sábado, 30 de maio de 2009

As abelhas e o poeta

O apicultor cuida das abelhas
E suporta diárias ferroadas
Experimenta do mel, sustento
Viver de poesia...

Canta o amor da Terra e à vida
E da lida diária, extrai os perfumes
Sem rancores, queixas, azedumes
Recolhe em si, o mais doce...

Apreender da sociedade, o instrumento
Que o zangão, não se zanga, defende
A rainha da colméia, do Centro
E a operária, produtora do alimento!

Sabor do fruto colhido, odores
Escutai senhoras e senhores
A música linda, de amores
O zumbido do enxame, das Vozes.

Que do campo é matéria que volta
Na hora de pleno movimento
Que o mais verdadeiro Lançamento
É um retornar de néctar, às flores...

Pedro Torres

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Vagueio em estado

Os sons dos sapos na lagoa
Que coisa boa
Depois da chuva, não tem saúva
Porque é noite e tá frio

E no teu canto, pro teu espanto,
Um assovio, que calafrio...
Não é ninguém, Só um vem-vem!

A essa altura...
Liderasse um bando de orangotango
E fosse a um bar
Encher o copo, encher a cara, se embriagar

Aquecer a alma
E ver se acalma, esse cantar
Dos besouros, de tudo
Que no Sertão, virou mar...

Na viagem de volta
O frio te aquece os pensamentos
Retomas a viagem, à janela, o vento frio...
Na face, te faz retornar à viagem antiga

E recomeças a escutar a cantiga
De sapos na lagoa, que coisa boa
Estás voltando, calada, e o vento frio
Na tua face

Quem não se aquece
Com o vento frio
Dessa tua madrugada
Reclama

Não sente a chama
Dessa brisa
Dessa manhã
Desse sol dentro de ti

Do pássaro que canta
Alegre
Feliz
Pela chuva que caiu

Da névoa na pista
Que turva a vista
E te complica, multiplica, amplifica
Pensas até em amar

E foges do recreio
Fechas a janela
Atendes a razão
E dá a ti mesmo, um não

E dói, o resto da noite
Mas o implacável frio
Aquece-te a carne e tu ardes
E ouço o gemido, sofrido, solitário, silencioso

Saudade de gritar, Sorrir, Cantar
E amanhece o dia
Ainda frio
Está vazio

O inevitável já aconteceu
O que vai acontecer
Pode ser imprevisível
Breve

Independente da vontade
De ninguém,
Minha loucura mais perfeita!

Sim,
Eu te fiz uma prece!

Pedro Torres

Céu de estrelas

Este pensamento meu
Que encontra o teu
De olhos fechados.
Olhando o céu
De olhos abertos
Maravilhada.

E te descobres
No mesmo céu
Todo estrelado
Outra estrela
Neste Rio
Espelhada.

Pedro Torres

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Ideias não faltam

Pra salvar o planeta devemos alimentar os passarinhos, cujo ofício natural é reflorestar a mata. A natureza dos homens não é contruir florestas, mas destruí-las.
Alimentar os passarinhos e liberá-los!

Pedro Torres

Um dó

O tempo oxida, mas não culpa o oxigênio...

Pedro Torres

Liberdade é...

Pensar é ser livre até a morte, não importam as prisões que do concreto se erguem à força.

Pedro Torres

Frase para refletir durante uma prisão de ventre

A tardeza da felicidade consiste na derrota antecipada de quem desiste por não tentar e, antes disso, há apenas quem não venceu ainda!

Pedro Torres

As certezas

A lua à pino sujeita-se ao raiar do sol da inevitável próxima alvorada...

Pedro Torres

Barra do dia-a-dia

O carvalho entorta com os vendavais/ e cresce forte /e mostra em cada curva destra sua /irresignações às imtempéries dessa vida...

Pedro Torres.

Curiosos da vida alheia

Aos curiós não se explica a poesia...

Pedro Torres

Aquecimento Global

Os que podem fazerm alguma coisa para mudar os rumos das coisas quanto à mudanças climáticas na Terra estão discutidindo o assunto em salas climatizadas e não percebem que a coisa já tá bem quente por aqui...

Pedro Torres

Sobre a Loucura

Sim, somos todos doidos, mas ninguém tem o direito de impor suas próprias loucuras à ninguém!

Pedro Torres

domingo, 24 de maio de 2009

Legião Urbana - Do Espírito - Alerta sobre a AIDS



Do Espírito
Legião Urbana
Composição: Renato Russo

Sai de mim
Que eu não quero mais saber de você
Esse eu te quero já não me convence mais
E agora já nem me incomoda
Sai de mim, não gosto de ser rejeitado
E agora não tem volta

Eu pego o bonde andando
Você pegou o bonde errado

Sua curiosidade é má
E a ignorância é vizinha da maldade
E só porque eu tenho não pense que é de mim
Que você vai ter e conseguir o que não tem
Só estou aberto a quem sempre foi do bem
E agora estou fechado pra você
Não, não, não venha pra cá, que eu não quero mais saber de você
Não, não, não venha pra cá, que eu não quero mais saber de você
Não, não, não venha pra cá, que eu não quero mais saber de você
Não, não, não venha pra cá, que eu não quero mais saber de você

Não me procura não
Você não vai me achar
Você não consegue entender

Não, não, não venha pra cá, que eu não quero mais saber de você
Não, não, não venha pra cá, que eu não quero mais saber de você
Não, não, não venha pra cá, que eu não quero mais saber de você

Não me procura não
Você não vai me achar
Você não consegue entender

Divulguem, adicionem aos seus perfis das comunidades virtuais, orkut, facebook, myspace...

Pedro Torres

Domingo

Meu domingo não termina
Eu penso naquela menina sabida
Esperta, linda e atrevida, que move
Dias, noites e as tardes de curta senta.

Quanto percebes em maio do meio?
Que embrulhas meu recreio
Comes os meus artigos
E a minha cria...

Sobra sempre um mês para o meu ego
Perdido, os meus pensamentos, um cego
Todos admiram a ira, a inveja, a crueldade
Esquecem, e de esquecer, lambuzam-se de saudade

Minha menina, inteligente, crescida
Bem criada, mal-criada, eco do meu grito
Arma de uma luta de silêncios, justiça do tempo
Minha busca além da liberdade, a paz de espírito

Meu infinito, minha misericórdia, concórdia
Fé e esperança, insurgir-se contra o movimento
O mundo é imutavelmente belo, uma situação
Estática que apreciamos, agora, e depois movimento

Histórias da carochinha, da carrocinha
Que levou, a cachorrinha pra fazer sabão...
Na fábrica, na esquina, do preço da gasolina
Da borboleta tatuada no meu braço esquerdo...

Pedro Torres

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Coisas que aprendi

Eu troquei impressões com o filósofo Milton (...) sobre o aprendizado da vida porque a gente aprende que viver é aprender a viver, por exemplo:

Aos 5 anos Aprendi que peixinhos dourados não gostam de gelatina.
Aos 8 Anos Eu Aprendi que meu pai pode dizer um monte de palavras que eu não posso.
Aos 9 Anos Aprendi que minha professora sempre me chama quando eu não sei a resposta.
Aos 12 Aprendi que, se tenho problemas na escola, tenho mais ainda em casa.
Aos 13 Anos Aprendi que quando meu quarto fica do jeito que eu quero, minha mãe manda que eu o arrume.
Aos 16 anos Aprendi que toda ejaculação é precoce.
Aos 19 anos Aprendi que eram bons tempos aqueles em que 'sexo seguro' significava apenas que os meus pais tinham viajado no fim de semana.
Aos 24 Anos Aprendi que nunca devo elogiar a comida de minha mãe, quando estou comendo alguma coisa que minha mulher preparou.
Aos 25 Aprendi que você não sabe nada a respeito de sua mulher até que a encontre em um tribunal
27 Anos... Aprendi que se pode fazer, num instante, algo que vai lhe dar dor de cabeça a vida toda.
Aos 29... Aprendi que esta é a idade que você tem um sexto sentido, mas nenhum dos outros cinco.
E aos 30 Aprendi que quando finalmente temos uma noite sem as crianças passamos a maior parte do tempo falando delas...
Aos 32, Aprendi com o Ziraldo que, no Brasil, homem público é o masculino de mulher pública... :D
35 Anos... Aprendi que mulheres gostam de ganhar flores, especialmente, sem motivo algum.
Aos 39 Aprendi que existem duas coisas essenciais para um casamento feliz: contas bancárias e banheiros, separados.
Anos 43... Aprendi que você sabe que sua esposa o ama, quando sobram dois bolinhos e ela pega o menor.
Aos 50... Aprendi que quando chego atrasado ao trabalho, meu patrão chega cedo.
Aos 58 Anos aprendi que se você espera se aposentar para começar a viver, esperou tempo demais...
E aos 60 Aprendi que amei menos do que deveria.
Aos 75, Aprendi que tenho muito ainda à aprender. E que espero morrer aos 110 Anos, assassinado por um marido ciumento.

E você meu bom parceiro da BandNews FM, viva a sua vida como se fosse o último da sua vida, e SEJA FELIZ!

Uma filosofia de vida, por Salomão Schvartzman na BandNews FM
http://bandnewsfm.band.com.br/colunista.asp?ID=102


Pedro Torres

quinta-feira, 21 de maio de 2009

ei

fique tristinha não
morrer é um presente
pra gente aprender quanto é bom a vida
viu
por isso
é que a gente deve amar agora e dizer isso
eu amo voce
e procurar ser feliz e ter amigos
o resto
num vale nada
veja (...) -parte omitida-
quantos amigos com saudades
e quantas declarações lindas
isso é tudo
o resto
não vale nada
talvez
se todos soubessem disso
ela fosse desnecessária
e Deus não tivesse inventado, a morte...

eu

Sim,

Temos muralhas no caminho!
Mas somos a juventude
E nossa tarefa é transpor esses obstáculos.
Somos a máquina viva.

A nossa lida diária?
Sermos felizes!

O que deixaremos para trás?
Tudo, exceto os Amigos!

Pedro Torres

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Bachianas N.º 5

"
Tarde uma nuvem rósea lenta e transparente.
Sobre o espaço, sonhadora e bela!
Surge no infinito a lua docemente,
Enfeitando a tarde, qual meiga donzela
Que se apresta e a linda sonhadoramente,
Em anseios d'alma para ficar bela
Grita ao céu e a terra toda a Natureza!
Cala a passarada aos seus tristes queixumes
E reflete o mar toda a Sua riqueza...
Suave a luz da lua desperta agora
A cruel saudade que ri e chora!
Tarde uma nuvem rósea lenta e transparente
Sobre o espaço, sonhadora e bela!
"

Heitor Villa Lobos

terça-feira, 19 de maio de 2009

Momento Impróprio

Na madrugada morna, de um sereno suave...
Uma pétala de flor, desabrochou.
O meu amor se aqueceu e uniu-se ao teu!
Abri os olhos, no dia seguinte e pro meu espanto
Tudo era encanto, pura magia, tristeza e alegria
Tudo mais claro, mais belo, mais lógico e bonito.
E num recanto, do meu coração... Brotou paixão!
Da nossa madrugada não lembro da dor, mas do odor, do amor que restou...
Aquele nosso momento, jamais teve fim, e jamais terá!
É eterno no meu pensamento, na minha memória, e sempre será!
Jamais morrerá, nem padecerá, por falta de zelo ou desatenção....

Pedro Torres

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Acordo

Vamos acordar que entre nós dois
Há uma hipótese qualquer de sentimento
Pode até ser que seja só, vingança própria do tempo
Mas de tentar já não morri
Também pudera,
Tanto tempo que dormi
Pensando que era e não era

Pedro Torres

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Gato mal educado

Fez coco na sala de estar
Tomou o que merecia
Esfreguei sua cara na caca
Pra ver se ele aprendia

Gato não lambe a própria merda
Disso eu já sabia
E fedendo como uma ticaca
Ficou aquilo lá que jazia

O coisinha fedorenta que saiu do gato
Tá fedendo mais que o chulé do meu sapato
Enterre na terra e aprenda a fazer no mato

Gato mal educado eu não aguento
Quer consertar o problema, siga a dica
E faça da merda dele o seu próprio unguento.

Pedro Torres

Palavra Libertária da Juventude

Olá pessoas,

Há tempos venho estudando o livro que sempre quis escrever: O primeiro.

Sem dúvida, este deve ser o momento mais emocionante de nossas vidas. E digo deve, por dois motivos:

Primeiro porque entre o sentir a necessidade de escrever e a percepção de que é chegado o momento somos tomados, de forma antecipada, por uma alegria, contentamento, sem nem mesmo considerarmos todas as questões técnicas e dificuldades que envolvem o laborar palavras e pensamentos, transpondo-as para o papel.

Depois, porque sentimos o dever de fazer bem feito. De zelar para que os nossos pensamentos saiam para o papel com a mesma magnitude que possuíam quando estavam em nossa mente apenas. E isso, requer estudo.

Até mesmo estas linhas descritivas do que agora inicio, são terrivelmente cheias de pensamentos futuros, acerca do que se vai falar, o que, para quem, como e quanto. O quando, pelo estado de euforia que nos encontramos ao iniciar a escrita, já não encontrou espaço nessas linhas de exercício literário, iniciais.

Quero escrever para a juventude e aqui deixo apenas uma breve descrição do Palavra Libertária da Juventude:

Teleologia do Título - Teleologia, simplificando, é a análise dos termos em seu significado cognitivo. Do que se pretendeu dizer com cada palavra, do contexto e da gramática.

Seguindo um método teleológico para restringir a análise do título, temos a divisão, individualização dos termos utilizados, resultando na seguinte forma:

Palavra:
Para Aurélio Buarque de Hollanda, Palavra é a "Unidade mínima com som e significado que pode, sozinha, constituir enunciado; forma livre". Para o mesmo dicionarista Palavras significa "Promessas vãs, enganosas"...

Nesse contexto, utilizei-me da expressão no singular, não para fugir a um conceito alheio abalizado pelo nobre escritor, mas por entender que a Palavra Libertária da Juventude é uma voz uníssono, de clamor coral.

Libertária:
Ainda de acordo com Aurélio Buarque de Hollanda, Libertária é o tom feminino de libertário, que significa "Que é partidário da liberdade absoluta." ou "Anarquista".

Não defendo teses libertárias no seu sentido estrito, como movimento anti-Estado ou Anarquista, mas com um tom crítico mais avançado, no sentido de não ficar preso por espontânea vontade de pensamento e por uma defesa explícita e radical do livre pensamento.

Neste contexto, não me pouparei de palavras ásperas ao tato do cego, ou ao paladar azedo para o degusta-dor das melhores adegas, ou de qualquer dos sentidos...

Da:
Preposição que inclina para o dar valor. Porque não usei, por exemplificar: Palavra Libertária para a Juventude?

Porque este será um livro escrito por nós, juventude e não para nós, por outro alguém.

Aqui no blog eu colocarei os meus pensamentos, ideologias, críticas, sugestões para uma vida melhor e tudo será debatido de forma a construirmos um pensamento de consenso.

Desde que o acesso é liberado para jovens de todas as idades, em alguns temas teremos opiniões divergentes, o que faremos é deduzir a melhor saída para os dilemas que se apresentarem, não para a agradar a todos, nem a sua maioria, mas aquele pensamento que compreendamos, juntos, melhor resolvido.

Juventude:
Ah! A juventude. Apenas, agora, me emocionei ao chegar nessa palavra para descrever a juventude...

É a irrequietude da vida que não tem idade, limites de tempo e que produz, seja pensamentos de conforto, ou uma ponte sobre um grande rio para cruzar fronteiras ou ligar Estados, ou estados.
A juventude é ação e seu sobrenome é clorofila.

A ideia não é escrever todo o livro aqui, então...

Mãos a obra!

Pedro Torres Filho
Advogado e Poeta

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Porcos!

E soprou o vento norte
Veio à boa hora, espalhou-se,
E o terror, Terrificou.

Do pior imundo deste mundo
E iniciou-se o cataclismo,
Falso!

Sem equilíbrio, profundo...

E de novo, o povo todo do mundo
Inalou seus dejetos, o tempo todo
Amórfico, o celebrar-se errante,
Mutante...

Veios da pocilga mais limpa
A muito mortal praga do "forte"
Porém da imprópria praga,
À distante morte, à percorrer!

Comei e bebei, poetas
Não há contaminação pior
Que a de mentes,
Inconsequentes!

Saga de um bixo amoral
De inadequados hospedeiros
E Haja saco de pancada,

Aja agora, saco de pancada...
Sua saga irreal, do Sul
E ensine-os, sua economia real.

Pedro Torres

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Premissa:

Nenhum padrão
de pensamento pode autoconceituar-se,
em prerrogativa
do melhor desenvolvimento da ideia
em evidência.

Pedro Torres

terça-feira, 12 de maio de 2009

Boa tarde,

Transfundir idéias planas e retas!
A solução para a tua dicotomia, poeta
Teu Ser mais sóbrio, em absurda sinergia
Com tudo que mais de belo existe, na poesia
E além dela, a filosofia tua, pura e nua

Sem preconceitos, ou conceitos avalizados
Por avalistas que não nomeastes
Uma solução certa, uma transfusão direta
Fusão, complemento, da fragilidade do conhecimento

Meu e teu, talvez nem existamos nós
E talvez nós possamos mudar tudo
Para que tudo permaneça estável
E caminhemos sempre em linha reta

Sem pontuações fáticas, saber da verdade
Singular, única, de definitivamente, Absoluta
O que se sabe é o que não se pode negar
Esta é a única verdade, a simples solução, mais à mão

Mais fácil, ao alcance da razão, ou não razão
Do sentimento apenas, que importa
Desde que tu não me bata mais a porta
Estarei morta, pronta, Eu, tua idéia...

Segue a linha? Então prossegue!
Grato por sua generosidade, sábia poeta
Tu és minha meta, como na reta indivisível
Ou do zero tendendo ao infinito

Meu porto de partida, meu porto de chegada
Tudo o que sei de mais bonito, da matemática
Da geometria, a simetria perfeita, por mim eleita
Eu, este poeta libertário que te quer amigo!

Se não podes provar tua alegativa
Ainda que uma negação, não poderia ser verdade absoluta
Apenas a puta, que sabe da razão, pode dizer, fácil
Vida é o tudo, os nós.

A verdade é um Ser não negável,
Pronto!
Não és minha nem sou teu, somos uno
Reles imaginárias de vários lumens...

Dionysia!

Pedro Torres

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Poesia para o dia das mães, de Manoel Chudú...

Minha mãe que me deu papa
Me deu doce, me deu bolo
Mãe que me deu consolo
Leite fervido e garapa
Mamãe me deu um tapa
E depois se arrependeu
Beijou aonde bateu
Acabou a inchação
'Quem perde a mãe tem razão
De chorar o quer perdeu'

de Manoel Chudú

domingo, 10 de maio de 2009

Quase metade

Quase metade de mim já se foi na fumaça, esvaiu-se!
Dessa locomotiva viva, conhecida, vida
Serias tu a parte do todo, ou o reverso!
E a outra metade, d'onde andaria, a cara...

Não me importa a razão, de tua desesperança
Nem o motivo, da praça, das bocas alheias
Figurante, de um filme sem enredo, nós da rede.
De onde vens, cara pálida, vestido amassado,

La vem de novo, lá vem, a barra de um novo dia
Vou procurar alguém que não me compreenda
Vou procurar alguém que eu entenda
E eu saberei o que diz de mim, esse alguém

Uma luz que se acende na janela, ao mesmo tempo
Como numa sinfonia bela, sincronia de acende e apaga
Apagou-se a luz daquela janela, sem velas
É o dia nascendo... É o dia vingando...

A noite passada, que quase sem jeito, pela madrugada
Veio em meu peito, fazer sua morada
E o barulho das ruas, já sem sentido
E penso em você, em um lindo vestido

Sem revelar, que era um pijama, que drama
Respiro um pouco do ar poluído, dessa cidade
Sinto-me comovido de uma estranha felicidade
Não sei como pode ser, essa iniquidade.

Se distante de ti, repousa a minha liberdade
Libertinagem de Dionysia, o vinho...
Pensei em sangue, lembrei da cor, do primeiro amor
A cidade acorda, lentamente e a barra do dia, calmamente, também

E chega o sono forjado, de andar contigo por aí, descalço
Eu não me arrependo de ter-me entregado
Ainda que isso seja o meu pecado...
E volver já não posso, devolver, o que é nosso

Porque haverias de ser, poço tão profundo
Das coisas, mais complexas deste mundo
E belo, ao mesmo tempo, tu és!
Mulher de única face e mil disfarces...

Quem dera saber um dia, teu íntimo enlace
Teu cabelo, teu sorriso, insegurança
Os pingos da chuva já não me incomodam mais
Os pingos da chuva já não me incomodam
É a chuva que me dói... Que me traz pensamentos teus
De tu, ausência.

E eu ouvi o som do bueiro que pisastes
De madrugada, de onde vinhas, toda arranhada?
Descabelada, despenteada, desmantelada, embriagada...
Que mágoas procurastes dissolver em prantos
Que te encontras agora, e assim, se estraga um teu realce

Uma maquiagem, uma pintura, menos uma viagem
Porque é tão caro viver, tão caro
Qual é o preço à pagar, pela vida, de vivermos
Também não me importam, mais os barulhos
Das ruas que acordam.

O amargo da minha boca, da palavra pouca, da voz rouca,
Tristeza... Embargada
Não te compreendas nem o que dizes de mim
Isso me agita. Te explica. Te faz compreensivel...

E acredita, que é possível!
Me dá uma chance, que rima com romance.
Mas não é para a rima que vivemos...
É para toda a poesia.

E da doença a cura, mais simples
É estarmos juntos,
Mais simples...
Um abraço bom,
Bem simples...
A tua calma,
Bem simples...

Irrequieta, moleca, sapeca, atrevida!
E teu querer e gostar, e gozar, sem saber porquê.
Não é pecado se for com você.

Mas quando te alheias o prazer à mais alguém
Amanhece o sábado, a dispensa vazia....
Qual preço?
Amanhece o sábado e a dispensa vazia!
Sem endereço, de poesia.

E o teu refúgio, que tu declaras
Porque demolistes, assim tão as claras?
Desistir-se, silêncio...

Que queres fazer, rapidamente
Um plano curto e agora...
Te mostrar cenas, que irão acontecer
Porque é assim que o dia reage

Que penso em paisagens, pra não te esquecer
Fica comigo, meu doce encanto
Perdoa esse poeta, amigo... E tanto!

Eu procuro as palavras e me lembro dela
Da tua palavra, sobre a palavra
Singeleza, da natureza, tu tens a palavra...

E antes que eu me esqueça, e tu te aborreças
Com o longo poema
Sim, eu pensei, em nossa viagem
E te tenho o convite pra agora

Acredite e viaje comigo
Estou indo embora pra bem distante
Talvez um retirante, errante, cigano
Sigamos, um instante, um plano

E tudo será permitido, até te amar, ou o invertido.

Alentejo, em Portugal, é lindo
E sei que tu viu também, o comercial!
Viaja comigo, vem comigo, pra Portugal...

A poesia não finda, se alonga, se demora...
Como tu, fazes ainda.
Desprezas o poeta!
Poetisa.

Pedro Torres

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A Verdade Absoluta

Há de refletir em nós, uma coisa
Uma delícia inesgotável, inegável, sem fim
De teses, sem paradigmas, irrefutável
Antíteses de uma mesma ciência...

D'antes quantos quilos de mentira, engolimos
D'outros que não souberam indagar
E creram no que viram, por experimentar
E descrentes quedaram, por não provar.

Soprar na pequena proveta, a arte
Pequenas gotas de vida, acasalar, ofício
Ver multiplicadas as células embrionárias, e corar
Padecer, de imaginar você, molécula adulta...

Aloprada, alienada, atéia, anarquistas...
O que tu buscas, por não querer, não conquistas.
Liberdade, um pensar que existe em um só mundo
Ou te purificas tão completamente bem a cabeça?

Se é não por querer então é vingança, de quem não te quis
E por um triz, a rima não te é devida, Phoenix sem asas...
Pra onde queres voar assim, com tanto peso a carregar?
Desfaz a tua mala, põe na sacola apenas o que necessitas.

E refletir o que seria, de levar consigo, em uma longa jornada
Afora, água, o que te seria primeira necessidade, ou classe...
Seria amar? Deduz então este desprezo, e joga fora
Todo o amor... Alguém, há de encontrar, e o reconhecerá em ti

E do que era nada, do caos, que se fez a luz?
É desta incendiária lâmpada de tantas velas
Que iluminou um pensamento, capaz, consciente
E se fez presente, durante todos os nossos dias, por um instante.

Esta é a Verdade Absoluta tão buscada
Não o que acreditamos ou provamos
Nessas nossas técnicas tão falhas, erramos e rompemos...
E reconstruímos, do que não podemos negar, o desconhecido, Ela.

Pedro Torres

terça-feira, 5 de maio de 2009

Saudade antecipada

Triste é a sina de quem vai
Pra longe de quem mais ama.
Se amor é ficar partindo
Leva consigo um coração, ainda

Esse órgão que não pensa, pulsa
E em cada pulsar seu, uma saudade
Jorra das veias desse poeta, cuja arte
É buscar a sorte sempre, noutra parte...

Lá do alto daquelas montanhas
Seco, de ar frio e poluído
Me lembrarei dos passarinhos
Que alimentei quando criança.

Lembro já das invernadas
Do meu recanto querido
Quando tudo era verdinho
E havia água nos rios e açudes

Esconder-me por entre as ramas
Verdinhas... Penso nelas e dói a alma
Tenho que alimentar a calma
Que alegria e felicidade eu deixo contigo...

O coração de quem caminha
Um caminhar sem destino, Criado!
Penar, fica boa e tira a sorte na moeda
Cara ou coroa, não importa, se fica inclinada...

Que merda precisar disso
Pra trocar por um pão qualquer
Não seria mais fácil, mulher
Plantar e colher o que come?

Ainda que da arte pura e linda
Viesse o alimento, nada seria
Mais belo que a liberdade
Da não economia, a verdade.

Que absoluto propormos ao menino
O querubim, iluminado, divino
Qualquer norte que se aproveite
Por tempero, uma canada de azeite...

Pedro Torres

Comunicação poligâmica

Se és tu, então somos nós sim, assim
Sem final feliz, não se compromete, um fim
A finalidade da comunicação, informática
Sem promiscuidade, poligamia de um só.

Sem nós, repreender astutos matutos
Que saem do mato, como feras, felinas...
E nos azoam com suas unhas
Desafiadas, sem gume.

Falar com várias vozes,
Velozes, como os vates vocejam
De um, sermos só poeira cósmica
Atear idéias no arrabalde da cidade
Que vicejam, por novidades...

De estamos num mesmo barco
Por onde tudo navegas, rosa dos ventos...
Sabe qual a tua estrela guia,
Talvez seja a mesma minha.

Poligamia eletrônica, novidade
Numa linha, multiplicidade, Criada!
Pensamentos de poeira cósmica
Tudo que restamos formados...

De uma galáxia próxima, viemos
Infinito círculo celeste, que vamos
Aterrissamos aqui, sem repentes
E brotaram muitas sementes, um veio
De únicas vertentes, rimadas
De uma comunicação, inconsequente.


Pedro Torres

domingo, 3 de maio de 2009

A Construção das Verdades

Eu sou o problema doido
A cura do fato novo
Eu sou é o povo.

Da minha festa ninguém sabe
Poeta das palavras ásperas
Em certos ouvidos.

Para outros o grito
De liberdade e ação
Não só de pão, vivo.

Acredito na felicidade
Como direito de todos
Da cidade.

Pobre do Rico e do São
Que não recebeu o perdão
Jesus veio para os 'doentes'.

E crentes, quem não o são?
Os que se fazem dormentes,
E tapam os ouvidos!

O tumulto da Feira
Que já não sobreviveu
À falta de mercadoria.
Da poesia que falta
No esturricado Ser
Do Sertão.

A dor que não se sente
Em época de eleição
Do traído e abandonado.

Sou a criança faminta
No dia da criança
Festa de apartação.

O afeto do neto
De João e Josefa
Filhos do Coração.

Imaculada Conceição
A virgem da procissão
Da igreja patrocinada.

Dos poderosos o medo
De revelar o segredo
De viver sem um enredo.

Embalado numa rede
De grande balançar
Aprender a amar, O Ser tão...

A som do chocalho
Do bode fugitivo
Das garras da traição.

O marginal disfarçado
Desprezado e misturado
Com o povão.

A voz que ninguém cala
A chama que não se apaga
Paixão.

Pedro Torres

sábado, 2 de maio de 2009

Deixar o Ser

Se no chão, terreno árido e semi nu
Expusera-se cada pedra que nos atrapalha
Queria eu, mútuo, destruirmos esta muralha
E não postergar mais essa enchente

Mergulhar no melhor aguardente, até resolver-se
E negar-lhe o que é mais puro e verdadeiro
É o caminhar, que de repente, aponta-se presente

Se a rima que aprendeste para dor
Já não queres incluir nos versos meus
Porque dos frutos o paladar seria proibido?
É o que sentes que não rimou? Ou não te era garantido...

Duradoura sina de poeta é viver partindo
Cada dia em versos seus, o passado diluído
Distribuir bocados de coração absoluto
Ver brotar no sertão esturricado, o amor...

Se conheces teu coração, nos enganamos
Nossos planos, riscados desse Ser, tão adormecido
É o não ficar-se preso, livremente
Vem de repente um só minuto, fica comigo
E o Ser, tão sertão, amadurecer-se um fruto, nosso...

Dou-te meu melhor abrigo e te afasto o perigo
Candeia que não se apaga, e não consome
Paixão com fome, viver tua sede
Lamber teu néctar, extasiar-se, na rede...

Fundir a cuca, e apaixonar-se definitivamente
Alcançar a imaginação tua, atear o fogo
E vir teu rosto rubro, feminino, nua...

A preferida entrada triunfal do destino
Coabitarmos, Cópula, Frutos, Filhos
Plural do amor meu.

Pedro Torres

Senhor meu!

Mandai vossos castigos todos para os meus pecados
Porque assumidamente eu os cometerei
Por minha livre vontade, ou já não totalmente minha...

Sou teu, Senhor dos meus dias intermináveis
Não me priva da liberdade de escolher
Cuida de mim como um dos teus cordeiros
Rasga minha carne, expõe minhas feridas e a dor

Deixo-me em Teus braços, como numa prece
Não para que ela regresse, mas que fique bem
Que durma bons sonos e sonhar comigo, seria bom
Eu te peço, antecipadamente, perdão

Pelos pecados que cometerei, por egoísta
Por desejar, sem ter ainda
Conhecer, me permita, ou não te autorizo a morada
Jamais, quererás um filho teu perdido?

Extorquir-te por um amor, me castigue, sem piedade
Eu não pedirei perdão por amar demasiadamente
E quanto é a dose de amor que posso?
Tu não amas infinitamente? É o que está escrito!

Não te desafio, porque inútil minha batalha
Tenho mais o que fazer e vou mover o mundo.
Mas não vou esquecer, nem um segundo
É querer sem medo, a sorte, a morte, tudo

Minha metade que se partiu, e ficou triste
Não pode dormir sem saber que existe
Aqui no meu peito uma razão de acreditar
O que de mais valor tem o poeta, arranca

Fica contigo, pra ti, compro uma carranca
Espanto os pesadelos de minha menina
E vou morar na idéia e efetivar um plano
Teu, meu Senhor dos meus dias infindos...

Dois de Maio de Dois Mil e Nove, 1:03h

Pedro Torres

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Passeio por aqui...

Saí de mim em um passeio
E o outrora desdito, será reescrito
Por nós, como um grito!

E até o infinito, vai admirar
Soluções de conflitos, Alimentar
De um coração aflito.

Sempre a eternizar
Nunca há de acabar
Não o que sinto.

É absinto, a tua presença
E a ausência, pura lembrança
Que me refaz criança, e sonhar.

Reiniciar o tempo e tudo zerar
E viver eternamente
Cada momento, perpetuar...

Quando o fim não termina
Sem um enredo, um tema
Sem dilema, eu fico.

De um infinito, bonito
De nós dois, o sentido
Certo de acontecer.

De perto ou de longe
Distância maldita, ou bendita
Me perco no pensar.

De ti a idade
De mim a saudade
De nós semelhança.

Espera doída,
Sentida e sofrida
E te namorar, de uma vez.

Pedro Torres