segunda-feira, 29 de março de 2010

Doce

Vivia reclamando a desventura
De Deus lhe ter dado ser poeta
Ter-lhe incumbido de uma meta
E enchido seu peito de amargura

De modo que era triste o seu canto
Lágrimas banhavam o seu pranto
E, como anjo, apareceste criatura
Derramando, às canadas, tanta candura

Que quando já pensava: é sem jeito!
O coração bateu como nunca havia batido
E o poeta que acreditava ter morrido

Viu brotar o amor dentro do peito e,
Percebendo que acabara de ter nascido
De tanta felicidade, não coube em um só grito...

Pedro Torres

Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Direito à Réplica Poética...