francisco
Mate a sede do povo do sertão

Pedro Torres

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Nesse circo da vida eu sou palhaço

Nesse circo da vida eu sou palhaço
Provocando sorrisos na plateia
Precipitado de quereres na bateia
Garimpados de sonhos qu'eu mesmo braço
O meu sorriso aberto faz o laço
Amarrando saudade nos momentos
Feito quereres em leves sedimentos
Aglomerados de planos pro futuro
Todos eles reunidos num monturo
Espalhados nesse mundo pelos ventos

Pedro Torres

Só canta galopes na beira do mar

Não busque o fel, não fuja da raia
Que aqui não persiste coisíssima alguma
Que diga qualquer coisa da espuma
Das ondas gentis quebrando na praia
Do coco de roda, rodado de saia
Do doce mais doce do doce de amar
E quando a vida quiser lhe abraçar
Estenda seus braços que ela se balança
Pois vida ungida na dura quebrança
Só canta galopes na beira do mar

A lua surgindo, um céu estrelado
Com ventos alísios alisando pelos
A chuva caindo molhando cabelos
Da linda morena de pelo dourado
A festa da vida no seu rebolado
Com tanta alegria no seu rebolar
Que até parece amor quer deixar
Poeta contente quando lhe abraça
E fogueira acesa fazendo fumaça
Cantando galopes na beira do mar

Pedro Torres

Peço a Deus que me mande outra vida Pra eu gastar sentindo esta mesma dor

Eu não devo culpar a tua pouca idade
Ou estes teus medos por vezes infantis
Mas, algumas palavras cruéis e tão vis
De pessoas que só vivem da maldade
É fato que vou sentir muita saudade
Também é fato que 'distância cura amor'
Já dizia Cervantes o grande professor
E, se o tempo não curar essa ferida
Peço a Deus que me mande outra vida
Pra eu gastar sentindo esta mesma dor

Pedro Torres

Na ação do tempo fui condenado À pena perpétua de saudade

Julgado sem direito defensor
Fui banido do país do coração
As juras que juraste com emoção
Foi carrasco cruel de um amor
E o tempo, nosso fiel promotor
Não teve nem dó, nem piedade
E sem fundamentos de idade
Fez o fim do amor ser decretado
Na ação do tempo fui condenado
À pena perpétua de saudade

Pedro Torres

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Você não muda o mundo mudando apenas as suas palavras, mas, as atitudes.

Você não muda o mundo mudando apenas as suas palavras, mas, as atitudes.

Pedro Torres

Dos liderados

Os líderes não carecem ordenar aos seus seguidores que nada façam, estes, são a representação daqueles.

Pedro Torres

Explicar o inexplicável não é tarefa das mais fáceis.

Explicar o inexplicável não é tarefa das mais fáceis.

Pedro Torres

Os olhos dessa menina

Os olhos dessa menina
Parecem dois diamantes
Como uma aurora matutina
Com dois sóis bem radiantes.

Pedro Torres

Desrespeito maior

Quem não defende o seu direito de lutar pelo que você acredita, desrespeita-lhe no que há de mais sagrado no ser humano: A capacidade de pensar e agir conforme o próprio entendimento.

Pedro Torres

Quem se atém a um só hoje e um só amanhã, não goza do melhor presente.

Quem se atém a um só hoje e um só amanhã, não goza do melhor presente.

Pedro Torres

Um povo que não conhece a história, vez por outra, reconduz ao poder os tiranos.

 Um povo que não conhece a história, vez por outra, reconduz ao poder os tiranos.

Pedro Torres

Se você não consegue tirar do coração retire, ao menos, o retrato da parede.

Se você não consegue tirar do coração retire, ao menos, o retrato da parede.

Pedro Torres

Quem mente, ou ignora a verdade ou comete maldade.

Quem mente, ou ignora a verdade ou comete maldade.

Pedro Torres

Não se aprende errando, mas, com os erros.

Não se aprende errando, mas, com os erros.

Pedro Torres

Tudo se conquista na guerra, menos, a razão.

Tudo se conquista na guerra, menos, a razão.

Pedro Torres

Em você há um Deus maior que os seus medos. Desperte-o!

Em você há um Deus maior que os seus medos. Desperte-o!

Pedro Torres

Quando você começar a sentir medo de amar de novo: Já era!

Quando você começar a sentir medo de amar de novo: Já era!

Pedro Torres

Encha-se de cansaço para os dias de descanso.

Encha-se de cansaço para os dias de descanso.

Pedro Torres

O poder público no Brasil é um dos menos públicos do mundo.

O poder público no Brasil é um dos menos públicos do mundo. 

Pedro Torres

Seja o que a vida te ofertar que aconteça o melhor, se não, colhe um aprendizado. Nada é perdido quando você se dá ao que seu coração manda.

Seja o que a vida te ofertar que aconteça o melhor, se não, colhe um aprendizado. Nada é perdido quando você se dá ao que seu coração manda.

Pedro Torres

Nada mais inútil que um pensamento fazer morada na mente de um alienado.

Nada mais inútil que um pensamento fazer morada na mente de um alienado.

Pedro Torres

Amanhã é primavera

Amanhã é primavera
Tempo de florir de novo
Que a dor somente é fera
Se não brotar o renovo.

Pedro Torres

Nunca solte a mão da verdade, você pode se perder no caminho das virtudes.

Nunca solte a mão da verdade, você pode se perder no caminho das virtudes.

Pedro Torres

A carapuça das verdades é tamanho único, e universal.

A carapuça das verdades é tamanho único, e universal.

Pedro Torres

A Lei que lhe abraça é a mesma que lhe apedreja.

A Lei que lhe abraça é a mesma que lhe apedreja.

Pedro Torres

Gosto de provocar o incauto para que se aperceba de sua insensatez.

Gosto de provocar o incauto para que se aperceba de sua insensatez.

Pedro Torres

Tem gente que quando lê Frases pelo Facebook


Tem gente que quando lê
Frases pelo Facebook
Faz careta, dá um look
Como se fosse ferver
Mas nem tudo é pra você
Coisas que o povo posta:
'Vá pra merda', 'coma bosta',
'Boto canga', 'dou-lhe pisa'!
E reforce o cós da camisa
Se de pancada não gosta

Pedro Torres

Se te faltarem argumentos, apela à gramática, última instância dos desenganados.

Se te faltarem argumentos, apela à gramática, última instância dos desenganados.

Pedro Torres

Livre é o povo cuja liberdade não carece da outorga!

Livre é o povo cuja liberdade não carece da outorga!

Pedro Torres

Cachorro morto


- Eu ia andando no mato. Tive medo de uma sombra horrorosa e atirei no monstro. Mas, era apenas um cachorro morto. Não sei o que me levou a confundir um cachorro morto com um monstro. Não uso drogas de nenhuma espécie, então, é mais provável que tenha sido algo relacionado ao cheiro. Confundi o cheiro da carniça com o fedor do enxofre. Senti muito medo, e atirei. Não vejo outra explicação, só pode ter sido isso, pois, foi assim que se deu.

- Depois, já refeito do medo, percebi que era apenas um cachorro do mato, daqueles vagabundos da minha terra: um boca-preta.

Pedro Torres

É que a beleza mora, não na erudição, mas, na sinceridade das palavras.

É que a beleza mora, não na erudição, mas, na sinceridade das palavras.

Pedro Torres

São nas noites mais escuras que vemos mais estrelas no céu.

São nas noites mais escuras que vemos mais estrelas no céu.

Pedro Torres

A vingança natural da gravidade

Pior que cuspir no prato que comeu é voltar a comer no prato que cuspiu.

Pedro Torres

É tanto papa no julgamento do mensalão que as reuniões do Supremo deveriam ser chamadas de Conclave.

É tanto papa no julgamento do mensalão que as reuniões do Supremo deveriam ser chamadas de Conclave.

Pedro Torres

Amigo é feito muriçoca: Não precisa chamar!

Amigo é feito muriçoca: Não precisa chamar!

Pedro Torres

A flores brotam mais belas quando o solo é cultivado com entusiasmo.

A flores brotam mais belas quando o solo é cultivado com entusiasmo.

Pedro Torres

Se quiser 'chutar o pau da barraca' certifique-se, antes, de não estar debaixo da barraca.

Se quiseres 'chutar o pau da barraca' certifica-se, antes, de não estar debaixo da barraca.

Pedro Torres

Cada parte de um sonho estilhaçado é também parte de um recomeço. Cate os caquinhos!

Cada parte de um sonho estilhaçado é também parte de um recomeço. Cate os caquinhos!

Pedro Torres

Nada é mais volátil que um partido de honestos.

Nada é mais volátil que um partido de honestos.

Pedro Torres

Quando o mundo desafiar a sua inteligência, seja inteligente e finja-se de estúpido!

Quando o mundo desafiar a sua inteligência, seja inteligente e finja-se de estúpido!

Pedro Torres

A menina que cultivava um cacto.

A menina que cultivava um cacto.