terça-feira, 17 de agosto de 2010

Mudança

Vivendo cá no Sertão
Faço verso mais bem feito
Sai tudo bem mais rimado
Parecendo que a rima
Veio morar do meu lado
Fazendo força no peito

Pedro Torres

domingo, 8 de agosto de 2010

Teus vinte anos e tua beleza

Essas vinte primaveras que te cercam
Te coroam de amor, de paz e luz
És linda, és meiga, porém só te disfarças
Por não saberes a beleza que possuis

Tuas vinte primaveras, vinte flores
Te perfumam, te beijam, te rodeiam
Não descobres a meiguice que tu tens
Porque os céus de amor te encandeiam

Teus vinte anos te deram mil encantos
Os teus olhos, teus sorrisos divinais
O coração que sentir o teu amor
Pulsa tanto que chora e se desfaz

Se tu tens atrativos de uma flor
És das flores a flor mais invejada
Se teus anos te fizeram como flor
És também flor entre as flores misturada

As aragens são tuas portadoras
As densas brumas te servem como véu
Te apresentas como linda patativa
Das gaiolas de luz que há no céu

Vestal linda dos templos de Diana
Parnasiana de sublime inspiração
Rainha amada das fontes de Castália
Dourado cisne do País do Coração

João Batista de Siqueira, Cancão.
Gentilmente enviado pelo organizador do livro Palavras ao Penilúnio, do escritor e poeta Lindoaldo Vieira.

"O livro pode ser adquirido nos endereços eletrônicos acima, no endereço do organizador Lindoaldo Vieira Campos Júnior (lvcamposjunior@hotmail.com), ou no Box Sertanejo (81 - 3446-8596), dentro do Mercado da Madalena."

Fonte: Interpoética

http://www.interpoetica.com/

Explêndido livro!

Pedro Torres

Aniversariante

Hoje, tua primavera e esse teu colorido.
Da parte da vida, o por viver e o já vivido
Os tantos outros planos e um dia ensolarado!...
Que estarei sempre amor, do teu lado.

Teu aniversário e restaram somente
Estilhaços dos sonhos da criança,
Os raros bons momentos na lembrança
De um viver-se feliz, eternamente...

Lembra-te de tudo quanto se esquece,
E do que a gente não esquece mais.
Da alegria que você merece...
Que hoje é também dia dos pais.

Mas, sou é poeta, vivo do exagero.
Já mandei avisar até no estrangeiro
Que hoje é festa no mundo inteiro!
Acaba-se o poema, fica teu cheiro...

(08 de agosto de 2010)

Pedro Torres

MARCAS

O ponteiro da saudade
Arranhou meu coração.


(Mote de Bira Marcolino)


As torres da minha infância
Já se perderam de vista
Uma nuvem saudosista
Aumenta mais minha ânsia
Com tamanha relevância
Que em tal situação
Vou buscar na oração
Cura pra senilidade
O ponteiro da saudade
Arranhou meu coração.

A minha mente inda guarda
As imagens do passado
Do meu sertão adorado
Que ficou na retaguarda
Cabeleira, outrora parda,
Hoje parece algodão.
Só a minha inspiração
Aumentou mais da metade.
O ponteiro da saudade
Arranhou meu coração.

A saudade, moça branca,
Acoitou-se no meu peito
Fechando a porta dum jeito
Que não tem quem quebre a tranca.
Só a poesia franca
Percebe a minha aflição
A rima, com seu condão,
Mantém minha liberdade.
O ponteiro da saudade
Arranhou meu coração.

Glosas: Wellington Vicente

Porto Velho-RO, 1° de agosto de 2010.

Soneto de aniversário

Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.

Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.

Poeta Vinicius de Moraes, Rio, 1942.

sábado, 7 de agosto de 2010

Turbilhão

A nossa vida é um carnaval
A gente brinca escondendo a dor
E a fantasia do meu ideal
É você, meu amor
Sopraram cinzas no meu coração
Tocou silêncio em todos clarins
Caiu a máscara da ilusão
Dos Pierrots e Arlequins

Vê colombinas azuis a sorrir laiá
Vê serpentinas na luz reluzir
Vê os confetes do pranto no olhar
Desses palhaços dançando no ar
Vê multidão colorida a gritar lará
Vê turbilhão dessa vida passar
Vê os delírios dos gritos de amor
Nessa orgia de som e de dor

La lalaia lalaia lalaia

Poeta Moacyr Franco