domingo, 24 de maio de 2009

Domingo

Meu domingo não termina
Eu penso naquela menina sabida
Esperta, linda e atrevida, que move
Dias, noites e as tardes de curta senta.

Quanto percebes em maio do meio?
Que embrulhas meu recreio
Comes os meus artigos
E a minha cria...

Sobra sempre um mês para o meu ego
Perdido, os meus pensamentos, um cego
Todos admiram a ira, a inveja, a crueldade
Esquecem, e de esquecer, lambuzam-se de saudade

Minha menina, inteligente, crescida
Bem criada, mal-criada, eco do meu grito
Arma de uma luta de silêncios, justiça do tempo
Minha busca além da liberdade, a paz de espírito

Meu infinito, minha misericórdia, concórdia
Fé e esperança, insurgir-se contra o movimento
O mundo é imutavelmente belo, uma situação
Estática que apreciamos, agora, e depois movimento

Histórias da carochinha, da carrocinha
Que levou, a cachorrinha pra fazer sabão...
Na fábrica, na esquina, do preço da gasolina
Da borboleta tatuada no meu braço esquerdo...

Pedro Torres
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