sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Sorriso

É preciso o sangue de nossos pés
Regue o caminho por onde andarmos
Pisando-o bravamente,
Por sobre espinhos, e até...
Inocentemente, que um irmão.
Pisasse-se das flores ali surgidas
E nada se violasse àquele arbusto.
Caminhais, pois em frente e adiante.
Sejais, pois pioneiro e rasga a carne.
Deixa-a exposta a teus inimigos
Em plena luz do dia e espera
A dor é menor do que parece
O que lhe é ofertado perece
É que de adubo servirá aos entes
Mas como nada lhes fez contentes
Não fica nessa terra em prejuízo
Aquele que tiver um reles juízo
Porá na boca para brilhar teus dentes
Um insustentável e incompreensível sorriso...

Pedro Torres

Pranto

Ninguém pergunta da minha dor
Mas, pra que preciso que alguém o faça.
Se somente eu chorarei o meu pranto
Uma a uma as minhas lágrimas...

Não! Não dou a ninguém, pois,
Quem não me fez Feliz antes.
Fico quieto no meu canto
E cozo todo meu amargor.

Delicio-me sozinho com minha dor
Compraz-me a companhia do silêncio
Porque a tormenta atormenta-me melhor
E de nada mais poderei saber do amor

Pedro Torres